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Traidores da Pátria

Enviado: 27 Ago 2019, 16:57
por Mælstrøm
Parte um: O Inimigo

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Yuden, o Exército com Uma Nação, possuía o maior poderio militar humano do mundo, rivalizando com o Império de Tauron e a Aliança Negra. Desde a queda de Mitkov Yudennach e ascensão de Shivara Sharpblade, o reino passou por anos difíceis de dificuldades internas. Yudenianos sempre foram unidos, tendo como base o preconceito com estrangeiros e não humanos. Mas dessa vez a união acabara. Alguns era legalistas e apoiavam a nova rainha, embora não gostassem dela. Afinal, pela hierarquia militar, tinham que obedecer o comandante que chegou ao poder pela lei. Outros, desconfiados, não gostavam dos novos ares que a estrangeira sentada no trono trazia.

Um clima de insatisfação pairava no ar de Yuden, trazendo mais insegurança às estradas. Então, um atentado ocorreu na fronteira com Zakharov e um carregamento de armas fora roubado. Os culpados precisavam ser encontrados e aventureiros seriam contratados...

***

Kannilar, a capital de Yuden, era uma metrópole impressionante. Construída numa planície elevada, possuía a maior muralha que se tem notícia no mundo todo. Seus prédios impressionantes, suas ruas pavimentadas e sua incrível limpeza eram realmente dignas de nota. Não havia sequer mendigos em canto algum, coisa comum em grandes cidades.

Angra seguia a pista do infame Lanceiro Negro, o homem que raptou sua filha e matou a todos que amava. Depois de alguns anos na estrada, conhecendo toda sorte de gente, desde aventureiros até o povo comum, a paladina de Thyatis encontrou a aridez de diversidade numa cidade tão grande. Eram todos humanos de rostos pálidos e semblante fechado. Alguns possuíam olhares agressivos numa expressão belicosa congelada. Não era um lugar agradável, mas descobrir que seu maior inimigo era um yudeniano e estava em Kannilar era o suficiente para levá-la até lá.

Havia algumas possibilidades na cidade. Estava diante de um entreposto comercial onde comerciantes vendiam verduras do campo. Logo ao lado, uma das centenas de guaritas militares da cidade, onde dois guardas postavam-se na porta com olhares atentos. Seguindo a rua, Angra podia ver a Estalagem do Dente de Keenn, uma construção horizontal feita pedra onde ostentava-se o símbolo de Yuden e Keenn. Na verdade, ambos os símbolos eram comuns em boa parte dos prédios e casas da cidade. Além disso havia um pátio com uma única árvore, de terra batida, onde famílias yudenianas se reuniam para aproveitar o sol do verão. Nenhuma família, entretanto, prestava-se ao piquenique, mas divertiam-se com armas de madeira em brincadeiras mais belicosas.

***

A Escola Zurhwein de Kannilar, capital de Yuden, possuía a maior e melhor bibliotecas de História da Guerra, assunto de interesse de Konrad. Seu passado de "Sabbah" agora parecia distante, depois de meses intensos no Exército com Uma Nação. Ser um lefou era motivo para jamais ter acesso àquela biblioteca, mas depois de auxiliar um duque de mente aberta num plano contra fieis partidários de Mitkov Yudennach, o jovem lefou adquiriu o respeito e o direito de poder estudar em Kannilar.

A confiança em sua pessoa e a recuperação de seu nome de direito, entretanto, não tinha alcance por toda Yuden. Na verdade, apenas no ducado de Leon Goretzka Konrad sentia-se em paz. Em Kannilar, apesar de ter os documentos oficiais assinados pela própria Rainha-Imperatriz, encontrou dificuldade e má vontade por parte de todos à sua volta para prosseguir seus estudos militares.

Em um de seus dias rotineiros de estudos na capital de Yuden, viu sombras projetarem-se sobre seus livros. Eram ao todo, seis homens trajando um robe vermelho com capuz, com símbolos do Leopardo em negro.
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Impuro, venha conosco em silêncio.


