Ato 1.5 ~ Caminho Pedregoso


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Mensagem 30 Nov 2017, 14:43

Re: Ato 1.5 ~ Caminho Pedregoso

Amaretsu:
Com Tenzi em tom de descontração e humor:

- Tenzi, sempre cortez e gentil, para mim não seria surpresa nenhuma saber que você faz sucesso no coração das donzelas Muvianas (risos). E obrigada pelas palavras.

Para quebrar o clima pesado de ontem eu tento mostrar um lado de minha personalidade que só tenho chance de mostrar para poucas pessoas, como o Pastor da Igreja, meus pais, alguns lobisomens e amigos queridos que perdi no ataque suicida daquela Amazona maldita que ainda respira, pois é só uma cópia que tivemos que lidar. Fora do QG de Aço sou mais uma soldado do que uma simples mortal.

Com os demais:
- É a primeira vez que lutei ao lado de Cavaleiros Sagrados, e eu percebi que existe um sincronismo entre seus cosmos com de suas armaduras, muito bom, dois cosmos que se tornam um. Sabe eu não tenho intenção de deixar os Cavaleiros de Aço, mas confesso que fico curiosa para saber como é a sensação.

Quando se aproxima o rapaz a mesa eu também lhe digo um bom dia, mas quando ele fala do Santuário e demonstra ou preconceito ou medida de segurança (não sei dizer ainda).

Com Atlas (Amaretsu ainda não sabe seu nome):

- Olha eu não peguei seu nome, mas quero dizer que minha irmã de armas não é uma pessoa qualquer, Atena está retornando para casa foi com ajuda dela e dos demais heróis e heroínas aqui presente, sobre esse lance de ficarem alheios ao mundo isso não é novidade, só os Cavaleiros de Bronze é que ajudam as pessoas em suas batalhas e ajuda humanitária juntos de Cavaleiros de Aço e combatentes comuns, os de prata e ouro ficam reclusos no "Monte Olimpo" enquanto o mundo sofre e só mostram serviço quando é época de Atena voltar.

Essa barreira impedir a comunicação com o mundo exterior, se ela era tão poderosa e de origem desconhecida por que os Cavaleiros de Prata e Ouro não fizeram a prova? Essa suposta "proteção de Atena" pode ser muito bem uma armadilha para os bons Cavaleiros, criada por corruptos dentro do Santuário, afinal não é raro casos de corrupção vindos de lá.

Caso ele diga que eu não preciso ir se não quiser eu respondo:

- Missão dada é missão cumprida, os Cavaleiros de Aço mesmo não sendo especiais nos combatemos corrupção onde quer que ela se manifeste. E tenho que entregar Minerva/Atena em sua casa.
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Mensagem 30 Nov 2017, 19:51

Re: Ato 1.5 ~ Caminho Pedregoso

Tenzi

Tenzi ficava um pouco envergonhado com as palavras de Amaretsu, não esperava um comentário daquele, nem mesmo estava acostumado, pois sua vida em Jamiel não o dava oportunidades de relacionamentos românticos.

— Não posso dizer isso, senhorita Amaretsu, meu contato com pessoas do sexto oposto na minha comunidade foi mais com família e minha mestra.

O Santo de Compasso então ficava em silêncio, escutando o cavaleiro sênior falar com o grupo, não só em sinal de respeito a Atlas, como também por querer saber o que o Cavaleiro de Ouro tinha a dizer sobre o dia anterior. Temia um pouco o rumo da conversa, ainda mais com o que acontecera no dia anterior com Yuri, mas confiava que Atlas conseguiria resolver qualquer problema.

"Ou pelo menos assim eu espero..."

O Santo de Compasso visivelmente ficava preocupado ao ouvir sobre a falta de comunicação, mas ainda não se manifestava, queria escutar até o final, talvez Atlas soubesse a fonte daquele problema, mas infelizmente não fora o caso.

