A Campanha dos Aventureiros


Entre em seu robô gigante e parta em direção à Constelação do Sabre, um império galáctico repleto de intriga e aventura!

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Registrado em: 04 Abr 2017, 19:33

Mensagem 04 Abr 2017, 20:22

Re: A Campanha dos Aventureiros

Bom, como essa thread é para falar sobre campanhas, me registrei para responder aqui e talvez tirar umas dúvidas.

Estou para começar a narrar um campanha em que os jogadores fizeram questão de pertencer a uma companhia mercenária, (realmente, não tem muitas outras maneiras melhores para um começo direto e rápido, considerando as disposições deles) então cá fiquei eu pensando em missões para que eles façam.

Já tenho boas ideias para algumas, como um resgate a uma filha de um conde do clã Jaivas em Altona de um culto estranho que procura aumentar sua área de influência (talvez cultuando alguma coisa estranha encontrada lá). Já estou fazendo NPCs para uma missão de repressão a um grupo revoltoso em Trianon liderado por um Justiceiro Mascarado, e pensei até mesmo em usar o A Serviço da Princesa Regente mais tarde, já que mercenários fariam total sentido no lugar dos jogadores nessa missão, apesar de envolver NPCs muito importantes, e eu querer evitar isso no começo.

Ai é que está meu dilema: são personagens com pouca pontuação e eu queria manter o status quo por umas boas missões para que eles se acostumem com ele. 1863 C.E com toda certeza é o ano em que Lancaster programou a coisa toda para explodir com seus infinitos ganchos de acontecimentos por toda parte do cenário justamente para o prazer dos mestres e jogadores... Mas quero delongar isso um pouquinho. O que me dizem dessa situação? (Os Proscritos os comeriam vivos, e são uma parte que prefiro deixar para depois, também)

tl;dr: Quero acostumar os jogadores ao cenário e situação atual sem ter engasgar José Francisco de Nanterre com caviar e começar uma guerra dos clãs pela regência no meio de uma invasão Proscrita. Ou algo do tipo.
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Mensagem 05 Abr 2017, 01:08

Re: A Campanha dos Aventureiros

Mobius 1 escreveu:Bom, como essa thread é para falar sobre campanhas, me registrei para responder aqui e talvez tirar umas dúvidas.

Estou para começar a narrar um campanha em que os jogadores fizeram questão de pertencer a uma companhia mercenária, (realmente, não tem muitas outras maneiras melhores para um começo direto e rápido, considerando as disposições deles) então cá fiquei eu pensando em missões para que eles façam.

Já tenho boas ideias para algumas, como um resgate a uma filha de um conde do clã Jaivas em Altona de um culto estranho que procura aumentar sua área de influência (talvez cultuando alguma coisa estranha encontrada lá). Já estou fazendo NPCs para uma missão de repressão a um grupo revoltoso em Trianon liderado por um Justiceiro Mascarado, e pensei até mesmo em usar o A Serviço da Princesa Regente mais tarde, já que mercenários fariam total sentido no lugar dos jogadores nessa missão, apesar de envolver NPCs muito importantes, e eu querer evitar isso no começo.

Ai é que está meu dilema: são personagens com pouca pontuação e eu queria manter o status quo por umas boas missões para que eles se acostumem com ele. 1863 C.E com toda certeza é o ano em que Lancaster programou a coisa toda para explodir com seus infinitos ganchos de acontecimentos por toda parte do cenário justamente para o prazer dos mestres e jogadores... Mas quero delongar isso um pouquinho. O que me dizem dessa situação? (Os Proscritos os comeriam vivos, e são uma parte que prefiro deixar para depois, também)

tl;dr: Quero acostumar os jogadores ao cenário e situação atual sem ter engasgar José Francisco de Nanterre com caviar e começar uma guerra dos clãs pela regência no meio de uma invasão Proscrita. Ou algo do tipo.