***

Sir Vladimir voltava de uma cavalgada matinal quando avistou uma comitiva de cavaleiros sob o estandarte de Yuden. Boa coisa não era. A Marca de Minsk era próspera dentro da região de Kor Kovith e por isso era quase sempre visada pela administração de Yuden. Nos últimos anos, com a ascensão da Rainha-Imperatriz Shivara Sharpblade, os impostos até diminuíram e as visitas de comitivas yudenianas eram cada vez mais raras. Então, era estranho ver aqueles cavaleiros com suas armaduras brilhantes sob o forte sol do verão.

O capitão da tropa se destacou. Era um homem robusto, de armadura completa.
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Sir Vladimir Minsk, tenho um ofício da coroa de Yuden assinado pela Rainha Shivara Sharpblade, com ordens que nos acompanhe em escolta para Kannilar.
Um pergaminho enrolado e lacrado com o escudo de armas dos Sharpblade foi entregue a Vladimir. Uma pequena comoção se formou pelas janelas do Castelo Vigia do Poente. Curiosos com aquela aproximação, com a abordagem ao herdeiro da Marca, criando uma tensão no ar.

***

Foram alguns meses até Ladon conseguir uma pista de onde o grupo de Fellana agia e acabou por chegar a Zakharov. Era uma cidade pequena na divisa com Yuden, perto de uma grande massa florestal a norte, mas a proximidade de Zakharin mexia com o coração do lefou. Estava perto da capital do reino onde suas duas irmãs estavam escondidas, viviam suas vidas sem o sobrenome Brimstone.

As elfas Fellana e Nyx, o goblin Crim, o lutador Riot e o sacerdote Tyr. Juntos, eram a Liga de Valkaria. Ladon não teve oposição em se juntar ao bando, que estavam investigando o roubo de cargas de armamento vindos de Zakharin para Kannilar, capital de Yuden.
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Vamos chutar algumas bundas.
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Podemos evitar o pior...
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Sim, temos que matá-los sem sujar as mãos. Pra isso existe a bola de fogo.
Porém, essa missão acabou mal.

Em um ataque ao acampamento dos ladrões, descobriram que eram homens fortemente armados. Eram yudenianos roubando do próprio governo! Numa luta sangrenta, Riot, Crim e Tyr acabaram mortos. Nyx desapareceu sem que Ladon pudesse ver o que realmente aconteceu e Fellana fora raptada. O guerreiro lefou foi deixado em um descampado a beira da morte... até ser encontrado por uma patrulha de soldados. Obviamente, ele foi levado para a prisão em Kannilar por ser um lefou. A desconfiança para os não-humanos era comum em todos os yudenianos.

Algumas semanas depois, comendo uma vez por dia e pegando sol apenas três vezes na semana, Ladon foi visitado por um homem metido em uma armadura esmaltada em vermelho. Tinha um ar solene e parecia ser experiente.
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Ladon, eu sou o capitão Julian Draxler e tenho uma proposta a fazer. Aceite trabalhar para mim e receberá a informação onde a elfa loira está... Mas você pode decidir ficar aqui por mais um tempo. Quando sair, a prisão terá te quebrado tanto que não passará de um arremedo do que fora um dia. O que me diz?
***

Os meses em Valkaria ao lado de Orgo, Tyr, Klimerio e Kasina foram de grande aprendizado a ChaoFan. Sua arte marcial, aprendida a duras penas com seu mestre, desenvolvia-se cada vez mais. Os aventureiros de Valkaria, patrocinados pelo aristocrata William Davenport, o levavam para lutas cada vez mais desafiadoras.

Até que em determinado momento, Davenport dispensou o grupo por um tempo. Tyr, o goblin banqueiro, explicou ao grupo que ele estava envolvido com atividades ilícitas ligadas as Irmandades criminosas. Precisaria se afastar de Valkaria e evitar uma provável prisão... Assim, cada um dos aventureiros seguiu seu caminho separadamente. ChaoFan tinha apenas Orgo como um companheiro fiel e leal. Ambos dividiam o mesmo barracão na Favela Goblin e promovia confrontos amistosos entre eles. Um rival e amigo. Ambos acabaram se tornando lutadores clandestinos em torneios noturnos na Arena Imperial.

Porém, depois de um tempo, o homem-lagarto decidiu procurar seu mestre. Seu orgulho de homem-lagarto, domado pela civilidade da arte marcial, aflorou a vontade de mostrar tudo que evoluíra com o tempo. Sua busca pelo seu mestre foi desafiadora e, sozinho, o encontrou. ChaoFan e seu mestre passaram um tempo juntos, com o artista marcial realizando pequenas missões para seu mestre até que por fim, decidiu não estar pronto ainda.

