CRÔNICAS ARTONIANAS [TORMENTA ALPHA] - ON


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Mensagem 30 Nov 2016, 18:18

CRÔNICAS ARTONIANAS [TORMENTA ALPHA] - ON

VALKARIA - CIDADE SOB A DEUSA

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Ambição. Mudança. Aventura. Humanidade. A capital do Reinado não é apenas uma cidade, mas a representação de um ideal. O ideal de um mundo regido pelo desejo de sempre crescer e prosperar, de nunca estagnar. Pois a estagnação é a morte.

E poucos lugares são tão adequados para aventureiros. A cidade fervilha deles - diferentes raças, culturas, idiomas. Reunidos no auto-proclamado "centro do mundo", partindo dali em busca de seus sonhos e aspirações. Ou, muitas vezes, não dando nenhum passo para fora de suas fronteiras, mas construindo uma história para si em suas ruas.

Eu os observo. Todos os dias, todas as horas. Tenho feito isso desde o começo. Eu me lembro. Lembro de quando as primeiras fundações foram construídas. Lembro das primeiras casas de madeira, depois substituídas por pedra. Lembro do povoado se tornar uma vila, da vila se tornar uma cidade. Da cidade se tornar uma metrópole.

Lembro da metrópole enviar seus filhos para longe, para conquistar, para crescer. Buscando seu desejo. Sua ambição. Lembro daqueles que retornaram, derrotados, para depois se erguerem novamente e partir - ou morrer tentando.

Lembro de todos os que aqui nasceram. Dos que aqui viveram. Dos que por aqui passaram em suas jornadas. E dos que morreram. Sim, eu observei todos eles, e eles também me observaram. Eles me orgulham.

Olho para alguns deles agora. São quatro. Uma jovem de uma terra de magos que deseja crescer em conhecimento e libertar-se do jugo paterno. Um garoto herdeiro de uma grande linhagem de heróis com muito a provar. Um jovem egresso de um país de fantasia, dançando entre a ordem e o caos. E ele, claro. O pequeno rebelde. Condenado a nunca descansar. Como sua mãe.

Eu os observo. E eles me observam. É assim que as coisas são, nesta cidade abaixo de mim.
BAÚ DO JUDAS

Azog (Werra Ataca)
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Mensagem 30 Nov 2016, 18:31

Re: CRÔNICAS ARTONIANAS [TORMENTA ALPHA] - ON

Valkaria, 01/01/1411, Tirag

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O Dia do Reencontro é o grande momento onde os cidadãos de de Valkaria, a capital do Reinado, comemoram a chegada de Roraman Pruss e sua caravana aos pés da estátua da Deusa da Ambição, a Mãe da Humanidade.

É um dia marcado por festejos intensos que celebram a ambição, a aventura e o desejo de prosperar e crescer.

E este foi o dia anterior. Agora um novo ano se inicia - as ruas estão sendo limpas e as pessoas levantam tarde após uma noite intensa de bebedeira e outras atividades estenuantes. Um bom momento para começar.

Azgher ergue-se dominante sobre o topo dos edifícios, cobrindo a imagem da Deusa da Ambição com seus raios cálidos. Em uma estalagem encontram-se quatro pessoas, quatro aventureiros.

Estalagem Passo do Halfling
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O lugar está lotado. A cidade fica cheia esse ano e estabelecimentos como aqueles atendem um número muito acima do normal. Sem opções, os quatro desconhecidos não têm escolha além de compartilharem uma mesa. Deixe-me introduzi-los a vocês.

Aldred Castell Maedoc III abandonou sua casa para seguir a tradição aventureira da família.

Arthos, um guerreiro de passado desconhecido, atormentado por fantasmas... e demônios.

Kai Sandragon, que partiu de Pondsmânia em busca de suas origens.

Mirphak Solaris, descendente de um dos lendários Heróis do Disco, que agora inicia a caminhada para construir sua própria lenda.

O que o futuro os reserva? Bem, eu não tenho como saber. Somente Gor, o Senhor do Tempo, ou seu filho, Thyatis, o sabem. Apenas observo... na maior parte do tempo!