"A situação fica mais complexa a cada momento"

Enquanto a conversa seguia, Tenzi só voltava se manifestava verbalmente após Atlas e Amaretsu acabavam de falar, antes disso apenas concordara com a cabeça no momento em que o Cavaleiro de Outro falava sobre consertar as armaduras na Casa de Áries.

— Bem, para quem não conhece, esse é o Mestre Atlas, um Cavaleiro do Santuário, e o primeiro a receber nesta região. — assim que dizia isso, Tenzi ficava pensativo por alguns segundos, voltando a falar depois. — Na verdade foram uma dupla de soldados as primeiras pessoas que encontrei, mas só fiquei sabendo o nome de um deles, Tsipras, e também não voltei ao ver eles. Mestre Atlas fora quem me hospedou quando cheguei aqui. — parecia que fazia tanto tempo, mas fora a há pouco tempo. — E quando ele falou sobre só Cavaleiros podem ir até o Bosque, não acho que esteja duvidando das capacidades da senhorita Terra, mas talvez seja alguma regra ou por alguma questão de bem estar de sua amiga, senhorita Amaretsu.

O jovem então respirava fundo, tentava lembrar de tudo que lhe acontecera e tudo que vira naquele lugar.

— Sobre o que aconteceu neste centro de ensino.... pouco após chegar eu acabei encontrando Carlos, mas, enquanto conversávamos, algo estranho, uma energia sinistra, tomou conta da minha mente, me enchendo de ódio e acabei o vendo Pégasos Negro como inimigo, lutamos por um tempo até a luta ser interrompida pelo Monitor Yuri. Após aquela energia estranha se ampliar, seguimos para o centro de esportes e lá, além de pessoas desmaiadas, encontramos um ser estranho, tinha a forma de uma pessoa, mas sua pele era muito branca, assim como e seus olhos, vestia uma armadura negra e, quando foi derrotado, acabou se tornando fumaça... — Tenzi dava breve pausa, tanto para deixar Atlas absorver a informação, como para ele mesmo relembrar melhor os fatos. — Depois disso nós nos separados, infelizmente acabei sendo enganado por alguém chamado Isaac e fui aprisionado por um tempo junto de um rapaz chamado Derik, nos separamos depois que escarpamos do cômodo, foi aí que segui uma energia hostil e encontrei outro ser estranho, desta vez uma cópia minha que achava ser o original, ela escapou após ser derrotada. Tive uma visão de como ela foi criada a partir do cosmo de Compasso, sendo uma gosma antes de tomar forma humana.

Tenzi novamente dava uma breve pausa, não tinha certeza se contara certo tudo que acontecera, nem mesmo se estava contando tudo de importante, mas era o que lembrava.

— Por fim, acabamos nos reencontrando na arena, lá encontramos e lutamos contra uma cópia da Kátia, fora uma batalha difícil, ainda que não tão difícil quanto a seguinte: a contra Ingi. Este indivíduo estava roubando energia de diferentes pessoas, mas principalmente de Ate...perdão, Minerva, com algum aparato que estava abaixo do chão. Havia também um guerreira encapuzada lutando junto a Ingi, mas não lembro mutos detalhes dela, a não ser que ela fora traída por esta e infelizmente também perdera a vida em combate... — o Santo de Compasso dizia isso com um genuíno tom de tristeza, não era alguém que gostava de perda de vidas. — Isso é tudo que lembro, caso alguém queira complementar.

O Muviano queria perguntar algo a Altas, mas não se sentia confortável em peguntar na frente dos outros, esperaria o momento certo.
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Mensagem 03 Dez 2017, 23:23

Re: Ato 1.5 ~ Caminho Pedregoso

Cecilia

— Bom dia, senhores.

De onde estava, Cecilia cumprimentou os presentes com um simples aceno de cabeça, usando-se das duas mãos para aproximar uma xícara de chá aos lábios. Deixando-se encantar pela fragrância e sabor do líquido esverdeado, agora que tinha sentidos mais aguçados, a alemã ouviu em silêncio a apresentação do estranho, farpas vindo da amazona de aço e explicação de Tenzi que revelava mais sobre o "background" do estranho.

"Mestre Atlas?"

