Crônicas Artonianas IV [TRPG] - OFF


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Mensagem 12 Mar 2017, 13:05

Re: Crônicas Artonianas IV [TRPG] - OFF

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Nome: Saul.
Raça: Humano
Classe: Guerreiro 2/Mago 1
Tendência: Caótico e Bondoso
Sexo: Masculino Idade: 25 anos Divindade: ??? Tamanho: Médio Deslocamento: 9 metros Idiomas: Signo: Golfinho Desvantagem: Código de Honra (Herói)

Habilidades:
FOR 17, DES 15, CON 14, INT 15, SAB 11, CAR 11
CA: 14/16* (10 + 1 Nível + 2 Des + 1 Esquiva) PV: 33 PM: 3 PE: 3 PA:1

Resistências:
Fortitude: +5/+7* Reflexos: +3/+5* Vontade: +1/+3*

Ataques:
Corpo-a-corpo: +5
Cajado de Batalha Obra Prima +6 ou +2/+2 (1d8/1d8+4, x2).

Distância: +4

Perícias: Acrobacia +8, Atletismo +9, Furtividade +8, Identificar Magia +8, Iniciativa +8, Ofício (fazendeiro) +8, Percepção +6.

Talentos: Usar Armaduras (leves, médias e pesadas), Usar Armas (simples e marciais), Usar Escudos, Fortitude Maior [Talentos Adicionais]; Especialização em Combate, Derrubar Aprimorado [Humano]; Aventureiro Nato [Regional]; Esquiva [Desvantagem]; Mobilidade, Mobilidade Perfeita [Nível]; Conhecimento de Golpes, Combater com Duas Armas [Técnica de Luta]; Magias em Combate [Mistérios Arcanos].

Habilidades Raciais: 2 talentos adicionais, 2 perícias extras, +2 em duas habilidades quaisquer.

Habilidades de Classe: Técnica de Luta x2, Vínculo Arcano (item de poder), Mistérios Arcanos.

Golpes: Aparar Ataque Corpo-a-Corpo, Aparar Ataque a Distância.
Posturas:
Escola:

Magias
Truques (CD 12): bala de força, raio de frio, consertar, luz, resistência.
Nível 1 (CD 13): armadura arcana, ataque certeiro, mísseis mágicos, arma mágica, recuo acelerado.

Dinheiro: TO 155; TP ; TC .
Equipamentos: Cajado de batalha Obra Prima (310), Kit do Aventureiro (10), poção de curar ferimentos leves x2 (100), bálsamo restaurador (25).

*Em Movimento

Histórico

Eu sou um pastor, um fazendeiro na verdade, quer dizer... Já fui e ainda sou, é confuso na realidade. Nasci em Petrynia, cresci ouvindo histórias de aventureiros em vilas próximas da fazenda onde vivia com minha mãe.

Acho que estou indo rápido demais. Chamo-me Saul, e a primeira coisa que aprendi a fazer de fato e que me lembro foi a trabalhar na fazenda. Não que eu fosse muito bom com isso, mas eu me esforçava, principalmente porque precisava ajudar minha mãe. Era só eu e ela, nunca conheci meu pai, aventureiro ou algo assim, sumiu alguns anos atrás. Se nos abandonou? Não sei, para ser sincero. Pode ser que sim ou pode ter morrido em alguma masmorra. De qualquer forma não era alguém que se destacou por toda Arton, acredito.

Onde eu estava? Ah, claro, na fazenda. Vivia lá com ela, tirava leite de vacas, cuidava dos animais, e fazia o serviço de pastor, com um cajado maior do que eu na época. Gostava dele, tinha a ponta curvada, parecendo um gancho, embora pouco ameaçador.

Um dos meus passa tempos favorito na época, era ir até a vila, ouvir histórias na taverna, sempre tinha algum guerreiro corajoso contando suas aventuras por lá. E eu ficava imaginando como seria se fosse eu. Eu poderia bater em vilões com meu cajado de pastor? Porém, no fundo sabia que seria egoísmo sair de casa, e deixar minha mãe sozinha, por isso conforme se passava os dias, meses e anos me conformava mais com a vida de fazendeiro.
Veja bem, apenas um á cada dez artonianos se tornam aventureiros, e ali, naquela vila pequena, este número deveria ser bem menor. Um talvez, pelo que me lembro. De resto, ou viravam bêbados ou assumiam a profissão dos pais: ferreiro, marceneiro, pescador...