Off escreveu:Bem, começou. Cada um de vocês deve narrar como passou o dia e a noite anterior, e aproveitar para "se introduzir". Não escrevam nada desanimador - ou quem fica desanimado sou eu!

Todas as introduções devem culminar nos jogadores chegando à Estalagem Passo de Halfling para almoçar. É o primeiro dia do ano, uma data festiva.

Depois que todos postarem, atualizarei.
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Mensagem 01 Dez 2016, 13:18

Re: CRÔNICAS ARTONIANAS [TORMENTA ALPHA] - ON

"Cidade bonita Arthos, quase posso sentir o cheiro de merda, sexo e corrupção..."

- Cale a boca...

" Hmm, quanta hostilidade! Fique um pouco mais alegre, afinal estamos em Valkaria"

Arthos ignorou este último comentário, enquanto andança pelas ruas da metrópole. Tantas pessoas, com tantas raças. Tantas vozes, embora a única que prevalecesse fosse a dele.

"Quando poderei sair novamente? Nos divertimos tanto da última vez"

- Você matou pessoas.

"NÓS matamos pessoas... Ei, olhe está tendo uma festa"

Arthos detestava o fato de estar em Valkaria justo no Dia do Reencontro, detestava o fato de ter lutado contra aqueles foras da lei. Detestava ter tido que usar o poder de Abyss. E agora, detestava aquela taverna cheia que o obrigou a sentar-se com aquelas outras.

"Eles parecem legais, pergunte a eles se eles já tiraram uma vida, se já sentiram o sangue quente escorrendo pelos lábios e mãos"

Arthos inclinou o corpo.

- Olá... Sou Arthos.
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Mensagem 02 Dez 2016, 07:46

Re: CRÔNICAS ARTONIANAS [TORMENTA ALPHA] - ON

Kai Sandragon acorda de ponta cabeça. Seus quadris e pernas estavam sob a cama, mas sua cabeça estava apoiada pela nuca no chão. Seu cobertor cobria apenas algumas partes de seu corpo. Sua roupa estava toda bagunçada. Ele fedia a gordura e vinho. Sua cabeça doía e girava.

Kai
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Por todos os elementos... O que raios aconteceu?


Ele tentou reconhecer aonde estava olhando em volta: viu que era o quarto que alugara em uma pensão de Valkaria, "O Recanto da Fadas". O lugar possuía este nome pois algumas meretrizes o utilizavam para prestar seus "serviços". Infelizmente Kai, que havia escolhido o lugar justamente por causa do nome, acabou descobrindo deste fato com a gerente ao indagar as "sinfonias noturnas" que o atrapalhavam a dormir. Embora as noites não fossem das melhores, ele nunca havia acordado naquele estado. Sem sair de sua posição, começou a tentar lembrar do que aconteceu no dia anterior.

------------------------------ Flash Back Time ----------------------------------

Era um dia festivo em Valkaria. Já estava anoitecendo e todos ainda estavam em espírito de comemorar ainda mais. Porém, Kai por sua vez estava cabisbaixo e chateado. Ele havia procurado trabalho e informações sobre seu pai durante o dia todo, mas sem sucesso. O clima festivo somente o deixava mais chateado: o fazia lembrar das festas de Pondsmania, menores mas muito mais mágicas do que aquela. Sentiu falta de Titânia e seus amigos, já que quase todos com quem conseguiu conversar em sua jornada não queriam amizade com ele, por ser de Pondsmania.

Kai
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Tsc... Essa vida de aventureiro é boa... Mas tem horas que a gente se sente tão sozinho... Acho que vou caminhar um pouco pra ver se melhoro.


Ele fez um caminho mais um longo, chegando tarde ao "Recanto das Fadas". Ao ver a porta, notou um aviso: "fechado para o Dia do Reencontro". Ele bateu na porta e foi atendido pela gerente, Abigail.

Gerente Abigail
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Ora ora "boya"! Quase fica para fora... vamos, entre porque tenho que fechar as portas. Hoje é a folga das meninas.


Kai
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Boa noite Senhora Abigail... Me desculpe pelo transtorno...