Cecilia concluía que o tal Atlas fosse uma figura de maior escalão (e com bem mais experiência)como a diretora Kátia. Não poderia negar que teria sido bem mais fácil se alguém do nível dele tivesse vindo para ajudar, mas se realmente a barreira impediu as comunicações, quer dizer que os inimigos realmente estavam preparados. Nada que ele pudesse fazer.

— No meu caso, — a loira esperava Tenzi terminar para poder continuar - escapei do centro de esportes com Safira, rumando ao coliseu. No meio do caminho, todavia, acabamos separadas e encontrei-me com uma senhora estranha que comentou sobre meu potencial e induziu algumas cenas estranhas na minha cabeça. Futuro? Passado? Alucinações? Não sei dizer.

A garota estava mais perdida que todo mundo ali, mas não se sentia à vontade para comentar o que vira e presenciou. Só de lembrar de algumas coisas já sentia o medo voltando.

— Depois a estranha desapareceu...ou talvez eu estivesse alucinando tudo isso. Foi quando alcancei a arena do coliseu e tive um "combate" com uma dessas cópias, o que terminou comigo com uma armadura que surgiu para ajudar-me. Digo "combate" pois foi algo bastante surreal. Nunca tive treinamento em combate na vida, mas meu corpo simplesmente agiu, como se eu fizesse isto há anos. Algo ou alguém me guiava.

Era uma versão bastante resumida, mas não ia comentar mais para não alongar muito mais e nem se sentia tão a vontade para detalhar mais. O jeito era selar tudo isso dentro de si e seguir adiante. Pensando bem, o que ela falou foi bem "estúpido" não?

Mas foi o que ocorreu. Acreditem ou não.
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Mensagem 07 Dez 2017, 12:41

Re: Ato 1.5 ~ Caminho Pedregoso

Carlos

Carlos continuava a tomar seu café da manhã enquanto escutava atentamente o que seus colegas diziam para Atlas, ele dava um gole em sua xicara de café, e então dizia.

— Após separar de Tenzi, eu segui os meus instintos, perseguindo um cosmo que para mim era suspeito pois eu nunca havia sentido ele aqui antes, fora a hostilidade que ele emendava, após seguir este cosmo me deparo com mais dois homens que deveriam estar com Igni, eles tentaram me enganar, mas não deu muito certo, após derrota-los encontrei com Amaretsu e seguimos até a arena onde acabamos nos reencontrando e ocorreu tudo o que Tenzi disse.

Ele então terminava de tomar o seu café e de comer o que havia pego, limpava a boca com um guardanapo, e voltava a dizer.

— Igni utilizava da Nike ou pelo menos parte dela para roubar a energia de todos, com muita sorte e esforço eu consegui reverter o processo e juntar com o pedaço faltante, foi nesse momento que Minerva "despertou", com a máquina anulada conseguimos derrota-lo através da luta em equipe.

Olhava então para todo da mesa vendo se alguém complementava ou dizia algo a respeito.
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Mensagem 07 Dez 2017, 20:22

Re: Ato 1.5 ~ Caminho Pedregoso

Amaretsu:

Olhando para Atlas e percebendo que era um Cavaleiro de alta patente no Santuário continuei firme e me preparando para uma resposta ofensiva dele, mas continuei a narrativa dos meus amigos.

A princípio eu recebi em minha primeira missão encontrar respostas para perguntas dos Cavaleiros de Aço fui enviada para o último local da última batalha da guerra santa. Encontrei Nike e um Cavaleiro caído que agia como um guardião. Depois de derrotado ele foi embora e levei Nike, uma parte dela pelo menos, para nosso Quartel General, minha segunda missão séria levar o Artefato junto com Terra aqui presente, o nosso QG foi invadido pela a Amazona maligna e ela matou vários de meus amigos numa explosão suicida.

Depois de perder mais entes queridos eu parti com Terra em busca da senhora Diretora Kátia para chegar ao Santuário, mas o curioso é que uma chuva tóxica se originou com a retomada de Nike por mim que recuperei ela, a mão esquerda de Atena por assim dizer, em conjunto com a máquina acabou criando um "ninho de pesadelos", e ao entrar no ginásio e lutar contra um Zumbi de armadura eu perdi o contato com Terra.