Uma solução simples:

Pense em termos de filmes de ação casca grossa, mas com robôs gigantes. As sinopses dos livros de bolso da Gold Eagle (SOBs, Able Team, Phoenix Force, Track, etc.) já são sinopses prontas de missões para seus mercenários — só precisam ser adaptadas para o espaço. Não fui eu quem escrevi o grosso do texto, apenas mudei nomes e detalhes. ;)

Alguns exemplos:

DE VISKEY PARA A CONSTELAÇÃO: DESTRUIÇÃO!

General Okabe. O último líder vivo da nefasta milícia conhecida como Sociedade da Espada. Seu maior prazer é matar os prisioneiros lentamente, com métodos terríveis, requintados, sádicos.
Agora, Okabe tem um plano desvairado: envenenar todos os planetas com o produto químico mais letal criado pelo homem. Um veneno químico, que provoca câncer, mutações genéticas, até o final dos tempos!
Só há um jeito de salvar a humanidade, já que as autoridades estão barradas por disputas políticas internas: enviar mercenários, dispostos a se embrenhar na úmida e quente selva tropical repleta de ameaças do continente sudoeste de Viskey!


Em todo caso, esse tipo de abordagem joga vocês em missões clandestinas. Vocês fazem as tarefas nos quais ninguém quer envolver as autoridades — especialmente se envolverem a Brigada. Um nobre por exemplo pode aproveitar a insatisfação das pessoas de um asteroide colonizado contra um nobre rival. Claro, ele não quer se envolver, mas pode muito bem pagar secretamente a vocês para se juntarem a um bando rebelde. Isso dá algumas sessões com uma guerra de gabinete. É só um exemplo.
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— Lancaster —
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Mensagem 05 Abr 2017, 08:07

Re: A Campanha dos Aventureiros

Embora o roteiro de Expendables (Mercenários) em si seja horrível, o Mel Gibson fala uma frase no terceiro filme que dita as aventuras de mercenários. "Quando algo é muito perigoso ou precisa ser mantido na clandestinidade, governos contratam mercenários" (alterei um pouco a frase porque faz tempo que assisti e não lembro mais). É só pegar essa deixa.

Invadir a sede de uma rede de comunicações em Tarso? Contrata mercenários. Roubar informações sigilosas em Winch Ocidental? Contrata mercenários. E por ai vai.
"Barbárie é o estado natural da humanidade. A civilização não é algo natural. É um capricho de circunstância. O barbarismo há de triunfar sempre no final."

- Robert E. Howard
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Mensagem 05 Abr 2017, 16:39

Em todo caso, esse tipo de abordagem joga vocês em missões clandestinas. Vocês fazem as tarefas nos quais ninguém quer envolver as autoridades — especialmente se envolverem a Brigada. Um nobre por exemplo pode aproveitar a insatisfação das pessoas de um asteroide colonizado contra um nobre rival. Claro, ele não quer se envolver, mas pode muito bem pagar secretamente a vocês para se juntarem a um bando rebelde. Isso dá algumas sessões com uma guerra de gabinete. É só um exemplo.


Embora o roteiro de Expendables (Mercenários) em si seja horrível, o Mel Gibson fala uma frase no terceiro filme que dita as aventuras de mercenários. "Quando algo é muito perigoso ou precisa ser mantido na clandestinidade, governos contratam mercenários" (alterei um pouco a frase porque faz tempo que assisti e não lembro mais). É só pegar essa deixa.


Boa tarde, obrigado pelas respostas! O grosso das missões ficam bastante atraentes por essa luz de clandestinidade e independência nelas. Mas isso me faz vir com outra dúvida, mais a respeito dos trâmites do cenário mesmo.

A companhia deles é representada por um Patrono, sua base ficando em um asteroide por questões de logística (por iniciativa privada e de algumas casas nobres Gesslerianas). É certo que a maioria de seus contratos não clandestinos tem que ficar do lado da lei (pelo menos na superfície, vide o modo de operar dos Von Hermann), mas se forem descobertos, ou como no caso do levante em Trianon em 1860 em que eles enfrentaram abertamente a BLE, quem leva a culpa? Eu imaginei que como a BLE de lá fez o oposto do que foram mandados fazer, sua própria legitimidade como parte da organização estava em dúvida, sendo tratados então como parte dos revoltosos. Como já vi por aqui, os contratantes são responsáveis pelas ações de seus mercenários, mas até onde se coloca essa linha entre responsabilidade com o cliente e entre o próprio Império? Em que ponto as pessoas passam a ver um acontecimento e dizer: "A culpa foi do mercenário!"?