A gerente era uma veterana do ramo no "Recanto das Fadas". Dizem as más línguas que ela ainda faz um ou outro bico desses, mas ela nega dizendo que agora só cuida de suas "meninas". Ela observa o rosto de Kai assim que ele entra, encarando-o por um tempo.

Kai
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Q-que foi?


Gerente Abigail
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Você parece triste "boya"... O que houve?


Kai
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N-não sei do que está falando-o


Gerente Abigail
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Querido... Sei ler vocês homens como se fossem livros, não adianta tentar esconder. Ainda sem pistas do seu pai?


Ele tenta balbuciar alguma coisa, mas nada sai. Entendia que não adiantaria tentar enganar a anciã.
Kai
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É... Digamos que foi difícil ver todos comemorando enquanto eu só falhava...


Gerente Abigail
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HAHAHAHA! Querido... Falhar é normal e comemorar também é... por que não fazemos o seguinte: vamos comemorar sua falha


Kai
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Hã?! Como assim?


Gerente Abigail
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Venha, vou te mostrar...


A senhora pega Kai pela mão e o leva até a cozinha da pensão. Lá, havia uma mesa repleta de comida e bebida. Ao redor da mesa, as "funcionárias" do recinto comemoravam.

Gerente Abigail
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Garotas!! Este boya vai comemorar com a gente!


As mulheres aplaudiram e gritavam em coro.
Kai
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Hã?! Hein?! Cuma?!


Logo ele foi pego por várias delas que o arrastaram para mesa. Logo lhe trouxeram um copo de vinho.

Kai
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M-mas eu não bebo...


Gerente Abigail
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Ora boya! Isso daí é só suco de uva...


Kai
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Suco? Ahh.. então okay...


Primeiro gole. Kai fica meio tonto. Segundo gole. Kai começa a falar asneira. Terceiro gole. Kai começa a dançar em cima da mesa. E assim, Kai e as moças brincaram e festejaram a noite inteira.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------

Ao lembrar de tudo, o Kai sóbrio sente MUITA vergonha de si mesmo. De repente ele tem um estalo. Se levanta e verifica a cama. Não havia nada nem ninguém estranho nela. "Que sorte..." pensou... Se lavou e colocou suas roupas de mago costumeiras e se apressou em sair, tentando não ser notado. Na saída porém, dá de cara com a Gerente.

Gerente Abigail
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Hoho! O dançarino acordou... Espero que tenha gostado da noite de ontem... Foi tudo... Mágico...


Ela dá uma piscadinha para Kai, que não pensa duas vezes e sai correndo pela porta.

Kai
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WHAAAAAAAAAAAA!!!!


---------------------------------------------------Horas depois-------------------------------------------------------------------------

Kai saiu tão apressado do "Recanto das Fadas", que até mesmo se esqueceu de tomar seu café da manhã. A sua "fuga" lhe deixou faminto. Procurou por algum lugar para comer. Logo encontrou a Estalagem Passo do Halfling. Lugar lotado, mas a fome não lhe deixava muitas opções. Se sentou na mesa com os outros 3 desconhecidos tentando passar naturalidade.

Kai
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Prazer, meu nome é Kai. Só um minuto por gentileza... GARÇOM ME VÊ UM BIFÃO AEEEE!!
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Mensagem 02 Dez 2016, 11:17