Mas eu encontrei mais tarde uma cópia macabra dela e por horas eu acreditei que tivesse matado uma amiga com minhas próprias mãos, isso me abalou mas quando descobri que a verdadeira Terra estava viva eu comemorei e tive um pouco de paz antes da última batalha.

A Amazona maligna havia conseguido roubar dos Cavaleiros de Aço a verdadeira Nike mas no final nos a recuperamos. E o resto os outros lhes já contaram.

Caso algum comentário de Atlas seja ofensivo do tipo "esse tipo de assunto não deveria ficar nas mãos de pessoas comuns" eu responderei assim:

- Atena e Nike pelo visto estão se refugiando com os pequenos deve ser porque entre os grandes ela já encontrou mais sabotagens e tentativas de assassinato, Cavaleiros de Aço e de Bronze nunca tentaram matar Atena, não é mesmo senhor Atlas?
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Mensagem 24 Dez 2017, 15:27

Re: Ato 1.5 ~ Caminho Pedregoso

Todos

Atlas acompanhou o relato de todos com serenidade. Quando cada um falava e cruzava olhares com Atlas, sentiam algo estranho. Havia uma presença, uma intimidade difícil de descrever. Era um estranho, mas ao mesmo tempo não era. Seu olhar penetrava fundo na alma.

— Entendo. Isso foi o que aconteceu aqui… também houve baixas no Santuário. Algo atacou nas sombras, enquanto tentávamos contato com Kátia.

O jovem cavaleiro muviano permaneceu pensativo por alguns instantes, de certa forma alheio até mesmo a alguns questionamentos feitos. No entanto, não parecia ignorá-los. Talvez não os tivesse percebido. No momento de silêncio, Terra suspirou, um pouco impaciente. Cruzou os braços firmemente.

— Por que não foram atrás do artefato que Amaretsu encontrou antes? Talvez nada disso tivesse acontecido.

Atlas olhou para Amaretsu, parecendo perceber a violência nos seus pensamentos, na realidade claramente exposta nas palavras, como todos já tinham percebido. Sorriu.

— Vocês não sabem o que aconteceu na última guerra santa, suponho. Não há muito registro disso, a não ser no Santuário. Eu posso tentar resumir, mas receio que terão de procurar por si mesmos, já que minha versão pode ter minha interpretação…

Atlas contou, então, o que sabia sobre a última guerra santa de Atena na Terra.



"Essa guerra foi travada contra Ares, o deus da própria guerra, uma batalha que sempre foi muito difícil historicamente para Atena. Os deuses são a personificação do símbolo que representam, e entrar em guerra com Ares é um convite à derrota. Apenas Atena fazia páreo a Ares, pois ela era grande estrategista e também padroeira das batalhas. Em virtude desse fato, as guerras entre Ares e Atena sempre faziam grandes estragos para os dois lados. Como Atena sempre defendia a Terra de invasões, a Terra é quem pagava por tal cataclisma, pois os invasores iriam recuperar suas baixas em seus próprios planos de existência.

A última batalha contra Ares forçou o uso intensivo das forças de Atena. Soldados do santuário, cavaleiros de bronze, prata e ouro, os que podiam lutar. Os cavaleiros de aço, revelou Atlas, ficaram com a tarefa de guardar o Santuário, pois com Atena deslocada para o campo de batalha, o Santuário precisava de uma defesa sutil e furtiva. De todos, os guerreiros de aço foram os que tiveram menos baixas, com estratégias não esperadas para contra os poucos inimigos que resolveram investigar o Santuário.

Ares, porém, utilizou de uma estratégia não imaginada nem mesmo por Atena. Sendo o padroeiro original da guerra, o deus estimulou o instinto combativo de cada ser humano terrestre e envolveu diretamente a população mundial no embate. Sem poder esconder o que aquele embate de proporções absurdas significava, Atena se viu de mãos atadas ao perceber milhares de aviões se aproximando do campo de combate carregados de armas nucleares. Para a população mundial, eles estavam se defendendo de uma ameaça alienígena até então incompreendida. Para Ares, eram reforços.