Mas então o destino mudou todos meus planos, para pior devo admitir. Surgiu, sabe os deuses da onde, tal de Gideon exigindo algumas coisas. Ora, não ele de fato, mas seus capangas. Homens armados com espadas e machados, cicatrizes aqui e acolá. Minha mãe falou com eles, alguma coisa e nunca fiquei sabendo o que era.

Ela era corajosa. Eu fiquei amedrontado na época e a admirava por falar com eles, os botar pra correr, pensei na ocasião. Ela era uma mulher esguia e altiva, de cabelos negros e pele branca, porém bronzeada. Gostava de seus olhos castanhos. Porém não consigo me lembrar ao certo á última vez que os vi...

Entretanto, lembro-me muito bem daquele dia.

Estava com as ovelhas numa colina próxima, o dia estava com o céu claro. Era simples, até. Eu tinha que garantir que elas não fugissem, tarefa fácil. Percebi algo estranho ao retornar a fazenda, minha mãe não estava lá. Chame por todos os lados, ela simplesmente havia sumido. Senti algo ruim no peito e corri até a vila. Quase fôlego sem fôlego vi, ela caída, roupas rasgadas, praticamente nua... O rosto... Argh... Desfigurado pelas pancadas... Muros e chutes... Corri até ela, mas já era tarde, eles me tiraram ela, me tiraram até a chance de me despedir dela. Os homens, os guerreiros da outra vez, riam. Eles debochavam como se aquilo fosse brincadeira... Fosse...

“ERA A MINHA MÃE!” eu me lembro de gritar. Lembro também das lágrimas escorrendo quente e as pessoas ao redor não dizendo nada, nem fazendo nada. Como podiam deixar aquilo acontecer? Eles a mataram, como exemplo - entendi anos mais tarde – e ninguém á ajudou. Eu avancei cegamente e bati com meu cajado de pastor na cabeça de um deles, arranquei sangue e por um segundo, em minha inocência tola e infantil, achei que poderia fazer algo, me vingar. Tudo que consegui foi um soco no rosto e muitos chutes enquanto estava no chão. Mais uma vez ninguém fez nada. Eles estavam com medo e não impediram aqueles homens, nem ao menos tentaram... Eles a tiraram de mim, tudo que eu tinha... Tudo...

Arrastei-me dali, e também o corpo de minha mãe. Não sei por quanto tempo, e nem qual a distância. A enterrei da melhor forma que pude, perto da floresta. E ali chorei, como chorei... E odiei, odiei todas aquelas pessoas mais tudo.

***

Segui para a floresta depois de um tempo, ele exato, não sei dizer. Não sentia fome, embora devesse sentir. Meus braços tremiam pesados, e havia um nó em minha garganta e uma angústia em meu peito. O sentimento de que nunca mais você verá uma pessoa amada, é forte demais. Desabei a chorar novamente.

A fazenda? Não poderia voltar para lá, era de Gideon agora. Eu não tinha mais lar, por isso, adormeci aos pés de uma árvore, ao anoitecer, enquanto sentia as lágrimas secarem em meu rosto e pensava resignado e sonolento.

Essa não é uma história típica de tantos aventureiros, onde eles possuem suas vilas massacradas por bandidos ou monstros... Não, essa é a história de como minha mãe foi morta por bandidos e ninguém levantou um dedo para ajudá-la.

Acordei de súbito. Estava tudo muito escuro, exceto pela lua cheia no céu e as estrelas. Demorei um tempo para lembrar onde estava, mas quando o fiz, percebi passos, de mais de um individuo. Eles começaram a rir, quando vultos negros apareceram. Não eram muitos mais altos que eu na época, mas eram mais robustos, para meus padrões, é óbvio. Carregavam algumas armas, que não consegui distinguir e fediam muito. Lembrei que havia carregado meu cajado de pastor aquele tempo todo, então comecei tentando afastá-los, o balançando em arcos na minha frente. A ponta daquela arma improvisada acertou alguma parte do corpo de um e ele grunhiu. Eu me animei pelo sucesso... Tolamente, mais uma vez. Um deles veio por trás, sem que eu visse e afundou uma faca em minhas costas. Desabei imediatamente. Eu iria morrer, pateticamente.