Mirphak

Finalmente havia chegado o Dia do Reencontro, uma das maiores festividades do Reino além de uma tradição longínqua. Mirphak havia retornado apenas a poucos dias após terminar seu último trabalho, nada muito difícil, apenas lidar com alguns criminosos comuns que perturbavam um pequeno vilarejo distante. Algo simples uma mente afiada como a do rapaz não fosse capaz de lidar. Conseguiu chegar a tempo de ajudar com os últimos preparativos para a ocasião.
A celebração foi animada como todos os anos, mas mesmo assim, sempre parecia melhor a cada vez. Somente em ocasiões especiais assim sua pri-tia-2ª permitia ingerir álcool. E mesmo assim, foi preciso muito jogo de cintura para convencê-la. Entretanto, naquela data em particular, o rapaz não bebia. Ele tinha seus próprios motivos para preferir se manter sóbrio naquela ocasião. O aniversário do reencontro com a Deusa, também era aniversário do seu próprio encontro com o homem que mudou sua vida. Por essa razão, Mirphak preferia se manter atento na esperança de reencontrá-lo. Bom, esse era um dos motivos, o outro era porque alguém precisava estar sóbrio para carregar os vizinhos de volta a suas casas.
Todo ano era a mesma coisa. As pessoas bebiam até cair e não conseguirem levantar e o rapaz guiava tantos quantos fosse possível de volta a suas respectivas residências. Mesmo assim, era divertido apenas por estar com a família. No entanto, esse ano era um pouco diferente. Infelizmente sua irmã e primas ainda não haviam retornado de seus serviços. Em relação a sua irmã já era esperado, ela raramente aparecia em casa desde que iniciou sua busca pelo pai desaparecido. Provavelmente só aparecia para mostrar que estava bem e não precisavam se preocupar. Mas suas primas não estarem lá era algo raro. Dificilmente elas deixariam de comparecer, o que leva a crer que dessa vez a missão que receberam era complicada. Mesmo sua pri-tia estava ausente dessa vez.
Mirphak
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”Que droga. Parece que vou passar esse feriado sozinho mesmo.”

Enquanto divagava sobre sua solidão, ou melhor, a ausência de seus familiares, o rapaz começa a se questionar se não deveria se esforçar mais na busca pelo pai. Mas era uma tarefa difícil, principalmente por não se lembrar do seu rosto. Um murmúrio lhe faz retornar de seus pensamentos.
Mirphak
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- Só mais um pouco senhor José, já estamos chegando na sua casa.

A noite passou e um novo dia começou. Havia passado boa parte guiando os vizinhos bêbados de volta a seus lares, mas conseguiu descansar um pouco. Queria ter acordado e visto sua família reunida, mas infelizmente a casa estava tão vazia como quando foi dormir. Era um pouco deprimente ficar por lá sozinho, então resolveu que iria dar uma volta. Pela posição do sol, já deveria ser quase hora do almoço. Normalmente, não dormiria até tão tarde, mas estava grato por ter tido uma boa noite de sono dessa vez. Iria comer em um dos seus estabelecimentos favoritos, Estalagem Passo de Halfing.
Mirphak
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- E aí Chefe! Como vão os negócios? Parece que hoje o movimento será bom. Tem algum prato novo para experimentar? Se não tiver, me vê o de sempre, sim?

Após conversar com o dono, Mirphak vai até a única mesa com vaga, sentando-se junto com outros três que nunca vira antes. Eles começam a se apresentar então o rapaz sorri.
Mirphak
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- Muito prazer, me chamo Mirphak, mas se for muito complicado podem me chamar de Mirtaka, ou só Mir, também serve. Vocês são turistas, estou certo? Nunca vi seus rostos por aqui antes e nessa época aparecem muitos. Se quiserem, posso levar vocês em um tour pela cidade. Não se preocupem com o pagamento. Se gostarem da excursão, aceitarei a recompensa que seus corações quiserem acharem que mereço.
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Registrado em: 09 Dez 2013, 18:13

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Mensagem 02 Dez 2016, 15:56

Re: CRÔNICAS ARTONIANAS [TORMENTA ALPHA] - ON

Dia do Reencontro
Primeiro dia do ano.


Quarto de Aldred
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O sol o acordou com um tapa na cara. O calor. Sua confortável cama em seu abastado quarto estava ensopada. Enquanto se movia lentamente, o mundo girava e ele sentia o suor pelo corpo. Encostando a mão na parede ao lado da cama, ele tentou em vão controlar o mundo. Ele tinha o cheiro de álcool em sua roupa e cabelo ensebado de fumaça. Aos poucos Aldred se acostumava à dor de cabeça incessante e suas memórias do dia anterior voltavam.