Atena utilizou Nike para criar uma barreira intransponível contra as bombas nucleares, mas baixou sua guarda em batalha. Ares a perfurou com sua espada de guerra, e neste momento todos os cavaleiros próximos partiram em ofensiva contra o deus, sacrificando-se. Isso abriu uma brecha para que Atena expulsasse Ares para outra dimensão por um tempo que ainda não sabemos. Pégaso, o guerreiro que sempre acompanha a deusa de perto, foi o responsável por voar, embuído da energia de Atena, entre os planos levando o deus, e desde então jamais voltou à Terra."


Atlas, é claro, neste momento olhou para Carlos.

"Com a morte de Atena, as bombas atingiram o campo de batalha, e sem a proteção de Ares, seu exército infinitamente superior em quantidade foi quase totalmente dizimado pelo espetáculo nuclear. Os poucos guerreiros de Atena que ainda viviam foram mortos pela própria humanidade, dominada pela vontade residual de Ares. Nike, num ato de sacrifício, acalmou os corações da humanidade ali e criou uma grande barreira no local para que ninguém indesejado jamais adentrasse, pois os restos da armadura de Atena lá ficaram, soterrados, esquecidos.

O Santuário se reergueu com a ajuda dos cavaleiros de aço, e do mestre do Santuário, ordenado por Atena a deixar o campo de batalha horas antes da derrocada final, provavelmente por vidência da deusa. Dizem, em Jamiel, que um mensageiro, pouco antes de morrer, deixou o recado de Atena para não se envolver com os assuntos dos cavaleiros até o Santuário ter novamente os três esquadrões, bronze, prata e ouro. E é bem verdade que depois que os cavaleiros começaram a renascer, muitas buscas foram feitas atrás de Nike ou de Atena. Mas algo os impedia de adentrar o local da guerra. Com cosmo era possível não ser afetado por resquício nuclear, mas a barreira de Nike impedia a entrada de cavaleiros de ouro, ou mesmo de cosmos mais poderosos, e era perigoso demais enviar cavaleiros mais fracos, pois eles poderiam sucumbir por não se proteger. Com o tempo, desistiu-se de visitar Çerme, o campo de batalha, e os esforços clássicos de se encontrar Atena no planeta foram redobrados, sem sucesso."


Atlas olhou para Amaretsu, em pesar.

"Houve uma cisão entre os cavaleiros de aço e o Santuário, porque uma dezena de guerreiros tentou assassinar o Mestre e tomar o poder para si. Eles queriam militarizar o Santuário e trazer armas, além de querer mudar toda a política trazida pela própria deusa. Infelizmente a distância entre ambos cresceu a partir daí."

— … É bem verdade que Nike nunca nos permitiu encontrá-la, mas eu sempre pensei que havia um motivo específico para isso. Pode ter a ver com corrupção e com o momento certo para as coisas, mas de toda forma aceitou-se sua decisão ao longo desses duzentos anos. Afinal, ela ficou como representante de Atena até ela voltar, se é que…

Kátia chegou neste momento colocando as duas mãos nos ombros de Atlas. De repente parecia que ela já estava ali há muito tempo, mas ninguém a havia percebido, mesmo Cecilia. Ela ouvira boa parte da história contada por Atlas, senão toda.

— Se é que ela um dia voltará. Atena encarna neste plano de uma maneira diferente dos outros deuses. É isso, Atlas? Resolveu abrir o jogo com os jovens guerreiros? Não vai assustá-los? Estão começando o caminho do cavaleiro agora.



Atlas, parecendo um pouco infantil diante de Kátia, que parecia bem mais velha, sorriu fechando os olhos.

— … são santos. Santos de Atena. Cavaleiro é apenas uma palavra criada por alguém que pensou que Santo era arrogante demais. São santos de Atena, e precisam saber. Afinal, não importa o rótulo, todos os santos de Atena são iguais.

