Ato 2.5 ~ Lua de Prata

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Keitarô
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Re: Ato 2.5 ~ Lua de Prata

Mensagem por Keitarô » 25 Mai 2020, 00:27

Amaretsu

Amaretsu fugiu, e correu por um tempo incontável. Não sabia dizer se eram minutos, ou horas, pelo cansaço excessivo. Chegando às ruínas de uma cidade, pôde ver o produto das guerras humanas do passado. A cidade (ou o que foi uma cidade um dia) estava totalmente destruída. Os prédios ainda de pé, mas nenhum cosmo sensível, a não ser de um ou outro pássaro que passava bem alto. Ao menos a presença de pássaros era um bom sinal.

Com algum trabalho, pôde encontrar água num poço, conforme havia imaginado. Não teve dificuldades em retirá-la (havia baldes e ferramentas, só eram velhas e sujas), só teria trabalho para purificar uma grande quantidade. O corpo forte de cosmo talvez fosse resistente o suficiente àquela condição, de toda forma.

Saindo da cidade, havia um bairro com construções mais espaçadas, também destruídas, e então, após um muro parcialmente destruído, o caminho seguia desértico na direção antes vista durante a fuga.

Havia, ali, um cosmo pequeno, humano. Quando Amaretsu passava com cuidado, arma em punho, uma senhora saiu da casa, cautelosa. Ela falou alguma coisa num idioma que Amaretsu não entendeu, mas parecia disposta a recebê-la. Por fim, sorriu.

— Ah, você é estrangeira… é uma soldado? Parece estar fugindo. Venha, entre, eu tenho água e comida. Você precisa descansar…

Tenzi e Cecilia

— Vocês… deixe-me falar sobre como, por eras, as coisas têm funcionado.

Agni ficou interessada. Suek já estava desde o começo, de toda forma.

— Embora os cavaleiros sigam a Atena, na sua ausência o Mestre é normalmente a autoridade máxima. No entanto, cada cavaleiro é seu próprio superior. O que quero dizer é que cada um foi escolhido pela constelação e armadura, e portanto é independente para fazer o que quiser, dentro dos preceitos de Atena. Seguir ou não as ordens do Mestre é mais uma questão de formalidade, ou de lógica, já que ele é o representante. Em geral os cavaleiros de ouro o seguem, até mesmo pela proximidade das casas. É conveniente, mas não mandatório.

Ela não parecia muito satisfeita com aquela maneira de lidar com as coisas; na realidade, parecia até um pouco perdida.

— Dessa forma, pode até mesmo ser que haja mais cavaleiros no mundo atuando do que sabemos, porque talvez eles nunca venham até o Santuário, ou nunca nos contatem. Ou nunca assumam seus postos de cavaleiros. Isso já aconteceu no passado com cavaleiros de ouro… não se sabiam quantos tinham, e quem eram, mesmo em épocas de exército cheio. E por cheio, eu quero dizer 88 guerreiros. Hoje certamente somamos menos de 30, sem contar os aspirantes, que são muitos. É por isso que, apesar do desejo do Mestre, vocês são "livres".

Kátia se levantou, mais decidida. Então, um barulho de coisas caindo lá dentro do centro de recuperação, e uma grande oscilação no cosmo de Carlos e Sara pôde ser sentido por todos. Kátia levantou-se na hora.

Carlos

— Entendo. Amaretsu… aquela amazona de aço, certo? Mas--

Ela não conseguia não estar fascinada com o que via ao redor. Não entendia como fora parar ali, ou mesmo onde era "ali".

— Isso é algum tipo de técnica? Digo, quando eu fui ajudá-lo, viemos parar em algum outro lugar da Grécia? Você pode desaparecer e reaparecer em outro lugar usando Cosmo? O que é aquilo?

Ela apontou para a prisão de energia do Pégaso, aproximando-se lentamente, totalmente fascinada.
Dados:

Amaretsu: 12/20 PVs, 6/20 PMs; sem dados da armadura; Desvio de Disparos (FD+5); Comunicação e Ligação Natural (Carlos) e Sentidos Especiais (visão raio-x, visão noturna e audição aguçada).
Tenzi: 15/15 PVs, 35/35 PMs; 13/15 cargas; Sugoi.
Cecilia: 25/25 PVs, 25/25 PMs; 13/15 cargas; Sugoi.
Carlos: 30/30 PVs, 40/40 PMs; 22/25 cargas.

Próxima atualização: dia 30.05.2020, sábado-feira.