Havia muito o que realizar e descobrir. Voltando ao seu rumo desconhecido... até encontrar um cenário desolador. Em uma planície distante de qualquer vilarejo, encontrou quatro carroças viradas, com caixas de madeiras destruídas e muita palha espalhada. Havia homens metidos em roupas idênticas, como uniformes militares. Estavam todos mortos a golpes de espadas. E a julgar pelo cheiro, moscas e os corvos sobrevoando, estavam mortos fazia alguns dias...
Dados dos Personagens: Inventário, XP, Riquezas
Imagem - Angra dos Cabelos de Fogo <> PV: 49 PA: 1 PM: 10 CA: 24 <> Fúria: 1 <> Música de barda: 8 <> Santa curandeira: 6 <> Condição: Normal
Imagem - Konrad von Merovech <> PV: 30 PA: 1 PM: 14 CA: 20 <> Zauberei preparados: a preparar <> Condição: Normal
Imagem - Vladimir Minsk XI <> PV: 81 PA: 1 PE: 3 CA: 26 <> Desafio: 5 <> Duro de Ferir: - <> Duro de Matar: 1 <> Patriota: 2 <> Condição: Normal
Imagem - Ladon Brimstone <> PV: 73 PA: 1 CA: 20 <> Fúria: 2 <> Condição: Normal
Imagem - Chaofan <> PV: 60 PA: 1 PE: 9 CA: 24 <> Condição: Normal

Próxima Atualização: 30/08

Re: Traidores da Pátria

Enviado: 27 Ago 2019, 17:50
por Lord Seph
O tempo era algo estranho para Ladon.

Por poucos meses ele teve uma nova família que viu aos poucos se desfazer conforme cada um buscava um novo rumo e destino.

Vingadores de Arton agora faziam parte das parcas memórias felizes do Lefou, coisas que Ladon mais apreciava.

Mas também sentia deslocado depois das última luta no templo de Marah e os sszzazistas.

Ladon deu um tempo para o grupo, prometeu manter contato pela Guilda de Aventureiros.

Lutou, reencontrou Fellana e a perdeu junto com a Liga de Valkaria.

Quanto tempo havia se passado? Ladon ainda se lembrava de seus amigos, lembrava de suas irmãs e de Fellana.

Mas lembrava também que fora traído por uma porcaria de um Halfling e um Humano, que falhou em proteger uma criança e até mesmo em abandonar sua raiva.

Então um homem surge lhe fazendo uma proposta, tentadora.

Ladon podia se recusar, se apenas ele sofresse. Mas precisava encontrar Fellana, salvar ou vingar ela. Ladon desejava isso, mas também tinha outro desejo.
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Carnage
Sua herança, parte de sua alma. Tal como Ladon, sua espada havia mudado, se tornado mais selvagem e mortal.

Ladon então recupera parte de sua razão, desejava arrancar a jugular daquele homem, mas conseguiu se conter.
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Precisarei das minhas coisas para fazer o que desejas, e eu aprecio a vossa ajuda em fornecer informações sobre Fellana, Senhor Julian Dralex
Ladon fala em um tom marcial, como um soldado pleno compreendendo plenamente sua posição hierárquica ali. Até saber sobre Fellana.

Vladimir Minsk XI

Enviado: 27 Ago 2019, 19:16
por Padre Judas
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Vladimir cavalgava perto das muralhas da magnífica cidade que servia de sede para o poder de sua família. Observava o rio movimentado, barcaças e navios descendo e subindo, aportando em Minsk ou partindo.

Era um aventureiro e tivera alguma ação. Lidara com a misteriosa maldição que acometera os habitantes do Condado de Campodouro e matara uma necromante que ameaçou o povo de um vilarejo em Deheon. O maior problema foi a Tumba de Ummar, onde ele e seus companheiros tiveram que lidar com um morto-vivo muito desagradável. Seu braço ainda doía um pouco, mas ele prometeu ao tal Ummar que voltaria para terminar o serviço depois. Ainda lembrava-se do velho praguejando: “primeiro aquele feiticeiro, agora isso” e blasfemando contra Hynnin.