Ele olhava para Amaretsu, e havia uma compaixão no olhar que Amaretsu só vira em sua própria mãe. Kátia continuou em seu lugar.

— Hum. Certo… é o momento de incerteza do que fazer e de qual é o papel de cada um — Kátia sentou-se ao lado de Atlas. Tirou um achocolatado do bolso do blusão que vestia. Destacou o canudinho, retirou-o do plástico, furou a caixinha e começou a tomar. — Então contarei o que a biblioteca do Santuário guarda a sete chaves, também.

"Os deuses, quando resolvem vir a este planeta material, deixam seus corpos verdadeiros para encarnar temporariamente em corpos humanos e guerrear, que é o que geralmente fazem. Quando morrem, retornam aos seus corpos verdadeiros, e precisam de algum tempo para retornar ao plano material, se desejarem."

Já havia terminado o achocolatado. Sugou o finzinho e amassou a caixa, colocando-a sobre a mesa. Continuou.

"Mas Atena não. Atena sempre encarnou neste planeta, tão logo escolheu protegê-lo. Por isso, abandonou seu corpo verdadeiro e tornou sua alma humana, com o poder de um deus. Assim, como todos os humanos, Atena reencarna de tempos em tempos na Terra. Não como os outros deuses, que quando querem, assumem o controle do humano ao qual parasitam como uma dupla-personalidade. A humana que nasce Atena é ao mesmo tempo mortal e deusa, o tempo inteiro. Demora alguns anos até que ela perceba quem é, e é por isso que o Santuário sempre a procura, para que não caia nas mãos erradas antes do tempo de se proteger.

Se Atena envelhecesse e morresse como uma humana normal, teoriza-se que sua alma poderia passar despercebida dos outros deuses e reencarnar normalmente, mas isso jamais aconteceu. Atena quase sempre morre em batalha. De preferência, pelas mãos de um mortal ou por suicídio…"


Kátia olhou para o lado escondendo a revolta e o contragosto que aquilo lhe trazia. Cecilia, porém, percebeu o olhar, os batimentos cardíacos e o cheiro que Kátia exalava. Por incompetência de seus protetores e protegidos, Atena forçava um tipo de morte específico para poder continuar protegendo-os.

"Dessa forma ela pode controlar as leis que regem os movimentos dimensionais e a que plano ela irá no pós-morte para facilitar sua volta ao planeta. Claro, porém, que mesmo depois de morta ela precisa seguir uma série de passos estratégicos para não ser achada…

Mas tudo muda se Atena for morta por um deus. É dito que sua alma é captada pelo deus que a matou, o que não aconteceu porque Ares foi exconjurado com Pégaso. Ninguém sabe onde está a alma de Atena, ou mesmo se ela está 'viva' no pós-morte…"




— Talvez Atena jamais volte, e Ares tenha conseguido o que nenhum deus conseguiu… a próxima guerra santa que Nike não puder evitar poderá ser o fim. É complicado. Vivemos uma paz muito instável.

Kátia não era uma santa de Atena, mas não se perdoava assim mesmo. Talvez não se perdoasse ainda mais por não ser uma santa.

— Mas Minerva — disse Safira, pela primeira vez, a expressão confusa — e Minerva? Ela não é Atena?

Atlas ficou em silêncio por algum tempo, e mesmo Kátia esperou alguma resposta. O jovem então suspirou.

— Sinto seu cosmo gigantesco, mas minha intuição diz que… precisamos levá-la ao Mestre.

OFF:
1 PD para todos pelo atraso de quase um mês. Neste novo ano, vou revisar as regras de post e melhorar a frequência. Feliz natal!
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Mensagem 25 Dez 2017, 14:44

Re: Ato 1.5 ~ Caminho Pedregoso

Amaretsu:

Atlas, um Cavaleiro de Ouro, mesmo diante de minhas palavras ásperas e com violência e verdade mescladas ele se mostrou digno de ter uma chance de ser respeitado por mim, pelo menos por enquanto. Seu olhar sereno e piedoso me acalmaram um pouco, técnica de Cavaleiro ou Carisma apenas? Bom vou deixar o tempo responder essa pergunta.

