Ato 1.5 ~ Caminho Pedregoso


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Mensagem 29 Jan 2018, 12:50

Re: Ato 1.5 ~ Caminho Pedregoso

Amaretsu:

Eu ouvi tudo e a resposta de Atlas também sobre o que eu chamo de "despertar de Atena, reunindo os seus fragmentos"

-Sim Atlas, já que aqui é um tanto quanto perigoso e admito que é necessário um ambiente controlado.

Com Cecilia eu não falava nada mas eu a comprimentava colocando uma das mãos em seu ombro como um sinal de otimismo, a maldição que eu pude ver, mas não faço ideia de como ela adquiriu tal aflição poderia estar com as horas contadas e em breve sua cegueira teria um fim.

Mas quando eu falei sobre meu caso eu falei abertamente:

-Atlas meu quadro clínico por assim dizer é mais difícil de tratar, somente Deus Todo Poderoso pode me curar, mas ele ainda não o fez porque acredito haver um propósito debaixo dos céus e o tempo certo para tudo na vida tem sua hora e acredito nessas palavras.

-Bom eu também sofro de uma maldição, aliás muitos como eu sofrem mas nem todos pioram o quadro, mas no meu caso eu piorei e a maldição de Zeus que fez surgir os lobisomens não pode ser removida por completo mas pode ser amenizada, eu preciso me tratar pois ser uma lupina tipo 2 tem prejudicado meu julgamento sobre tudo, e se der certo meu cosmo que hora é equilibrado e com raiva eu viro uma "bomba relógio" e também eu desejo que minhas mudanças de forma sejam menos agressivas em sua aparência, não posso deixar de ser uma lobisomem mas posso ser uma lupina com uma transformação menos agressiva no meu corpo.

Com Tenzi:
-Tenzi um carro é como uma Carruagem ou Carroças, mas a diferença de que são mais práticos de usar e não precisam de Cavalos para se locomover.

Com Carlos:
-Sinto muito pelo o ocorrido com Saja, mas ela vai se recuperar, ela tem a força dos lobos embora ainda não se dê conta disso.

Com todos:
-eu volto já, vou aproveitar o tempinho e checar meus pertences mais uma vez mas creio que já esta tudo aqui. Carlos você pode vir comigo? Prometo não vai demorar.

Caso ele venha eu terei um particular com ele, caso não eu irei ao quarto e tirar alguns acessórios mínimos da minha armadura para ser um pouco mais versátil em combate sem armadura, eu tenho esperanças de que pelo menos a minha blindagem seja reforçada com os ferreiros do Santuário, não posso esperar muito de pessoas que não sabem como atualizar uma Armadura Mecânica.

Comigo mesma:

Passei no refeitório e peguei alguma guloseima doce e trouxe comigo, e voltei ao quarto, me olhei no espelho e percebi as pontas dos fios dos meus cabelos, as pontas são de meio centímetros são brancas, elas surgiram quando eu me batizei, e isso ocorre com todos os lobisomens que ouvi falar que são cristãos, um sinal de esperança e aquilo me acalmou.

Verifiquei meus pertences e me armei com armas brancas e de fogo.

Caso Carlos não me acompanhe tentarei falar com ele novamente numa hora melhor.

Durante o trajeto nos vimos algo que não me surpreendente, em uma circunstâncias como aquela é possível que haja armadilhas, homens subjugando outro no meio da estrada, aquilo tem cara de um "Teatro muito mal feito".

Tenzi desceu do carro antes de mim e eu me dirigi aos outros:

-Pessoal fiquem com Minerva, Tenzi e eu resolvemos isso, isso ai tem cara de emboscada, criada por uma armadilha em forma de um " Teatro".

Desci do carro com meu Fuzil tático com lança granadas e atirei algumas balas traçante, ou seja de fogo, capazes de ser vistas a olho nú.

Mas os disparos não tinham intenção de matar a princípio, foi um tiro de aviso apenas, e enquanto me aproximava deles, tentei mesmo sem meus sentidos aguçados, sentir cheiros, e cosmos invisíveis que possa estar oscilando discretamente.