Eles se amontoaram em volta do meu corpo, ávidos. Fechei os olhos, amedrontado, e confesso que não vi quando a luz surgiu, ouvi apenas o grito de morte. Quando abri os olhos vislumbrei outro vulto, maior e que dançava em volta os cortando com uma espada feita de pura energia branca. Era magnífico. Tudo acabou tão rápido. Depois ele se aproximou de mim e... Tudo escureceu.

Acordei sabem-se lá quantos dias depois, suado e fatigado. Estava deitado numa cama rústica, numa cabana de folhas, madeira e palha. Eu tinha o dorso nu e enfaixado e minha cabeça girava pelo ambiente. Havia uma fogueira e um caldeirão, e um monte de coisas que não prestei atenção na ocasião. Meus olhos se dirigiram diretamente para ele, agachado, mexendo em algo que cozinhava.

O fitei durante alguns minutos e meses depois, descobri que ele sempre soube. Ele era um sujeito esguio, cabelos brancos prateados e uma barbicha pontiaguda da mesma tonalidade. Não usava nada de muito elegante ou chamativo, na verdade eram roupas simples. Quando conversamos, finalmente, descobri que seu nome era Arturius, um mago de combate.

O que é um mago de combate? Ora, um mago, que entra em combate! Na época também fiquei confuso, e não entendi bem, sabia apenas que ele era forte, de alguma forma. A primeira coisa que pedi foi para que vingasse minha mãe. Obviamente ele recusou, mas se interessou em saber de minha história. Contei-lhe da melhor maneira que pude, e ele escutou, atentamente.

Quando eu terminei ele disse que eu poderia ficar, o tempo que precisasse, ou poderia ir embora, caso quisesse. Mas que se eu fosse nunca deveria dizer á ninguém onde ele morava. Então pedi para ele me ensinar a lutar. Ele riu, e perguntou o motivo daquilo. Disse que queria me vingar. Ele fechou os olhos e disse que sim, mas que gostaria de saber se minha decisão seria a mesma depois. Eu disse que sim e ele discordou.

Ainda demorou alguns dias para eu poder fazer movimentos mais bruscos. Veja bem, as coisas não sempre dramáticas e violentas o tempo todo. Passei esse período de calmaria o ajudando nos afazeres locais da melhor maneira que podia, e conversando. Nunca sobre seu passado, pois disso ele nunca falava, mas sobre as coisas da vida. Arturius tinha pensamentos interessantes sobre tudo e até conseguia me confortar em relação a minha mãe.

Quando ele finalmente disse que eu estava pronto para começar me empolguei. Ele abriu um baú repleto de armas, antigas, mas boas. Disse que poderia escolher qualquer uma, mas por algum motivo, olhei para o lado e apanhei meu cajado. Surpreso, ele disse que eu poderia ter uma espada. Respondi que até aquele momento havia lutado com aquele cajado, e que se tivesse mais habilidade com ele poderia ter vencido.

Ele sorriu e começamos.

***

O tempo passou. Sempre treinava com Arturius durante as manhãs e depois do almoço. Meu corpo, com o passar dos dias, meses e ano foi ficando cada vez mais musculoso pelo exercício físico. Como havia escolhido meu cajado como arma, pratiquei golpes e defesas com ele, isso aliado aos meus estudos para empregar magias nos combate. Devo admitir que tive mais dificuldades com isso. Sempre achei que magia era uma coisa para se fazer através de estudo e concentração. Bom, eu estava certo, então calcule como é difícil aprender a lutar E conjurar para lhe fortalecer quase ao mesmo tempo. Pois é, muito difícil.

Arturius decidiu então, que devia primeiro aprender a lutar, afinal eu era uma negação. Golpeava de olhos fechados, sem técnica nenhuma. “Você não é nem de longe meu aluno mais promissor” ele dizia, e isso servia para que me esforçasse mais e mais. Nunca contei de fato quanto tempo passamos juntos, mas quando julguei que estava pronto, retornei para procurar os homens de Gideon, deixando apenas um bilhete para meu mestre.

Quase morri, novamente.