Esperei ele responder a pergunta de Terra e as minhas, então eu me pronunciei:

- Livro de Apocalipse Capítulo 6 versículo 3 e 4: "Quando se abriu o segundo selo, ouvi a voz do segundo ser vivente dizendo: Vêm!"

- "E saiu outro cavalo e seu Cavaleiro, foi lhe dado tirar a paz da terra para que os homens se matassem uns aos outros; também lhe foi dada uma grande espada".

Então prossegui: Pelo visto Ares é ou será um dos quatro Cavaleiros do Apocalipse, e se ele retornar devemos nós e não ele e seu exército a dar o primeiro tiro, como também a dar o último tiro também, eu entendo a filosofia de Atena de uma guerra ser a menos violenta possível, mas esses tempos ja se passaram, eu acho lamentável o golpe que tentaram dar no Santuário, mas em ponto devemos observar, o uso de armas, pensei bem, as três divisões de guerreiros do Santuário somente Libra sabe lutar armado, pois os outros Cavaleiros deveriam treinar com armas caso elas se façam necessárias um dia, nesse ponto os Asgardianos estão mais preparados para o seu Ragnarok, e só para deixar claro os Asgardianos nunca foram nossos inimigos, eles são tão vítimas dos deuses gregos como nós, tanto que dizem alguns registros precisou dos Cavaleiros de Ouro para ajudar Asgard.

- Como cristã talvez Ares volte ou não como Cavaleiro da guerra, mas seja como, devemos usar a luz que ainda temos pois o mundo logo será pego pela fome e pela morte e o inferno, não sei se é coincidência ou não, mas um dos Cavaleiros do fim dos tempos é amarelo, talvez a morte saia do Santuário então eu pergunto Atlas: Que garantia temos que o Grão mestre do Santuário seja confiável? O mestre do Santuário já tentou matar Atena antes. Talvez Nike esteja fugindo dele pois Minerva seja Atena mas como está vulnerável ainda seja o momento perfeito para ataca-la.

- Ja estive em contato com Nike e ela me mostrou alguns "flashback" e passei de alguma forma a sentir as dores e o coração aflito dela, eu vi batalhas e sofrimentos e não quero perder meus entes queridos de forma violenta pela terceira vez, Atlas, eu não sabia dos detalhes da última guerra santa, mas depois de ouvi-lo as visões em minha mente começaram a fazer sentido, mesmo nos altos e baixos que o Santuário passou eu ainda não confio muito nele. Mas quando o Grão mestre estiver com Minerva, você e todos nós queremos estar presentes para evitar alguma loucura que possa ocorrer, entende?

-Como disse antes eu sinto a dor de Nike e Atena, parcialmente mas sinto, como também sinto a dor de perder entes queridos, e digo por mim mesma que para evitar que Minerva e meus amigos sofram, vou entrar de cabeça contra nossos inimigos de forma mais agressiva possível, agora eu falo como Guerreira e Amazona de Aço.
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Mensagem 25 Dez 2017, 19:07

Re: Ato 1.5 ~ Caminho Pedregoso

Tenzi

Tenzi escutou tudo em silêncio, não interrompendo a ninguém, mesmo quando as palavras eram ásperas. O Santo de Compasso não conhecia muito dos termos ali falados, como 'nuclear' dito por Atlas, ou então 'cristão' e 'Apocalipse' por Amaretsu. Gostaria de saber mais sobre aquilo, mas não queria arrastar a conversa demais, o jovem também ficou curioso sobre a história contada por Atlas por diferentes motivos, inicialmente conta das inúmeras mortes, isso o fazia se perguntar como aquilo estaria registrado nas histórias fora de Jamiel, também a questão do conflito entre o Santuário e os Cavaleiros de Aço.

"Então esse é um dos motivos de Amaretsu não gostar dos Santos de Ouro?"