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Pontus Maximus
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Re: Ato 2.5 ~ Lua de Prata

Mensagem por Pontus Maximus » 26 Mai 2020, 20:45

Amaretsu:

Consegui escapar? Espero que sim, já era noite mas não havia percebido a princípio, com minha visão no escuro eu percebi que o ambiente já era noturno e depois de tentar buscar um pouco de água no fundo do poço que estava bem escuro para pessoas normais verem. Consegui beber um pouco mas o balde estava muito sujo mas eu não podia reclamar e enquanto bebia alguns goles eu vi algumas aves no céu, seriam falcões treinados para me rastrearem? Seriam abutres esperando que eu caia morta? Não dá pra saber.

Olhei a minha volta e vi o que pode ser um tipo de "premonição" do futuro próximo, uma amostra do que a próxima Guerra Santa pode deixar no mundo, mas do que nunca preciso me recuperar e despertar a guerreira que eu era, mesmo me sentindo melhor eu ainda tinha medo, não do Deserto mas sim da mão dos homens, tentei fechar minhas feridas mas a prata não deixa e não tenho Kit de primeiros socorros e nem treinamento de sobrevivência, mas tenho fé e como está escrito "Nem só de pão vive uma pessoa" e com isso em mente eu segui até a vila, ao que parece o local também foi castigado mas há uma pessoa vivendo aqui, um Eremita em um Deserto? Viver sozinho nessas terras era uma novidade para mim, pensei que um dia eu os encontraria vivendo em montanhas ou florestas, seja como for eu me senti segura para me aproximar ao ver uma senhora saindo na escuridão e pelo visto ela já me esperava, seria um anjo disfarçado? Estranhei o fato dela não cobrir o rosto com um niqab (véu de rosto árabe)

Com a Senhora:
-Boa noite senhora.......... Não se assuste eu não lhe farei nenhum mau......... Sim sou uma Soldado mas me perdi do meu esquadrão........ Fomos atacados de surpresa e me perdi......... eu agradeço a ajuda, a senhora está sozinha? Onde está seu marido e filhos? Não quero lhes causar desconforto.

Estava falando com dificuldade pois eu tinha sede e fome, aceitei a ajuda dela pois eu estava cansada também, caso haja homens por perto eu lhe direi:

-Senhora e Senhores, não se ofendam por favor mas por motivos de fé eu vou me alimentar de costas pois eu cubro meu rosto e somente poucas pessos podem ver minha face.

Mas se só haver ela ou outras mulheres eu não me viro e faço normalmente minha refeição, ao olhar para minha máscara me lembro da minha Armadura que deixei para trás e isso me pesa na consciência, se me convidar para dormir eu tentarei pegar no sono com a metralhadora por perto e com o gatilho travado por segurança, preciso continuar até achar uma base militar próxima para pedir ajuda, como será que estão todos com o meu sumiço?

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Galahad
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Re: Ato 2.5 ~ Lua de Prata

Mensagem por Galahad » 27 Mai 2020, 19:41

Tenzi

Tenzi prestava atenção na explicação sobre o funcionamento do Santuário, pelo menos em quanto à relação dos cavaleiros de ouro e o local, explicação que surpreendia Tenzi, pois esperava que houvesse uma estrutura mais rígida, que os cavaleiros de ouro seriam ali a menos que forças maiores impedisse.

"Ainda bem que Atlas é diferente..."

Mas tais pensamentos foram postos de lado quando uma pertubação acontecia.

— O que está acontecendo? Mais um ataque!? Podemos ir até o local?

A última pergunta fora feita Kátia, iria seguir para o local de onde vinham os cosmos de Sara e Caros ao ter permissão.

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Keitarô
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Re: Ato 2.5 ~ Lua de Prata

Mensagem por Keitarô » 22 Jun 2020, 10:07

Extra: Amaretsu

A senhora era realmente muito prestativa. Quando Amaretsu se apresentou e disse que não faria mal algum, ela sorriu empaticamente, uma compreensão quase sobrenatural. A pequena casa, uma ruína bem organizada, não muito grande, mas aconchegante, trouxe um relaxamento quase instantâneo a Amaretsu, que só não se deixou levar por ser uma soldado experiente.

Ela observou a máscara e o rosto de Amaretsu com uma curiosidade bastante reflexiva, mas nada perguntou. Não havia mais ninguém ali, fora ela, e agora, Amaretsu.