Alguns deles estavam na vila, marcando território, como era de se esperar. Os desafiei para lutar. Comecei bem, derrubando o primeiro com uma batida no joelho e depois no queixo desprotegido. Então vieram mais deles, armados com espadas, facas e punhos. Vi-me no chão antes que pudesse perceber, recebendo chutes, quando Artiurius apareceu novamente. Empunhando sua arma de energia mágica. Ele cortou e disparou magias que eu nem sabia da existência, fazendo os homens queimarem em agonia. Sob olhares de curiosos, fugi dali com Arturius.

De volta á floresta, recebi um tapa na cara, que me pegou de surpresa e me derrubou. Ele estava certo, eu fora imprudente e tolo. Aprendi naquele dia outro tipo de dor (sem ser a física ou a de perder alguém), a dor de decepcionar alguém querido e lhe causar algum tipo de tristeza. Todo seu corpo sente uma vontade de voltar atrás e se redimir, ou fazer tudo diferente. Mas isso é praticamente impossível na grande maioria das vezes. Tudo que lhe resta, é tentar ser uma pessoa melhor e assumir seu erro.

Dali para frente ele começou a me ensinar magias, dizendo que aqueles homens não teriam tido chance se eu empregasse magias ao meu estilo de luta. Os estudos eram bem mais chatos, pois eu deveria aprender primeiramente a teoria, para depois botar em prática. Estive assim durante alguns meses, quando consegui conjurar meus primeiros feitiços. Então tudo começou a dar errado novamente. Os homens de Gideon nos acharam. Eram tantos e bem armados. Lutei da melhor maneira que pude, mas quem acabou com a maioria fora meu mestre, Arturius, mas não sem se ferir gravemente. Não pude salvá-lo, e ele morreu em meus braços, me fazendo prometer não buscar mais vingança e apenas lutar contra o mal quando fosse necessário e preciso.

Fechei seus olhos, com lágrimas nos meus.

Estava sozinho novamente.

***

Não me lembro de ao certo quanto tempo andei, mas andei um bocado. Havia feito um enterro digno para Arturius, depois juntei minhas coisas e parti. Minha vida – pensava eu na época – se resumia aquilo, me apegar á alguém e ver essa pessoa morrer depois, sem ter muito que fazer. Pelo menos dessa vez havia lutado, era um começo, ou isso era apenas uma desculpa que permeava minha mente.

Atravessei os bosques a pé, até chegar em terras mais frias, aos pés das Montanhas Uivantes. Fiz o melhor para deixar aquele lugar, seguindo para longe da neve em minhas andanças. Finalmente adentrei em um reino mais quente, embora nas fronteiras ainda fosse possível sentir o frio impiedoso. Encontrei uma taverna e como o pouco dinheiro que tinha pedi um ensopado. Lá fiquei sabendo de um ogro que aterrorizava as redondezas, logo me ofereci para cuidar do caso e assim conseguir mais dinheiro, porém havia outro voluntário, ou melhor, voluntária. Seu nome era Ariel, uma elfa de pele clara e cabelos roxos. Os olhos eram de um lilás bem claro. Usava roupas justas, e não pude deixar de reparar nas facas que carregava presa ás ancas, e que belas ancas, devo admitir. Oh, me perdoe... Enfim, como nenhum de nós gostaria de abrir mão do trabalho, saímos juntos em busca do monstro.

Não foi difícil achá-lo, em sua casa suja na floresta. Era bem grande e musculoso, além de feio e fedido. Tinha a pele cinzenta e carregava um tacape muito grande. Eu sabia que se aquilo pegasse em mim, seria meu fim. Antes que ele se aproxima demais, conjurei sobre mim uma proteção mágica eficaz e avancei. Bati com meu bastão bem no meio de sua testa, depois na altura do ombro. Ele revidou me acertando em cheio, por sorte minha magia me protegia, e apenas rolei na lama. Ariel, que estava se esgueirando por entre as árvores, saltou e cravou suas facas em suas costas, o fazendo gritar. Ele se sacudiu e a tirou de cima de si, então avancei novamente, dessa vez colocando meu bastão entre suas pernas, de modo que ele caiu de costas no chão. “Vejam só, isso é útil...”, pensei comigo mesmo. Quando ele tentou se levantar, Mabel se aproveitou e lhe cortou a garganta, liquidando de uma vez com a besta. Olhamos-nos e rimos, havíamos conseguido. Eu parei e analisei aquele rosto angular e sorriso sincero, e senti algo estranho.