As vezes eu caminhava para frente mas olhava para os lados.

-Ei vocês, da próxima vez eu não vou errar, deixem o homem em paz e desapareçam.

OFF:
-Peguei o suficiente para ter Adaptador da minha armadura, mas mesmo assim com certos limites. Sobre a forma bestial das transformações de lobisomem da Amaretsu ela deseja se menos monstruosa como os lobisomens de Supernatural e Teen Wolf.
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Mensagem 29 Jan 2018, 14:03

Re: Ato 1.5 ~ Caminho Pedregoso

Cecilia

— Não estou precisando de tratamento no momento, mas fico grata pela intenção.

Depois de afastar-se de Sara e ouvir a conversa de Atlas e Amaretsu, Cecilia manifestava-se da maneira mais educada possível para rejeitar a oferta de qualquer que fosse o tal tratamento. Já estava satisfeita do jeito em que se encontrava e também não queria dever favores a quem não conhecia direito, então era melhor só observar, por enquanto.

"É mais complicado do que eu pensava..."

As tentativas de comparar o cosmo de Sara e Minerva não deram frutos e nem a tentativa de audiência com a diretora, fora que se sentia vigiada, então era a hora de agir de uma forma diferente...

...

— Você parece apreensiva, Safira. Tudo bem contigo?

Já no quarto com a brasileira e notando a inquietude desta, Cecilia decidia perguntar e descobrir se tinha algo de estranho com ela. Todavia, não iria pressionar, pois a prerrogativa de vocalizar seus problemas era de cada um. No mais, iria arrumar o quarto, arrumar-se e preparar a urna para a viagem ao santuário.

"O que o futuro reserva para nós duas?"

...

Durante o translado, Cecilia optava por assumir um comportamento quieto e respondendo caso fosse questionada. Aproveitaria a mágica de andar de carro do jeito em que se encontrava, escutando o som do motor e partes do carro trabalhando, as rodas friccionando contra a estrada rochosa, ameaças...

Ameaças?

"O que está acontecendo ali fora?"

O carro frenava subitamente e a loira notava uma comoção do lado de fora, Tenzi e Amaretsu logo saindo para tratar de tal problema. A soldada parecia estar bastante armada e atirando perto demais dela...que tinha uma audição mais sensível e não tinha proteção auricular. A surpresa daquilo lhe fazia levar uma mão à cabeça e contorcer o rosto um pouco em dor.

— O que está acontecendo?

Depois de recuperar a compostura, iria tentar concentrar e ouvir o que estava ocorrendo do lado de fora antes de agir.
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Mensagem 01 Fev 2018, 22:44

Re: Ato 1.5 ~ Caminho Pedregoso

Carlos

Carlos ficava preocupado com a situação física de Saja, afinal ela foi a que mais se debilitou e tudo porque ele não foi forte o suficiente para protegê-la, de certa forma ele se sentiu culpado pelo ocorrido, serrava os punhos pela própria frustração e então se UTI para visitá-la quando ouvia o pedido de Amaretsu , e então o brasileiro a respondia.
— Claro, apenas me de uns minutos pois quero visitar Saja antes, tudo bem ?

E assim ele caminhava até o local onde seu professora estava, ele já havia transferido seu cosmo antes e sabia das propriedades especiais, talvez se ele desse um pouco de seu a ajudaria em sua recuperação, e então estendia suas mãos sobre o corpo da mesma passando por ele todo enquanto projetava positivamente sua energia, ao finalizar respirava fundo, se despedia de Saja e ia até Amaretsu.

— Bem, estou pronto, sobre o que gostaria de conversar ? — Dizia enquanto a acompanhava.