O que fora contado por Kátia também era surpreendente, se não fosse algo tão chocante, talvez Tenzi perguntasse o que ela estava fazendo com aquela caixinha, mas no momento só conseguia escutar o relato sobre Atena, sobre a deusa ter escolhido um caminho diferente de seus semelhantes. Se outros deuses escolhessem tal caminho, será que as guerras entre eles parariam ou ao menos diminuiriam?

"Acho que não há como saber, talvez possa perguntar para a Mestra sobre isso..."

— Seja o que Minverva for, acho que devemos estar ao lado dela para dar apoio e proteção. Sabemos que há um inimigo mais forte lá fora, pois Ingi falou sobre alguém que quer mudar o mundo, que este alguém que o ensinara a controlar o cosmo... O que for decidido, eu estarei lá para ajudar, pois sou um Santo de Atena, meu dever é ajudar a proteger este mundo.

"Poderia Minerva ser outra divindade? Ou então será que ela estaria ligada a Nike?"

Após uma breve pausa, Tenzi se voltou para Atlas, e, num tom de menos urgência, dirigiu ao Santo de Ouro.

— Quando terminar os assuntos mais urgentes, poderíamos conversar a sós, Mestre Atlas? Há algo que gostaria de lhe perguntar.
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Mensagem 29 Dez 2017, 08:14

Re: Ato 1.5 ~ Caminho Pedregoso

Cecilia

— É difícil de digerir, mas não estou em uma posição para argumentar contra...

A alemã deixava um pequeno sorriso transparecer no rosto, escondendo a confusão interior que toda aquela confusão causava. Algo pior ainda era a capacidade colossal que eles tinham para manipular informações...como fatos dessa magnitude passavam despercebidos pela consciência humana. Se isso seria melhor para a humanidade ou não, não teria como saber...ainda.

"O destino de Atena..."

Como os outros, Cecilia tinha suas teorias sobre o paradeiro de "Atena"...ou quem quer que fosse que a ajudara nos seus últimos problemas. Também tinha a outra mulher de antes, agora que parava para pensar. No fim das contas, a única certeza era que estava atolada na altura do pescoço no poço da ignorância como todos. Um dia sairia dali. Era interessante, pelo menos, que poderia fazer algumas avaliações sobre o comportamento do mestre de Tenzi, atualizar o que sabia de Kátia e dos outros. Como era interessante a percepção do mundo com os outros sentidos.

No mais, Cecilia não tinha muito a comentar. Caso fosse questionada, responderia no limite de suas capacidades e moral, mas diante dos outros ali, não era ninguém, então o silêncio seria mais convidativo. Chegando o momento para a ida ao santuário, voltaria rapidamente ao seu quarto no dormitório para pegar a urna e devolvê-la para o santuário.
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Mensagem 05 Jan 2018, 13:07

Re: Ato 1.5 ~ Caminho Pedregoso

Carlos

Carlos escutava atentamente as palavras de Atlas, ele tinha ali uma chance de aprender um pouco mais da história dos cavaleiros já que devido as provas universitárias não estava tendo muito tempo de sobra para estudar sobre o passado dos cavaleiros, o brasileiro pensou em fazer algumas perguntas, mas achou melhor deixa-las para um outro momento.

"Meu Mestre...Então foi neste conflito que ele se sacrificou ? Terei que perguntar para ele quando o encontrar novamente"

Carlos também lembrava do sonho que tivera a um tempo atrás de uma grande batalha que envolvia praticamente todos os que ali estavam presentes, talvez aquela batalha seja inevitável já que uma nova guerra pode estar se aproximando, então é melhor se preparar antes para quando ela ocorrer, estar preparado.

Ao terminar de ouvir o que Atlas dizia, entrelaçava seus dedos e pensava olhando para o horizonte.

"Ainda tenho que aprender muita coisa...."

Respirava fundo e então terminava de tomar o seu café da manhã, caso ainda tivesse tempo se despia de seus colegas e então iria até a enfermaria para visitar Saja e Sara caso não estivesse com tempo, prosseguia junto ao grupo para o santuário.
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