Ele e Korn haviam bebido na Taverna do Pombo Perneta, bem no centro da Baixa Vila de Lena - o bairro boêmio da cidade - em comemoração à sua defesa da monografia do curso de História o qual concluíra em quatro anos. Estava orgulhoso de si mesmo pelo feito, pois nunca havia se considerado um acadêmico como a mãe. De algum modo, o diploma requintado era uma aproximação com os assuntos de Therese, sua mãe.

A noite foi longa e, pelo visto, o dia seria péssimo. Não havia conseguido dormir muito bem. O verão estava muito quente e, sujo do jeito que estava, não conseguiu descansar o suficiente. Ele tirou as roupas, jogando em um cesto de roupas sujas transbordante. Estava apenas de ceroulas quando ouviu sua irmã.
Maryanne
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Tá pensando que tem algum empregado aqui? Leva essas suas roupas fedidas lá pra área e as lave. Você tá quase sem roupa.

A irritante voz da irmã o fez suspirar, cansado. Aldred gostava da ideia de não ter empregados, explorar seu trabalho e pagar miséria. Mas, por outro lado, torcia o nariz para realizar tarefas comuns da casa. Seus pais estavam em Wynlla, pois sua mãe palestraria em alguma universidade mágica. Que tipo de universidade dá uma palestra no primeiro dia do ano? Aldred II, seu pai, também havia ido. E insistido irem a cavalo e não por teleporte, pois sentia falta de cavalgar por grandes distâncias com Farrapo.
Aldred
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Urgh... eu sei. Aliás, você não devia estar em Gorendill?

Afinal, Maryanne estudava, teoricamente, para ser uma barda no Conservatório Twilight.
Maryanne
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... eu voltarei hoje. Pegarei a carruagem com minhas amigas hoje a noite, depois dos fogos...

Mentiu. Na verdade, nem seu irmão nem seu pai sabiam que ela havia sido treinada secretamente por Satoshi Yamada, a exemplo de Aldred III. E naquela noite ela partiria sim, mas não para Gorendill, mas para sua primeira missão como aventureira. Neste quesito, ela já estava na frente no caminho do mundo de aventuras. Apenas sua mãe sabia disso, obviamente, pois é muito difícil esconder informações de uma maga telepata.
Aldred
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Sei. Bom, eu vou também sair de casa hoje. Depois dos fogos...

Maryanne deu um sorriso de canto de boca. Estava contente que seu irmão, finalmente, sairia de casa. Ao contrário dele, aos 20 anos, Maryanne partiria imediatamente após terminar seu treinamento com Satoshi.

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Casa dos Incarn Maedoc
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Aldred tomou seu banho e aproveitou para lavar suas roupas. Por volta do meio dia, já havia estendido no varal do quintal. Aproveitaria o dia quente e ensolarado para que secassem o quanto antes. Levaria uma muda de roupas consigo. Ele andou pela casa - agora, "casa dos pais" e não mais sua casa - como se fosse pela última vez, num drama característico de sua personalidade. Viu seu quarto e sorriu.
Aldred
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Foram boas lembranças... até um dia.

Ele fechou a porta e a trancou, guardando a chave no bolso de sua jaqueta. Ele saiu pelo portão da frente, mas não viu mais Maryanne. Talvez a visse a noite. Talvez não. De qualquer forma, aquele pareceu um adeus apropriado para irmãos próximos, mas que não costumavam ter demonstrações de carinho frequentes. Mais tarde, após uma refeição com pernil de porco feita no forno a lenha da própria casa, mais alguns grãos e uma cerveja, ele estava saciado. Pegou a muda de roupas do varal e pôs na mochila.

Ele estava pronto, com sua katana na bainha, a quem ele deu nome de "Hikari-Katto", ou "corta luz" em tamura-nin.
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Estalagem/Taverna do Pombo Perneta da Praça
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Era começo da noite quando Aldred pediu sua segunda caneca de cerveja para a filha do taverneiro Brauner. A menina de cabelos castanhos encaracolados trouxe timidamente para o rapaz. Aldred brindou com seu melhor amigo, Korn.
Korn
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Boa, cara. Então, essa é a última vez que nos vemos?

Ele deu um longo gole, quase matando a caneca de uma vez.
Aldred
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Claro que não. Eu voltarei sempre pra Valkaria. Aqui vai ser minha "base de operações", por assim dizer.