Basicamente eu gastei um PD e comprei a hab cura e então gastei 50% de meus pms curando ela como se fosse um reiki, ou tentando kkk
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Mensagem 02 Fev 2018, 12:52

Re: Ato 1.5 ~ Caminho Pedregoso

Amaretsu:

Sabendo que o tempo é curto e as condições não são as melhores eu tinha que ser mais objetiva possível, até mesmo porque ele também tinha que se preparar para escoltar Minerva e os outros pacientes, mas antes ele foi ver Saia que pelo que sei esta bem ferida, mas a garota tem coragem eu admito, mas nenhuma experiência ou treinamento.

-Tudo bem, vá ver Saia, eu espero.

Depois de um tempo eu senti vagamente um cosmo vindo do Carlos, pensei em pegar minha espada e afiar minhas garras e entrar na enfermaria, dado o momento tenso agi por puro instinto, mas logo percebi que Carlos transferia seu cosmo de forma suave para Saia então eu percebi que não se trata de uma ameaça e sim um tratamento, então eu me acalmei e sai da postura guerreira.

Quando ele saiu da enfermaria e fomos até meu quarto. E enquanto caminhavamos eu adiantava o assunto.

-Preciso falar com você, sobre mim e minha história e comportamento explosivo da noite anterior, me aproximei da janela e como se sentisse frio eu me abracei e comecei a dialogar olhando a principio para a janela, mas depois eu me virei e caminhei um pouco mais de perto e olhava para o Carlos.

Por ser homem ele é mais alto do que eu um pouco então eu o olhava de baixo para cima, já que sou mais baixa um pouco por ser mulher:

-Sabe Carlos, eu preciso que você assim como os outros, não tenham medo de mim porque sou uma lobisomem feminina, eu vou me banhar nas águas curativas mas sei que minha maldição não vai embora, por causa de que quem criou essa maldição foi Zeus que amaldiçoou Licaon e depois espalhou a licantropia e hoje eu e meu pai somos o que somos, mas ela pode ser amenizada com tratamento, bom é o que eu espero, meus irmãos mais velho e o mais jovem foram mortos por caçadores que não sabem a diferença de quem é mau para alguém que sofre de um mau.

-Aqueles malditos tentaram matar toda minha família menos a minha mãe que é humana normal. Meu pai foi atrás deles mas ele matou apenas o líder deles e poupou o resto, mas enfim para nos lobisomens a família, os amigos são muito importantes e o que eu fiz com Yuri eu admito que deveria ter me contido, mas foi um misto de lua cheia com a falta dele (do Yuri) pelos os menos prestigiados pela sociedade, ele feriu a honra não apenas minha mas de muitos heróis anônimos.

-Eu peço perdão pelo meu descontrole e peço a você que me ajude, deixando, ou melhor, pedindo que me dê uma chance como sua amada, você vê esse véu que eu uso na parte inferior do meu rosto, é uma das poucas pessoas que pode tira-lo da minha face e me ver sem ele. Mas sei que temos que cuidar de Minerva antes, mas da próxima vez que estiver em campo combatendo o inimigo eu quero lutar com justiça e não com fúria cega mas preciso que me ajude, serei sua auxiliadora se você Pégaso for o nosso protetor.

Então eu peguei uma das mãos do Pégaso Negro e coloquei em meu rosto velado.

-Se concorda, tire o véu do meu rosto e me deixe beija-lo, eu preciso do seu cosmo gentil para não me perder assim como fez com Saja, e não tenha medo eu não vou morde-lo e se tudo der certo, depois de mergulhar nas águas curativas, minha forma guerreira será menos bestial e agressiva, embora continue ameaçadora, mas poderei usar máscara de amazona novamente.

Independente do fim da conversa eu darei a ele um pedaço de bolo que peguei do refeitório, colocarei o véu novamente e iremos para a trilha que nos espera com seus possíveis riscos e armadilhas. E lutarei mais inspirada ou não, a sorte no amor esta lançada.
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Mensagem 02 Fev 2018, 13:16

Re: Ato 1.5 ~ Caminho Pedregoso

Tenzi

Escutando a explicação sobre o carro, uma certa animação pode ser vista no Santo de Compasso.

— Ah, acho que entendi. Parece ser algo bem útil, estou curioso para andar nesse meio de transporte. Obrigado pela explicação, senhorita Amaretsu.