Agora aproveitava um momento para descansar em seu lar. Sorriu. A Marca era um lugar um pouco melhor desde que Sua Majestade Thormy escorraçara o tirano Yudenach e pusera Shivara Sharpblade no comando do reino. O Minsk lamentava não estar presente para ver Mitkov ser humilhado publicamente, só podia contar com as canções declamadas abertamente pelos bardos nas tavernas da Cidade Baixa e que descreviam, com variados graus de exagero e fantasia, as surras recebidas pelo príncipe caído.

Retornava para casa, recebendo cumprimentos no caminho, quando os viu. Seu sorriso desapareceu ao ver a comitiva com a flâmula de Yuden aproximar-se e ele adotou o semblante sério que, diziam, o deixava muito parecido com o pai. Bem, era o semblante de um Senhor, acreditava.
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Sir Vladimir Minsk, tenho um ofício da coroa de Yuden assinado pela Rainha Shivara Sharpblade, com ordens que nos acompanhe em escolta para Kannilar.
Vladimir leu com atenção a carta. Parecia estar tudo certo. Sorriu para o mensageiro. Era importante sorrir. Não devia deixar que os yudenianos percebessem quanto os desprezava.
Vladimir Minsk XI
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– Claro, capitão. Vamos, preciso pegar minhas coisas e despedir-me de minha família. Traga seus homens, devem estar todos cansados da viagem, não é? Aproveitem para comer alguma coisa e descansar um pouco.

Re: Traidores da Pátria

Enviado: 29 Ago 2019, 12:44
por Maggot
Konrad havia, pouco à pouco, se acostumando com aquilo. Acesso legítimo à informação, não ser confrontado por sua raça quase diariamente. Às vezes agora acontecia semanalmente. Uma melhora,diria. Mas aqueles haviam sido meses difíceis. Quando se despedira de Mehnat, sua nova fé em Kallyadranoch o acompanhando junto de recém feitas amizades, seu único objetivo era recuperar seu nome. Ele não achava que seria um trabalho fácil, mas não imaginava todos os problemas. No primeiro mês de viagem, as dores haviam começado. Cada membro, cada órgão de seu corpo, se revoltava. Sua parte lefou se revoltava contra seu corpo. Passagem de tempo uniforme e correta não era adequada. Assim como sua mente, quando novo, agia de forma contra sua idade, seu corpo agora o fazia. Quando fora apresentado ao Duque Goretzka, Sabbah apenas conseguia pensar em quanto tempo demoraria até desmaiar pelas dores constantes enquanto seus membros se alongavam e seus órgãos mudavam de lugar para abrir novas expansões em sua anatomia alienígena. Não havia sido fácil. Durante os três primeiros meses de trabalho, enquanto investigava as manifestações de grupos extremistas, ele mal havia ido à campo, sendo comumente visto apenas com uma bengala mancando pelas propriedades do duque. A outra contratada, Annastriana, uma estranha elfa que louvava à Tenebra, eram quem fazia a maior parte dos trabalhos de campo. Para Sabbah, ficavam as estratégias e estudos.

No quarto mês, sua mudança estava completa. Havia envelhecido quase dez anos naquele espaço de tempo, uma experiência que seria traumática não fosse sua própria natureza. E sua dedicação aos estudos havia lhe concedido uma nova abordagem para campo. Sua mente sempre se destacara por sua inteligência e capacidade de aprender como outros faziam coisas apenas às assistindo. Compreensão absoluta e imediata, ele dizia. Mas ninguém esperava que em sua primeira missão à campo pelo duque ele manifestasse as armas que a elfa utilizava, estranhos arcos laminados de punho invertido, e os utilizasse com a mesma graça e capacidade da agente.

Os próximos seis meses haviam sido investidos nas operações com dedicação quase total. Ataques noturnos junto de Annastriana à galpões, interrogações à soldados partidários inimigos, captura e execução de líderes. Ele fazia um nome para si mesmo, não mais como Sabbah, mas como Konrad. E ele não podia negar, gostava disso. Momentos livres eram passados imersos em estudos sobre seus próximos objetivos ou discussões religiosas e táticas com a elfa negra. Ela odiava quando ele falava em goblinoide, o que apenas o dava mais motivação para falar naquela língua. A veia cruel se manifestava de outras formas agora, o passado quase psicótico deixado para trás. A surpresa para ele foi se envolver mesmo que brevemente com a companheira de trabalho. Uma piada no ducado era que se os dois não estavam em campo, estavam na cama um do outro. Boatos esses que Konrad sempre fazia questão de negar, a nova sensação de vergonha lhe sendo ao mesmo tempo, cômica e incômoda. Mas era verdade. Boa parte de seu tempo ainda era passado em seu mais novo objetivo. Sua mais nova ambição.