Pergunto isso para saber como elaborar as missões não clandestinas, e ver até que ponto podem ir. Principalmente se for uma complicação entre dois nobres e que posição as Regências e o Império em geral tomaria diante disso.
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Mensagem 06 Abr 2017, 18:35

Re:

Mobius 1 escreveu:
A companhia deles é representada por um Patrono, sua base ficando em um asteroide por questões de logística (por iniciativa privada e de algumas casas nobres Gesslerianas). É certo que a maioria de seus contratos não clandestinos tem que ficar do lado da lei (pelo menos na superfície, vide o modo de operar dos Von Hermann), mas se forem descobertos, ou como no caso do levante em Trianon em 1860 em que eles enfrentaram abertamente a BLE, quem leva a culpa? Eu imaginei que como a BLE de lá fez o oposto do que foram mandados fazer, sua própria legitimidade como parte da organização estava em dúvida, sendo tratados então como parte dos revoltosos. Como já vi por aqui, os contratantes são responsáveis pelas ações de seus mercenários, mas até onde se coloca essa linha entre responsabilidade com o cliente e entre o próprio Império? Em que ponto as pessoas passam a ver um acontecimento e dizer: "A culpa foi do mercenário!"?

Pergunto isso para saber como elaborar as missões não clandestinas, e ver até que ponto podem ir. Principalmente se for uma complicação entre dois nobres e que posição as Regências e o Império em geral tomaria diante disso.


Missões não clandestinas seriam coisas simples: trabalhos como segurança, reforço de defesa, tarefas em territórios não muito bem mapeados e que as autoridades relutam em ir (por exemplo, resgatar conteúdo perigoso de uma nave evacuada em um canto distante do grande vazio). É claro, isso pode acobertar coisa pior e no final basta dizer para as autoridades que o serviço é "limpo", se o caminho for bem coberto.
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— Lancaster —
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Mensagem 07 Abr 2017, 00:16

Re: Re:

Alexandre Lancaster escreveu:
Mobius 1 escreveu:
A companhia deles é representada por um Patrono, sua base ficando em um asteroide por questões de logística (por iniciativa privada e de algumas casas nobres Gesslerianas). É certo que a maioria de seus contratos não clandestinos tem que ficar do lado da lei (pelo menos na superfície, vide o modo de operar dos Von Hermann), mas se forem descobertos, ou como no caso do levante em Trianon em 1860 em que eles enfrentaram abertamente a BLE, quem leva a culpa? Eu imaginei que como a BLE de lá fez o oposto do que foram mandados fazer, sua própria legitimidade como parte da organização estava em dúvida, sendo tratados então como parte dos revoltosos. Como já vi por aqui, os contratantes são responsáveis pelas ações de seus mercenários, mas até onde se coloca essa linha entre responsabilidade com o cliente e entre o próprio Império? Em que ponto as pessoas passam a ver um acontecimento e dizer: "A culpa foi do mercenário!"?

Pergunto isso para saber como elaborar as missões não clandestinas, e ver até que ponto podem ir. Principalmente se for uma complicação entre dois nobres e que posição as Regências e o Império em geral tomaria diante disso.


Missões não clandestinas seriam coisas simples: trabalhos como segurança, reforço de defesa, tarefas em territórios não muito bem mapeados e que as autoridades relutam em ir (por exemplo, resgatar conteúdo perigoso de uma nave evacuada em um canto distante do grande vazio). É claro, isso pode acobertar coisa pior e no final basta dizer para as autoridades que o serviço é "limpo", se o caminho for bem coberto.


Em suma: Não sejam pegos fazendo coisa errada. :)
Estava bem na cara mesmo, e notei que minha pergunta se responde por conta própria. Em conflito de culpa entre empregador e mercenários na clandestinidade, ganha quem tirar o corpo fora perante a lei.