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-

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Antes de sair do carro, Tenzi escutava tanto Amaretsu falar sobre os dois cuidarem da situação fora do carro, assim como Cecilia perguntando o que estava acontecendo. Para a primeira o Santo de Compasso concorda com um aceno de cabeça, para Cecilia ele respondia com palavras, saindo logo em seguida de falar.

— Um grupo de pessoas está cercando de forma hostil um homem de idade, a senhorita Amaretsu e eu estamos indo ajudar. Tomem cuidado se isso for uma armadilha.
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Mensagem 11 Fev 2018, 09:27

Re: Ato 1.5 ~ Caminho Pedregoso

Carlos

Enquanto caminhava ao lado de Amaretsu, Carlos escutava atenciosamente o que a amazona tinha a dizer, inicialmente ficava em silencio, mas depois respondia.

-- Ah, sim tudo bem, acho que todo mundo já passou por uma situação onde tenha perdido a calma, eu mesmo já passei por isso algumas vezes - Dava um leve sorriso, enquanto coçava a nuca.

Continuava a ouvir o que a amazona tinha a dizer e nos momentos em que tinha oportunidade a respondia.

-- E por que teríamos medo de você ? Você é nossa amiga e sofre com uma maldição e pelo que me explicou é algo terrível, mas eu vejo que se continuarem com esse pensamento esse ciclo nunca irá acabar, seu pai vingou a morte de seus irmãos matando o líder dos caçadores e agora eu suponho que eles irão querer vingar a morte de seu líder atacando sua família e isso irá se repetir infinitamente ou até um dos lados for totalmente destruído. Agora quanto ao seu descontrole volto a dizer você é nossa amiga e como você diria, nossa companheira de armas, mas não é por isso que vamos passar a mão na sua cabeça quando algo assim acontecer novamente, mas pelo contrário, vamos sim chamar a sua atenção por que isso significa que nos importamos com você.

Ao receber a proposta de Amaretsu inicialmente ficava sem reação, ele pensava por um momento e então lembrava do juramento que as amazonas fazem, assim ele então pegava no véu da mesma e então o removia.

-- Como eu disse, você é minha amiga, porque eu teria medo de você ? -- Respondia novamente com um leve sorriso no rosto e então aproximava-se do rosto da brasileira e assim a beijava.

Após o beijo, Carlos recebia um pedaço de bolo de Amaretsu, ele a agradecia e antes de comer oferecia um pedaço a amazona, após comer limpava a boca com um guardanapo e jogava o prato plástico no lixo e então partia para o encontro com o resto do grupo.

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A viagem ao santuário fora interrompida por um grupo de pessoas que ameaçavam um senhor de idade, ou aparentemente faziam isso, ao ouvir Tenzi respondia.

-- Eu concordo, mas vamos ter cuidado isso também pode ser uma embosca afinal estamos transportando um artefato e caso o Igni trabalha-se para alguém, esse alguém já está ciente do que ocorreu com ele, eu cobrirei a retaguarda.

Carlos saia para fora do carro, mas não partia para cima dos homens vestidos de trapos, ao invés disso se atentava ao seu redor procurando por mais gente escondida caso aquilo realmente fosse uma emboscada.
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Mensagem 11 Fev 2018, 21:22

Re: Ato 1.5 ~ Caminho Pedregoso

Amaretsu:

Carlos e eu conversamos, eu o olhava com doçura e de certa forma, com um jeitinho meio submissa, quando ele falou que me repreenderia se eu fosse ultrapassar os limites eu balancei a cabeça positivamente, como forma de aceitação, e eu sorri quando disse que não a preconceitos entre amigos e irmão de armas. Mas percebi uma inquietação por parte dele, tentei decifrar o que era mas eu não descobri no momento, mas parece que depois do beijo eu arrisquei um palpite:

Com Carlos:
-Nem todos os lobisomens são maus, vocês não precisam temer minha condição especial, você não precisa temer, e Carlos de Pégaso Negro, agora me veio em mente que por eu ser uma amazona você se sinta pressionado a me amar a força, mas eu lhe digo, não tema o código das amazonas mesmo que me rejeite, mas fico feliz que tenha aceito meu afeto por você, e somente meus pais e você podem ver meu rosto.