Voltamos para a vila, com à cabeça do ogro. Éramos heróis e mais que isso, tínhamos dinheiro. O líder da milícia nos pagou a recompensa, em duas partes iguais. Eu estava vivendo uma felicidade que nunca sentira antes. Aquilo era ser aventureiro.

Durante a noite, deitado em minha cama ouvi alguém entrar, rapidamente coloquei a mão sobre minha arma, porém percebi ser Ariel, ela sentou-se e disse estar atraída por mim. Não entendi de imediato e lembro-me de ficar com o rosto quente por algum motivo, então nos beijamos. Ela disse que eu era corajoso e forte, e conheci o calor de uma mulher, melhor ainda, de uma elfa. Era bom demais para ser verdade. Aquela era a vida de um aventureiro! Matar monstros, ganhar dinheiro e dormir com belas mulheres!

Mas é claro, que tudo deu errado.

Mabel não estava ao meu lado quando acordei e adivinha... Nem meu dinheiro! Onde estava com a cabeça? Olhe para mim... Sério, olhe para mim! Não sou um cara bonito, pareço ter uns trinta e cinco anos e só tenho vinte e cinco. Ela me enganou e roubou minha parte do contrato. Tive que fugir da estalagem sem pagar, com um destino totalmente incerto.

***

Vaguei a esmo depois disso. Lutei contra uma matilha de lobos em troca de uma refeição numa fazenda modesta, depois enfrentei bandidos por alguns trocados. Nesta ocasião, levei uma facada na lateral do abdômen e tudo que pude fazer foi amarrar um pedaço de minha roupa no ferimento. Foi um momento funesto em minha vida, vagando por aí, vendendo serviços mercenários de um aventureiro acabado e sem prestigio. Não havia um clérigo ou curandeiro para quem pudesse pedir ajuda. Comia pouco e lutava muito. Fortuna no final das contas estava sendo na verdade, um local de mau agouro para mim.

Foi então que os conheci.

Se nome era Kai e o dela Midori. Amantes, e habilidosos, me ofereceram uma parceira. Precisavam de ajuda em uma missão e aparentemente eu era o único disponível. Aceitei, porém desconfiado. Precisava de dinheiro, mas havia tido péssimas experiências. Eles eram exóticos aos meus olhos. O rapaz esguio, cabelos castanhos presos num rabo de cavalo. Sério, usava roupa simples, porém estrangeiras. Carregava consigo uma espada levemente curvada, extremamente linda. A moça era letal com o olhar, com seus cabelos negros e suas roupas também exóticas. Tinha os cabelos lisos e negros e carregava um arco diferente, mas equilibrado e mais bonito que tudo que já vira. Eram ronins, embora não tenha entendido o significado daquilo na época.

Parti com eles. Invadimos um local cheio de bandidos da pior espécie, em busca de uma carta importante para o contratante deles. Apenas eu e Kai, enquanto Midori saltava sobre telhados e dava coberturas com suas flechas. Lutei habilmente ao lado daquele samurai, dando o máximo de mim. Ele era visivelmente mais forte, cortando e retalhando com sua arma. No fim, conseguimos e entregamos á carta para nosso contratante. Um homem bom, que nos pagou certo. Recebi minha parte e dessa vez não fui traído. Aqueles dois eram diferentes. Apesar de serem aventureiros ou mercenários, como preferir chamar, tinham um forte senso de honra. Fiquei feliz com aquilo e para minha surpresa, eles revelaram que estava indo para Valkaria e acabaram me convidando. Na hora não acreditei, mas acabei aceitando, afinal é a capital do reinado. E naquele tempo todo, me foquei muito em minhas habilidades de luta e acabei negligenciando meus estudos arcanos, então Valkaria seria um ótimo lugar para colocar minha vida de aventuras nos eixos e achar meu rumo. No caminho passamos algumas aventuras... Até enfrentamos minotauros! E orcs! Orcs em Lomatubar... No fim deu tudo certo, e cá estou eu meu amigo, numa taverna em Valkaria, incrível, não? Mas foi assim que conheci aqueles dois samurais, que agora são meus amigos... O que? Eu falei demais? Eu tinha que explicar tudo, não é?