Crânio Negro.

Tudo começara com um sonho. Ele se vira no vermelho. Na Tormenta. Para ele, aqueles sonhos eram comuns, claro. Sempre o haviam acompanhado. O que era lefeu atraía os seus. A tentação era difícil de ignorar, mas seu lado artoniano cobria aquilo com seu ódio pela tempestade. O individualismo exacerbado de Konrad esmagava o coletivo lefeu, e assim ele se virava contra a Tormenta que era parte de si. E aquilo se manifestava no sonho. Ele via a armadura. Ela estava limpa, separada em peças para ele. Ele se despia de sua própria, e então à colocava. Se sentia bem com isso. Completo. Como se ela houvesse sido feita sob medida para monstros como ele. Pessoas que queriam esquecer partes de si, partes de suas vidas antigas. Mas ali, Konrad triunfava sobre o que era lefeu novamente. Ele ouvia as voes novamente, mas agora, ele as respondia pela primeira vez. Com ódio. Trajado como o grande algoz, ele se virava contra a Tormenta. Arton corrompia. O indivíduo lefou tomava para Arton o que havia sido do coletivo lefeu. Se o inimigo podia fazer aquilo, Arton também podia. E então ele acordava. E o que havia sido iniciado como um sonho, virava uma ambição.

Um segundo Crânio Negro. Virado contra a Tormenta e os inimigos de Arton.

Em sua mente, ele tinha de cumprir aquele papel. Após o fim de sua missão, com a execução da liderança local do culto via um massacre particularmente sangrento, com seu nome e nobreza originais restituídos e seu breve relacionamento com a elfa encerrado, Konrad von Merovech partiu em direção à Kannilar para continuar seus estudos na disciplina que agora era praticante como Cavaleiro Arcano. Os yudenianos não gostavam do forasteiro não-humano que havia aprendido sozinho suas artes e agora vinha se aperfeiçoar, mas aquilo apenas o deixava mais satisfeito. Yudenianos eram, em sua maioria, um povo desprezível, então irritá-los era um bônus.

E agora, ele se via diante daquela situação de novo. Ajustou os cabelos brancos que agora passavam de seu pescoço e olhou de soslaio para as figuras. Não seria a primeira vez, nem a última. Tinha de evitar matá-los ou feri-los, porém. No primeiro acidente do tipo, quase fora preso por resistir à um ataque físico com violência. Apenas testemunhas e documentos assinados pela própria Shivara haviam o protegido.
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- E se eu me recusar?
Ele já sabia como aquilo terminava. Sempre era assim. Yuden era um lugar detestável às vezes. Fechou o tratado do general tapistano Abellardus "Sobre a Travessia das Uivantes", marcando na memória aonde estava parado. Se eles assim queriam, não podia fazer muito. Não tinha intenção de derramar sangue naquele dia, porém. Podia apenas sumir. Não seria a primeira vez.
Zaubers preparados: Stahlija II x4 (8 PM), Stahlija I x4 (4 PM), Argentum (1 PM), Sobieski (1 PM)

Re: Traidores da Pátria

Enviado: 30 Ago 2019, 00:25
por Toyoda
Chao Fan andava sem destino, apenas em busca de novos desafios e mais aprimoramento.

Porem, em sua andança se depara com um clássico saque.
Pobres homens, seus algozes não tiveram o mínimo de respeito de ao menos queimar os cadáveres.
ChaoFan炒饭
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Tss... O que é isso?...
Então andou na direção espantando os corvos
ChaoFan炒饭
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Vamos, me deem licença. Hum...
Resmungou aproximando-se dos cadáveres.
Procurou em um ali perto por algum tipo de identificação. (caso encontre identificações militares, as pega).