Comemos juntos o bolo e eu ajudei o Carlos a tirar o excesso de doce dos lábios, depois eu cobri com o véu a parte inferior da minha face, já que nenhuma máscara é compatível com minha forma guerreira. Então eu o abracei mais uma vez e lhe falei:

-Carlos, se nós nos tornamos mais íntimos quero que saiba, assim como minha mãe tem direito de ser uma líder amazona de aço ela sabe respeitar a liderança do meu pai no relacionamento, eu farei o mesmo com você, quando possível, você irá liderar nosso compromisso começando desde já, vamos now juntar aos outros mas dessa vez é você que vai na frente guiando o caminho.

-A tá eu ia me esquecendo, sobre perseguições por parte de caçadores não se preocupe, não sou uma donzela em perigo e um dia farei parte da Armada de Aço, a tropa de elite dos Cavaleiros de Aço.

OFF:
Já descrevi a cena dos homens atacando.
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Mensagem 22 Fev 2018, 23:45

Re: Ato 1.5 ~ Caminho Pedregoso

Intermissão

Tenzi

Antes de se dirigirem à enfermaria, Tenzi chamou Atlas de canto para questionar sobre o estado de Agni, que ficou no Santuário enquanto Tenzi viera cumprir uma tarefa na Universidade. Muito aconteceu, mas agora que tudo estava voltando ao normal, a dúvida do muviano de bronze era natural.

— Ela está bem — Atlas sorriu sutilmente, seus olhos claramente sugerindo que ele parecia se lembrar de algo —, embora seja uma mulher curiosa. Nunca vi alguém com braços de aço. Ela também… parece sucetiva a cosmos externos. Depois conversamos sobre isso com mais calma.

E assim, com o ar de dúvida em Tenzi, os dois partiram para a enfermaria.

Amaretsu

Enquanto Amaretsu pegava um pedaço de bolo do refeitório, uma sensação estranha tomou conta de seu ser. Não era exatamente um perigo, apenas uma premonição. Um silvo no ar pôde ser ouvido do lado esquerdo, e de maneira veloz ela se virou, tomando cuidado para não deixar cair o bolo ou apertá-lo com força. Procurou a região por um atirador ou por algo que fizesse sentido, mas não havia nada, nem mesmo cosmo.

Curioso, porém, foi o pequeno desentupidor que estava pregado na parede da cantina, do lado do balcão, poucos metros à frente. Não era uma posição muito normal para um desentupidor, e ela se perguntava se estava ali desde que se levantara para pegar um pedaço de bolo. A funcionária da cantina, passando por ali, resolveu tirar a ferramenta e levar consigo. Talvez fosse mesmo do local.

Depois disso, Amaretsu seguiu para falar com Carlos.

Cecilia

Safira estava arrumando uma roupa diferente para usar na viagem.

— Não sei, acordei diferente. Sei que ontem foi tudo muito intenso e estranho, mas me sinto empolgada. Acho que vou gostar de ir no Santuário mais a fundo. E o tal cavaleiro de ouro nem se opôs! Ainda bem… Eu queria mesmo ir…

Ela parou e ficou olhando para Cecilia, como se hesitando em falar mais ou não. Por fim, concluiu:

— Acho que muitas pessoas gostariam de ir ao Santuário, se soubessem de toda essa história. Que nem aquele livro que estávamos lendo, das constelações… Parece um "vestibular". Poder ir ao Santuário, e aqueles que treinam para se tornarem guerreiros, e os que são escolhidos por constelações, e os que lutam pelo bem de todos… só os melhores, acho, né?

O olhar de Safira era claramente esperançoso. Uma vez que o tempo já estava apertado, as duas seguiram rapidamente para a enfermaria, conversando sobre como a viagem seria e se os enfermos melhorariam.