— Interessante a sua máscara. Abandonei meus costumes de fé há algum tempo… O mesmo tempo em que vivo nesta cidade. Só eu e Allah. Diante dele, não preciso mais cobrir meu pecado, afinal o pecado só existe quando o homem o julga assim. Hum, huum, muito interessante o destino, não…

Ela parecia refletir ao encontro das duas. Então, serviu uma refeição quente, um pão de massa achatada salgado, e um chá revigorante. Com o efeito da bebida a dor de Amaretsu diminuiu, como se fosse anestesiada.

— Você está sendo perseguida? Sua presença chama muita atenção.

Ela indicou com as duas mãos o contorno ao redor da guerreira. Amaretsu entendeu que aquele era o jeito da mulher em indicar seu Cosmo, quase sempre agressivo e presente ao seu redor.

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Nulo
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Re: Ato 2.5 ~ Lua de Prata

Mensagem por Nulo » 23 Jun 2020, 16:54

Cecilia

— Hmm, então tem isso. Perdão, não estava ciente.

Desculpava-se pela pergunta, caso tivesse ofendido Katia, mas era uma atitude bem interessante por parte do santuário. Quer dizer que cada cavaleiro era conscrito pela própria volição? Era uma diferença enorme, então, comparado a Armada de Aço.

— Então assim vocês asseguram que apenas aqueles interess- huh?

Sua linha de raciocínio era cortada pela comoção no centro de recuperação e Cecilia se levantava, concordando com a parte de ir até o local. Só não em de esperar. Os enfermos poderiam estar em perigo!

— Estou indo!

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Pontus Maximus
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Re: Ato 2.5 ~ Lua de Prata

Mensagem por Pontus Maximus » 24 Jun 2020, 19:40

Amaretsu:

Aquelas ruínas tinha uma pessoa morando, isso me surpreende em parte pois sobreviver sozinha nesse deserto, ela deve ter um poço, alguma plantação pequena e animais que não vi ainda. Mas quando ela fez com as mãos um "desenho" do meu Cosmo a pergunta me veio em mente:

"-Como ela consegue ver minha energia sendo uma pessoa simples?"

Todavia não é difícil perceber que tenho um Cosmo chamativo e instável, não consigo evoluir ainda como o Carlos, Tenzi e a Cecília conseguem, meu peito se inflama com os relatos tristes que ouço no QG de Aço, será que é falta de paz ou falta de uma disciplina que os Cavaleiros de Aço ainda não dominam direito? Seja como for não quero pedir ajuda ao Santuário. Quando a Senhora me deu uma refeição em um ambiente tão simples e limpo eu pude sentir o efeito terapêutico dos alimentos, a dor causada pela prata diminuiu.

Me dirigi a Senhora e me lembrei que ela é uma pessoa de fé assim como eu e isso é raro hoje em dia, mas ela é muçulmana e eu uma cristã, será que sou realmente bem vinda a essa casa?

Com a Senhora:

-Senhora qual é seu nome? -Espero ela responder e eu me apresento logo em seguida e falo meu nome também -Obrigada por me receber em sua casa, a Senhora sabe para onde foram todos? Alguém mais sabe que a senhora vive aqui? -Perdão com minhas perguntas eu não quero coloca-lá em risco por minha causa.

-Sim estou sendo perseguida sim, esse é o preço que se paga por enfrentar pessoas más, ser uma Soldado é ter em mente que devemos carregar duas cruzes, uma é a nossa e a outra são daquelas pessoas que não podem se proteger, a vilania nesse mundo tornou-se uma "virtude" e quem luta contra isso atrai para si inimigos, mas ainda sim quero lutar pelas pessoas pequenas e pelos meus ente queridos.

-Mas me diga como posso retribuir sua gentileza e bondade para com uma desconhecida como eu?

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Inoue91
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Re: Ato 2.5 ~ Lua de Prata

Mensagem por Inoue91 » 12 Set 2020, 13:44

Carlos

— Sim, ela é nossa companheira e precisamos ajuda-la o mais rápido possível.

Dizia se aproximando se aproximando da prisão de energia de Pégaso, ficando ao lado de Sara, Carlos estava pensativo, levava a mão ao queixo.

"Onde será que ele está, isso nunca aconteceu antes..."

— Eu nunca tinha pensado por este lado...Eu não sei dizer se é uma técnica, geralmente eu vinha neste local em meus sonhos, ou quando precisava de algum tipo de ajuda — Colocava a mão sobre a jaula vazia e dizia em voz baixa — Será que estou inconsciente ? — Olhava para Sara, terminando de responde-la — Bem, aqui era onde eu encontrava com o antigo cavaleiro de Pégaso, ele estava preso nesta jaula segurando uma imensa quantidade de energia, mas por algum motivo o qual não sei explicar, ela está vazia, e isto é preocupante....

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