Korn ri batendo na mesa.
Korn
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Já tá falando como um tipo de herói. Cara metido...

Aldred
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Metido nada, confiante...

Enfim, esvazia sua terceira caneca.
Korn
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Ontem foi pelo seu diploma. Hoje pelo início da sua "carreira"... quando vamos beber até cair por alguma coisa minha?

Ele ri. Aldred ergue o dedo e pede mais uma caneca para a menina.
Aldred
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Desde quando tu precisa de motivo especial pra beber, rapá?

A quarta caneca chega. Mas Korn não pede a quarta dele. Aldred o olha estranho.
Korn
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Não dá pra beber demais como ontem. A patroa vai me expulsar de casa se eu voltar tropeçando nas pernas de novo...

Ele ri, mas Aldred parecia mais sério, bebendo sua caneca mais devagar.
Aldred
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...

Korn
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Algum problema?

Disse o goblin, incerto do que acontecia. Aldred não era muito bipolar.
Rainha Eterna
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Sabe, por mais que você tente explicar... eu ainda não consigo entender como o sangue-do-meu-sangue consegue ser amigo de formas de vida tão inferiores...

Korn dá um tapa na testa de Aldred.
Korn
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Coeh, maluco, tô falando com você, carai. Cuspiram na tua cerveja?

Aldred
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...

Rainha Eterna
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Você vai deixar seu amiguinho no vácuo, meu descendente?

Aldred se levanta rapidamente da cadeira.
Aldred
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Eu vou... eu tenho que ir, Korn. Foi mal e... até.

Ele saiu deixando alguns tibares para o amigo, pois sabia que ele tinha dificuldades financeiras. Korn o viu partir sem conseguir entender.

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... um tempo depois.
Rainha Eterna
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... e então, vamos naquele baile dos Lancaster que sempre dão no primeiro final de semana do ano e...

Aldred não falava há quase uma hora, desde que saíram da estalagem. Agora ele caminhava pelas ruas da Baixa Vila de Lena. A criancinha de não mais de dez anos caminhava ao seu lado, sapeca. Às vezes ela o rodeava, saltitante. Ela tagarelava sobre bailes e festas que gostaria de visitar com ele. Afinal, ela só podia visitá-los com Aldred. A Rainha Eterna era uma maldição, uma aparição da ancestral dragoa dourada, fundadora da família Maedoc, que agora estava presa a um corpo de criança, pois estava "recobrando seus poderes aos poucos".
Aldred sentia-se sempre mal quando ela aparecia, mas acabou se acostumando com sua presença, depois de quatro anos de convivência. Ele acabou se habituando com sua personalidade difícil e arrogante - que ele atribuía ao fato dela ser uma dragoa... - e a tratava como uma criança e, às vezes, como uma amiga. Mas hoje ele estava diferente. E ela notou.
Rainha Eterna
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Ohhh? Você tava mesmo falando sério nesses últimos dias quando pensava em se tornar aventureiro? Um "herói"?

Ela deu uma risadinha dolorosa de se ouvir.
Aldred
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Sim, garota. Eu falava sério. É meu sonho. E finalmente vou cumpri-lo.

Havia muita determinação na voz de Aldred. A Rainha o olhou de esgueira, dando um saltinho para perto dele.
Rainha Eterna
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Mesmo após todos esses anos acomodado em sua vida de riqueza com seus pais? Finalmente meu descendente favorito vai sair de casa?

Aldred
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Sim. E você não pode me impedir. Você nem consegue tocar nas coisas do mundo real, tu é quase um fantasma.

A Rainha riu novamente.
Rainha Eterna
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Impedir? Bobinho, eu quero que você se aventure. Eu quero que você se desenvolva. Eu quero que você fique mais forte.

Ela o para, encarando de frente. Aldred poderia atravessá-la, como já o fez várias vezes. Afinal, ela era intangível. Mas ele parou ao ver seu semblante sério.
Rainha Eterna
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Você é sangue do meu sangue. Você é meu descendente de mais potencial. Mais até que teu pai. E sua força é minha força. Cada passo que você dá adiante, é um passo que eu dou rumo à minha verdadeira forma, ao meu ápice, ao meu esplendor glorioso.