Carlos

Antecipando-se aos outros, Carlos seguiu para a enfermaria. Procurando pelo quarto certo, acabou descobrindo ao observar a janela do último quarto da enfermaria, mais atarefado. No momento, estava apenas com Saja, toda enfaixada e com talas e gesso impedindo eventuais movimentos indesejados. As faixas iam até o pescoço e havia mais um pouco na cabeça, por um ou outro ferimento não percebido antes. Parecia uma múmia.

Por intuição, o jovem guerreiro resolveu passar suas energias na forma de tratamento, para Saja. No começo, sentiu um calor familiar na palma das mãos. Era seu próprio cosmo, uma energia com a qual já estava acostumada. Tinha de controlá-la para o fluxo ser sutil e construtivo, em vez de destrutivo como geralmente os golpes eram. Enquanto ia passando a energia, percebia que o fluxo de cosmo ia diminuindo. Pensou em aumentar propositalmente, mas não conseguia, simplesmente. Ao mesmo tempo, uma sensação de pressão engraçada se fez no meio do peito, no meio da testa, e no topo da cabeça.

De repente, seu cosmo prateado sumiu e cessou. Uma luz muito sutil, quase invisível mesmo para seus olhos de cavaleiro, começou a sair das mãos de Carlos. Sua cabeça parecia um funil — a energia parecia entrar por ali, embora fosse difícil de explicar. Seria a constelação de Pégaso? Sua vontade em ajudar? Teria o dom de curar? Aquilo era cura? Não sabia responder. De toda forma, a energia se espalhou pelo corpo inteiro da professora, acumulando nas juntas, quase como se fosse uma energia inteligente. Após algum tempo, ainda sem controle do guerreiro, o fluxo cessou e as luzes sumiram. Então ele entendeu que a cura havia terminado.

Assim, dirigiu-se para falar com Amaretsu, e depois para o quarto de Minerva.

A cena com Amaretsu se fechou bem entre os dois, portanto não comentarei. Peço que não descrevam mais nada dessa "intermissão" de meia hora. Eventuais dúvidas que tenham restado podem ser tiradas durante o jogo normalmente.


No caminho para o Santuário

Todos

Os homens que ameaçavam o senhor se viram e cobrem o rosto com a chegada do carro. Dali é possível ver a aparência da vítima, um homem de manto escuro, careca, com um cajado.

Imagem

Ele parecia levemente ferido, e escondia consigo uma bolsa, que talvez guardasse objetos de valor. Os homens iam falar alguma coisa quando Amaretsu disparou seu projétil de fogo em alerta. Isso surpreendeu, definitivamente, os ladrões. Os três optaram pela fuga. Correram na direção de pedras próximas, à frente de uma encosta onde rapidamente sumiram. É claro que todos os cavaleiros sentiam seus cosmos comuns se afastando, mesmo que em termos de visão, não mais estivessem por ali. Após alguns instantes de tensão, os três se afastaram a uma distância provavelmente segura. Pareciam conhecer o território.

— Ajuda, ajuda…!

O senhor, então, caiu sentado no chão. Parecia fraco. Kátia se aproximou com relativa confiança.

— O senhor está bem?

— E-estou… só esse corte que está ardido… — o homem levou a mão à cabeça e, sem dar aviso, desmaiou.

Kátia gritou por ajuda. Sua ideia era levar o homem também ao Santuário, coisa que não foi negada por Atlas, e logo saiu também da pickup, o primeiro carro.
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Mensagem 24 Fev 2018, 15:52

Re: Ato 1.5 ~ Caminho Pedregoso

Tenzi

Intermissão

Escutando a resposta de Atlas, Tenzi curva seu tronco em agradecimento, embora ainda esteja preocupado com Agni por ter escutado sobre ela aparentemente ser suscetiva a cosmos externos, pelo menos aprendera que ela está bem.

— Obrigado, mestre Atlas, sinto como se um peso tivesse sido tirado de meus ombros. Aguardarei o momento apropriado para conversamos mais.