Muito obrigado pela atenção, Alexandre Lancaster. Tenha muitos sucessos!
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Mensagem 07 Abr 2017, 00:29

Re: Re:

Mobius 1 escreveu:Em suma: Não sejam pegos fazendo coisa errada. :)
Estava bem na cara mesmo, e notei que minha pergunta se responde por conta própria. Em conflito de culpa entre empregador e mercenários na clandestinidade, ganha quem tirar o corpo fora perante a lei.

Muito obrigado pela atenção, Alexandre Lancaster. Tenha muitos sucessos!


Valeu, cara, e bons dados. :)
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— Lancaster —
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Mensagem 15 Abr 2017, 16:42

Re: A Campanha dos Aventureiros

Depois da terceira sessão ontem nossos mercenários verdes como maçãs partiram para um missão em Trianon para reforçar uma guarda de domínio assolada por revoltosos muito bem organizados por uma liderança mascarada bem particular. Talvez a Durandal Serviços de Defesa queira amaciá-los antes de mandar os coitados para a Ponta do Sabre.

Não preciso dizer que o comandante Arkadiano durão deles não gostou da cara de tacho dos novatos, basta ver pelos Códigos Rádio/Callsigns que ele os deu:
Imagem

Agora estão se mordendo para ganhar feitos em combate para ganhar code-nomes novos... Uma boa estratégia de motivação, certo?
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Mensagem 09 Mai 2017, 12:04

Re: A Campanha dos Aventureiros

Até que enfim uma campanha que não é Belonave Supernova... ;)

Fiz uma campanha juntando elementos de horror ao cenário. Agora devo incluir algumas regras táticas do manual do defensor.

Uma expedição do governo foi para Catapilla e misteriosamente desapareceu. Um pelotão de elite da Brigada Ligeira Estelar foi atrás por questões de segurança imperial.

Os personagens começaram logo com sete pontos, porque eu quis usar as regras de pilotos de elite (artilheiro, etc.), e misturei com os leviatãs — alguns deles entram por portais espaciais e fazem "ninhos". Incluí também alguns nexos dimensionais — parece que há portas para diferentes realidades ou diferentes pontos do espaço e do tempo, por isso os personagens já enfrentaram evos que evoluíram isolados em outros mundos e se tornaram coisas completamente diferentes — e não querem os humanos por perto. Agora eles estão sendo perseguidos por "evos verdes" capazes de gerar clorofila, inspirados de Guerra do Velho. Uma das minhas jogadoras já morreu e foi substituída por uma versão dela mesma de outra realidade (Segredo).

A campanha é: elas querem sair de Catapilla. Quero chegar aos 26 episódios, já estamos no onze.

Eu crio oponentes aleatórios usando o gerador de mechas do Donjon. Também uso os geradores de dungeons deles.

https://donjon.bin.sh/scifi/random/#type=mecha
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Mensagem 16 Mai 2017, 18:13

Re: A Campanha dos Aventureiros

Nossa, 26 episódios no Catapilla? Cruel.

Meus jogadores terminaram a missão esse fim de semana, rendeu umas 13 sessões, fazendo algumas maluquices na parte investigativa, esbarrando com participantes do Círculo da Espada de Trianon e de convidados de outros mundos, mas no fim encontraram o Justiceiro Mascarado responsável pelo ataque terrorista e pela morte do Conde.

A batalha final foi marcada por um golpe de sorte no Motor Interno do mecha do antagonista, que rendeu quase vinte minutos de gritaria e planejamento até eles resolverem imobilizar ele (para depois da paralisia ter que testar Força contra Força) e arrancar a frente do cockpit dele. (Ele tinha pego a filha de um Visconde do clã Hummel-Heinz de Albach como refém lá dentro com ele, para compensar a desvantagem numérica) Daí, isso desencadeou em um tiroteio curto em cima das mãos de seus Hussardos antes de liquidarem ele. (mal pude acreditar na ousadia ao fazerem essas "pontes")

Foi uma missão memorável com muitos NPCs e nobres, e o comandante com certeza vai dar nomes de vergonha para eles dessa vez!
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