Aldred sorriu.
Aldred
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E se eu te chamasse de "Esplendorosa"? Ou "Princesinha"? Talvez "Realezinha"? Melhor que rainha, né? Afinal, você não tem reino, não tem poder... nem ao menos consegue tocar nas coisas. Só consegue encher o saco de um fracassado como eu...

Ela puxa a jaqueta de Aldred. Ele sente o puxão pela primeira vez. Ela aproxima bem seu rosto ao dele.
Rainha Eterna
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Esta é a prova que estou evoluindo. Estamos evoluindo. Você não é um fracassado. É meu descendente. Meu sangue não é fraco.

Ele sorri e faz uma caricia em seu cabelo. Ele sempre quis fazer isso, mas não podia. Era uma boa novidade poder tocar em sua cabeça. A Rainha amoleceu.
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Depois, eles andaram mais um pouco.
Rainha Eterna
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Ei, já que você decidiu seguir o tal do teu sonho, por onde pretende começar?

Aldred para por um segundo. Vira-se para ela.
Aldred
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Não sei.


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Com os fogos vieram as comemorações. O Dia do Reencontro tinha festa nas ruas, com bardos tocando e cantando, malabares e outros artistas de rua faziam a alegria das pessoas. A cosmopolita Valkaria possuía todo tipo de raça, etnia e credo espalhadas pelos bairros em festa. Principalmente na Baixa Vila de Lena, onde Aldred estava. Ele aproveitava para fazer uma boquinha, comendo espetinho de carne de procedência duvidosa. A Rainha Eterna corria, serelepe, entre as pessoas - que não a viam, obviamente - fazendo caretas e outras brincadeiras, arrancando sorrisos de Aldred.

Ele aproveitou para ponderar sobre seus primeiros passos. Sabia que Valkaria receberia milhares de pessoas ao longo da semana devido à chegada de Vectora no dia 06 de Altossol. Muitas caravanas chegariam e partiriam. E muitos partiriam antes mesmo da chegada da cidade voadora. Vectora seria uma opção de começo, mas ele imaginava que lá a concorrência seria grande demais. Muitos heróis famosos passam por lá e dizem que a cidade voa para outros planos de existência. Não era um começo exatamente simples, como ele pensava. Ele queria começar de baixo, escoltando uma caravana para outro lugar, talvez.

Ele lembrou que seus pais o apoiavam nessa empreitada. Sua mãe, preocupada, fez todas as recomendações possíveis. Seu pai também, mas ele foi ainda mais incisivo:
"Tchê, tu és uma pessoa independente agora. Não pense em procurar nossa ajuda para resolver teus problemas, nem peça nosso dinheiro. Agora, tu estás por sua conta. Caso queira dar uma "pausa" no trabalho, venha nos visitar..."

Aldred queria ter umas ajudas de vez em quando, mas sabia que seu pai falava sério.

A comemoração avançou pela madrugada e, antes do sol despontar no horizonte, a Rainha Eterna havia se recolhido para seu semiplano particular. Aldred havia encontrado uma estalagem onde havia muitos caravaneiros aportados. Pensou em dormir ali para acordar na hora do almoço e ficar de butuca, esperando a oportunidade de oferecer seus serviços de espadachim...
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Mensagem 04 Dez 2016, 15:08

Mirphak
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- Muito prazer, me chamo Mirphak, mas se for muito complicado podem me chamar de Mirtaka, ou só Mir, também serve. Vocês são turistas, estou certo? Nunca vi seus rostos por aqui antes e nessa época aparecem muitos. Se quiserem, posso levar vocês em um tour pela cidade. Não se preocupem com o pagamento. Se gostarem da excursão, aceitarei a recompensa que seus corações quiserem acharem que mereço.


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é um prazer conhece-lo Mirphak. Vai por mim, de onde venho seu nome é muito mais comum do que pensa hehe. Vou dispensar o tour, eu já estou na cidade há alguns dias, estava hospedado no Re...