Após essas palavras, Tenzi segue com Altas para a enfermaria a fim de ver a situação daqueles que lá repousavam.

No caminho para o Santuário

"Que tipo de pessoa tem a coragem de atacar um ancião indefeso? Devem ser bandidos da região."

Felizmente um combate não fora necessário, isso graças à estranha arma de Amaretsu que espantara os malfeitores. Com os bandidos repelidos e o ancião desmaiado,Tenzi se esforça para o carregar, não negando ajuda caso alguém quisesse dar um ombro para levar o senhor de manto escuro até o veículo.

— Devemos seguir o quanto antes, esse senhor precisa de cuidado. Também há muito o que fazer no Santuário.
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Mensagem 24 Fev 2018, 20:56

Re: Ato 1.5 ~ Caminho Pedregoso

Amaretsu:

Inter missão:

Estava eu distraída pensando em agradar o Carlos, meu primeiro beijo foi para ele e eu espero ir mais além, estava ansiosa embora eu não quisesse demonstrar.

Em Pensamento:
-O que ele (Carlos) deve gostar? Bolo de chocolate? Acho que o chocolate afinal todo mundo gosta então eu vou levar.

Mas é difícil a vida de um(a) Lobisomem, distração pode resultar em morte, foi o que refleti depois da velocidade que aquele objeto voou em minha direção, mas meus sentidos me alertaram quase tarde demais. Quando o desentupidor passou por mim eu me desviei por instinto, deixei o pedaço de bolo na mesa, manifestei as garras das mãos e dos pés e fui em direção oposta para ver quem atirou aquilo em mim, olhei pelo corredor e não percebi a presença de ninguém, "que coisa esquisita" pensei eu.

Pois bem fora de perigo, retrai minhas garras e voltei e peguei o bolo, mas antes de sair eu vi a moça do refeitório pegar da parede o objeto, era um desentupidor com uma ventosa com um certo poder de sucção considerável, a moça fez um pouco de força para retira-lo. Mas enfim eu fui ter com Carlos com a guloseima inteira em mãos e esqueci o episódio.

Estrada para o Santuário:

A estratégia de assustar deu certo, enquanto a Diretora Kátia pedia ajuda, com meu fuzil e me posicionei mais a frente, na direção dos Salteadores de estradas, servindo de "escudo", uma linha de defesa para a Diretora e Tenzi, se alguma represália vinhesse em nossa direção eles teriam que passar por mim primeiro.

-Senhora Diretora tenha cuidado, Tenzi ajude o senhor idoso e leve-o ao Carlos, parece que ele sabe fazer primeiros socorros com seu cosmo, eu darei cobertura.

Enquanto retornamos, eu com meu Fuzil caminhava de costas e olhando para os lados e assim entramos para o veículo, que infelizmente não era blindado.

-Vamos gente, vamos sair daqui e se possível pegarmos uma rota alternativa será melhor.

Dentro do veículo eu abaixei o Fuzil deixando-o seguro em minha bandoleira, mas eu saquei de minhas costas uma espada maior e junto com ela, todas as minhas garras e me assentei com minhas lâminas naturais e metálica, e fiquei de olho no ancião, nosso mais novo passageiro, minha desconfiança era notória, não confiava no homem velho.

Caso alguém me interrogue sobre minha postura de desconfiança eu responderia:

-Por favor não me levem a mal, acontece que Terroristas usam algumas vezes usam crianças com explosivos escondidos no corpo, plantando uma armadilha, matando muitos bons Soldados, quanto mais usar um idoso, talvez isso seja um disfarce, tudo isso é conveniente demais.

Com um suspiro eu concluo:

-Perdi recentemente muitos de meus irmãos de aço de forma covarde, semelhante ao exemplo que citei, diante de meus olhos, não quero perder mais ninguém, desculpa mais uma vez pelo meu comportamento e concordo em ajudar esse senhor, devemos ajudar todos que precisam isso é fato e esta certo.
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