Mensagem 26 Out 2017, 21:54

Conto de Campanha IV

Boa Noite,

Seguindo a história anterior, o desfecho do conto. Espero que apreciem. Valeu!

Haviam passados apenas duas semanas desde a derrota do Senhor dos Bruxos. Amenophus e Mordecai foram considerados pelas mortes dos cinco principais magos do reino e agora tinham que se esconder misticamente de seus caçadores. Era difícil criar uma pequena filha desse jeito. Eles viviam se escondendo de tudo e todos, mas Amenophus não media esforços para instruí-la no caminho dos arcanos. Ele percebeu o potencial nela e iniciou o treinamento assim que ela completou seus primeiros seis anos.

Durante um dos treinamentos de sua filha, Amenophus percebeu que estavam sendo seguidos por um grupo de rastreadores. Ele e sua filha usaram disfarces mundanos e correram em direção ao templo da cidade. Lá ficaram abrigados até os caçadores sumirem da cidade. Amenophus teve um plano durante essa parada. Voltou com sua filha para a floresta de Niwha, o lugar onde ele havia conhecido a mãe dela. Permaneceu nesta terra até completar 3 semanas. Quando esse tempo passou rumou até algumas ruínas de um forte e chamou sua filha para participar de um macabro ritual. Amenophus chamou a pequena para ver a sua auto-mutilação. Ele cortou um de seus braços com um golpe de espada. Enquanto o sangue ainda escorria, tratou de tomar as poções que havia comprado no templo e pediu a sua filha que fizesse um pequeno ritual no forte. Depois de recuperado, mas ainda sem um dos braços, Amenophus invocou uma magia em seu próprio braço e o deixou no local. Auxiliou sua filha no ritual do local e no final de tudo chamou sua pequena.

- Zeo, minha querida, seu pai deve partir em uma missão agora. Está na hora de derrotar nossos inimigos de uma vez por todas. Isso pode custar a vida de seu velho pai, mas aqui está nosso meio de continuarmos nos falando. – Indicou com a cabeça o braço. – Quando você souber de minha morte, deve vir até aqui e fazer o ritual para me retirar desse lugar. Minha alma vai vagar nesse mundo até esse corpo ser desfeito. Vai começar pelo braço, mas em alguns anos aqui estará meu corpo novo. Se eu morrer, o maior inimigo do mundo, o Senhor dos Bruxos, voltará para fazer todos nós seus escravos. Só seu pai sabe derrotá-lo, então não tema: Volte aqui e me traga de volta para que a gente juntos possa derrotar ele. Você entendeu, filha? – A menina tirou o cabelo de seus olhos e com uma pequena lágrima, assentiu com a cabeça. – Gorgio abraçou sua filha.

- Querida, vou deixá-la com sua mãe e a família élfica dela, pois preciso partir. Continue estudando magias e um dia será tão poderosa quanto seu pai. Pelo menos o bastante para me retirar desse lugar. Filha, não se esqueça que só seu pai sabe derrotar o Senhor dos Bruxos e só VOCÊ pode me trazer de volta. Nunca conte a ninguém desse lugar e venha aqui sempre sozinha. Conto com você, meu amor. Caso tudo dê certo, eu voltarei para levar você comigo para aprender todos os segredos da magia que o pai puder aprender. Seremos os maiores magos deste mundo! – Amenophus conduziu sua filha para a saída das ruínas. Ela ainda olhou para o braço antes de sair e jurou derrotar todos os inimigos de seu pai. Quem quer que fossem. Zeo, com lágrimas nos seus pequenos olhos, jurou por sua vida que cumpriria o dever dado por seu pai.