Minha história é muito longa? Não fale besteiras...

Eu sinto que ela está apenas começando!
Editado pela última vez por John Lessard em 21 Mar 2017, 11:00, em um total de 8 vezes.
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Mensagem 12 Mar 2017, 13:15

Re: Crônicas Artonianas IV [TRPG] - OFF

Análise do personagem de John

    Suas perícias tem uns problemas: Acrobacia é +8, Atletismo é +9, Furtividade é +8, Identificar Magia é +8, Iniciativa é +8, Ofícios (fazendeiro) é +8 e Percepção é +6. Tu pôs um ponto a mais em cada uma. As graduações são nível +3, significa que são 6 + modificador de habilidade.

    Sua Fortitude é +5/+7 (Fortitude Maior + 1/2 nível + Modificador de Constituição)

    Qual seu item de poder?
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Mensagem 12 Mar 2017, 14:22

Re: Crônicas Artonianas IV [TRPG] - OFF

Análise III da ficha de Judas

    Na verdade o correto é: PV 32 (21 +7, +4 pelo aumento da Constituição de 15 pra 17).

    Atletismo é +12 (pelo aumento da Força).

    Fortitude +7 (pelo aumento da Constituição).

    Iniciativa é +5 (pelo aumento da Destreza).

    Além disso, no 4º nível o cachorro ganha também 1 ponto de habilidade. Você pode por em Força (a mordida fica +8 com 1d6+6 de dano, Atletismo para +13), Destreza (aumentando a CA para 21, Reflexos para +8), Constituição (aumentando PV para 36, Fortitude para +8), Sabedoria (sem ganhos) ou Carisma (sem ganhos). Só não pode por em Inteligência, pois animais tão limitados a terem 1 ou 2.
Editado pela última vez por Aldenor em 12 Mar 2017, 19:43, em um total de 1 vez.
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Mensagem 12 Mar 2017, 16:59

Re: Crônicas Artonianas IV [TRPG] - OFF

Xô refazer o processo...

Os valores que você me passou foram 15, 15, 15, 13, 17 e 13

Reorganizado 17, 15, 15, 13, 13, 15

Idade avançada 16, 14, 14, 14, 14, 16

Modificadores de anão 16, 12, 18, 14, 16, 16

Nível dois 17, 12, 18, 14, 16, 16.

Realmente, tinha esquecido do +2 de Sab de anão. Vou ajeitar lá...
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Mensagem 12 Mar 2017, 19:07

Re: Crônicas Artonianas IV [TRPG] - OFF

Aldenor escreveu:Análise do personagem de John

    Suas perícias tem uns problemas: Acrobacia é +8, Atletismo é +9, Furtividade é +8, Identificar Magia é +8, Iniciativa é +8, Ofícios (fazendeiro) é +8 e Percepção é +6. Tu pôs um ponto a mais em cada uma. As graduações são nível +3, significa que são 6 + modificador de habilidade.

    Sua Fortitude é +5/+7 (Fortitude Maior + 1/2 nível + Modificador de Constituição)

    Qual seu item de poder?


- Perícias ajeitadas.

- Resistência ajeitada.

- Meu item de poder é meu cajado.
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Mensagem 12 Mar 2017, 19:34

Re: Crônicas Artonianas IV [TRPG] - OFF

John, muito bacana seu mago guerreiro tanto a ficha quanto a imagem
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Mensagem 12 Mar 2017, 21:22

Re: Crônicas Artonianas IV [TRPG] - OFF

Lannister escreveu:John, muito bacana seu mago guerreiro tanto a ficha quanto a imagem


Hehe, valeu.

Por falar nele, adicionei a primeira parte do meu BG.
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Mensagem 13 Mar 2017, 09:39

Re: Crônicas Artonianas IV [TRPG] - OFF

Li os históricos. Faltam o de Lucena e a segunda parte do de John.
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Mensagem 13 Mar 2017, 10:43

Re: Crônicas Artonianas IV [TRPG] - OFF

Ok, parte dois adicionada.
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Mensagem 13 Mar 2017, 13:14

Re: Crônicas Artonianas IV [TRPG] - OFF

Li a parte dois. Arturius me deu coceira na barba...
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