*pausa constrangedora por lembrar que estava hospedado em um meretrício*

Kai
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é um prazer conhece-lo Mirphak. Vai por mim, de onde venho seu nome é muito mais comum do que pensa hehe. Eu já estou na cidade há alguns dias, estava hospedado no ...is e Rainhas! É, o nome da pousada é Reis e Rainhas... Mas mudando de assunto: você é daqui mesmo? talvez possa me ajudar...
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Mensagem 04 Dez 2016, 16:05

Re: CRÔNICAS ARTONIANAS [TORMENTA ALPHA] - ON

Mirphak
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- Pousada Reis e Rainhas. Hmm… Que estranho, moro aqui desde que nasci, me orgulho de conhecer a cidade toda, mas não me lembro dessa pousada. Onde ela fica? De qualquer forma, se precisa de ajuda, achou a pessoa certa. Em que posso ser útil?
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Registrado em: 09 Dez 2013, 18:13

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Mensagem 05 Dez 2016, 13:17

Re:

Aldred mirava os desconhecidos com olhos semicerrados.
Mirphak
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- Muito prazer, me chamo Mirphak, mas se for muito complicado podem me chamar de Mirtaka, ou só Mir, também serve. Vocês são turistas, estou certo? Nunca vi seus rostos por aqui antes e nessa época aparecem muitos. Se quiserem, posso levar vocês em um tour pela cidade. Não se preocupem com o pagamento. Se gostarem da excursão, aceitarei a recompensa que seus corações quiserem acharem que mereço.

"T-Turista? Quem ele tá chamando de turista..." - Pensou Aldred franzindo o cenho.
Kai
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é um prazer conhece-lo Mirphak. Vai por mim, de onde venho seu nome é muito mais comum do que pensa hehe. Eu já estou na cidade há alguns dias, estava hospedado no ...is e Rainhas! É, o nome da pousada é Reis e Rainhas... Mas mudando de assunto: você é daqui mesmo? talvez possa me ajudar...

Aldred bebia sua caneca de cerveja já pedindo outra. Ouvia a conversa dos dois. Pareciam animados.
Mirphak
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- Pousada Reis e Rainhas. Hmm… Que estranho, moro aqui desde que nasci, me orgulho de conhecer a cidade toda, mas não me lembro dessa pousada. Onde ela fica? De qualquer forma, se precisa de ajuda, achou a pessoa certa. Em que posso ser útil?

Aldred engasga tentando frear uma risada.
Aldred
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Conhece toda a cidade? É impossível conhecer Valkaria inteira com uma vida humana. Quantos anos você tem, rapaz? Eu tenho 23 e moro aqui há 23 anos. Te digo, todo dia tem algo novo e mudando nessa cidade.

Ele termina de beber sua caneca e já recebe outra do taverneiro. Dá um gole, suspira deliciado e limpa os lábios com as costas da mão. Mira os dois novamente.
Aldred
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Eu sou Aldred Castell Maedoc, o terceiro de meu nome. Um espadachim, às suas ordens. No momento estou procurando emprego. Se souberem de algum grupo de aventureiros querendo se formar, poderiam me avisar, heim.

Sorri, dando sorvendo mais um gole da caneca.
Personagens de PbFs
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Registrado em: 11 Dez 2013, 14:40

Mensagem 05 Dez 2016, 14:23

Mirphak

Mirphak
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- Bom, de fato para a maioria das pessoas é impossível e, embora eu tenha apenas 17, minha família vive aqui a 5 gerações e minha pri-tia-2ª é devota a Tanna-Toh, então ela sempre considerou o aprendizado algo extremamente importante. Fiz várias excursões pela cidade, ela é praticamente uma enciclopédia.

Mirphak
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- Então é um espadachim? Adoraria ver suas habilidades. Pena só ter lhe conhecido agora. Bem senti falta de mãos extras em meu último trabalho. Mas relaxa, é Valkaria, daqui a pouco aparece alguma coisa.

Mirphak
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- Vamos fazer assim. Me mostre um pouco do que sabe fazer e se você for bom, no meu próximo serviço eu lhe convido a me acompanhar.
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