Olhou a volta, nada por perto, não havia sinal dos cavalos. Pensou no seu tempo, e nada o fazia ter pressa no momento, apesar de sempre andar rápido.
ChaoFan炒饭
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Pois bem, tiveram sorte hoje... Vão receber um enterro...
ChãoFan se questionava o que poderia ter sido aquele saque. O que aqueles possíveis militares estariam carregando? De onde vinham e para onde iriam? Mas ele de nada sabia, apenas que parecia um saque encomendado. Não havia uma bota faltando, ou roupas deveras reviradas. Tinha um pressentimento estranho, não parecia um saque qualquer.
Então procurou por ali por uma pá. Tomou um belo gole de seu aguardente, e começou a juntar os cadáveres em linha, lado a lado.
Tomou a pá firme em mãos e começou a cavar uma grande cova comunitária.

Após algumas horas, com sua cova pronta, colocou um a um, e fez uma prece rápida a Ling Wu.
ChaoFan炒饭
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Que o Sábio Ling Wu leve vocês que tiveram uma morte honrada em batalha.
E então joga pá por pá de terra por cima dos cadáveres e depois derrama um tanto de sua aguardente por sobre o recém formado morro.

Olha rapidamente se tem algo para mastigar e beber dentre os restos das carroças, e vai na direção que parece que as carroças vieram com as identificações guardadas.
Já que rumo não tinha, levaria elas para a próxima cidade para acalentar as famílias dos pobres falecidos soldados.
Toma um belo gole de um odre de vinho que encontrará solto na bagunça, e morde um pedaço de carne desidratada de viagem.
ChaoFan炒饭
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O que essas terras me trazem?

Re: Traidores da Pátria

Enviado: 02 Set 2019, 10:24
por DiceScarlata
AGATHA ROCKFELLER
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*A entrada na taverna veio acompanhada de um estrondo na porta e um olhar estoico de pedra para os que a desafiaram um duelo de olhares. Um manto cobria de maneira imponente metade de seu corpo, dando um ar de força e nobreza. Mas propositalmente, o que importava ficava a mostra do outro lado: Espada, escudo e um cinto de troféus daqueles que havia derrotado: Uma presa de algum carnívoro, um tufo de cabelo loiro - provavelmente éfico - a imagem tribal de um grifo, um amuleto de uma fênix e alguns outros penduricalhos*

*Propositalmente também, o chacoalhar daqueles penduricalhos atraia atenção. E isso lhe fazia sorrir*


- Estrangeiros.

*Começou ao se sentar em uma cadeira, que foi arrastada bruta o suficiente para riscar o chão*

- Estamos desafiando o mundo, para moldá-lo ao que deve ser. E mesmo assim, há estrangeiros por toda parte em nossa pátria amada.

*Encarou o taverneiro do outro lado do balcão, sinalizando o tipo de bebida forte que queria*

- Você gosta de estrangeiros, taverneiro? Ou ama Yuden?

*Deixou a tensão se estender por um minuto e depois sorriu *

- Hail Yuden.

*Recebeu seu copo o qual virou de uma vez só e ficou em silêncio por um tempo, observando o movimento da taverna, jazendo imponente como alguém que não deseja brigar, mas que se o fizesse, seria para matar. Em determinado momento, quando pediu sua segunda dose, ofereceu umas moedas a mais*

- Sua bebida estava deliciosa. Parece ser hábil com o que faz, então vejamos se sua mente é igualmente afiada. Um espadachim vermelho, um arqueiro branco e um lanceiro negro. Me diga o que sabe sobre eles e receberá não apenas minha minima afeição, mas mais algumas moedas para pesar no bolso.

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*O processo todo foi bem complicado. Desde que chegara a Yuden, tudo a convidava a batalha. A marca dos bárbaros do grifo, que a ensinaram a acender a "fúria" dentro de si. A marca de fênix, simbolizando seu compromisso com a vida e com o futuro. Seus cabelos vermelhos. Sua atitude positiva. Talvez estivesse viva por uma única razão: Aparentava ser uma guerreira e era humana. Isso valia muito em Kannilar*

*Por sorte, Angra aprendeu muitas coisas em suas andanças e não apenas como lutar.*

Cigana
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- Escute, Cabelos de Fogo. Aqui em Portsmouth, não apenas os magos são perseguidos, mas também todos aqueles capazes de tornar a vida um pouco mais mágica e bela. Nós a bruxas da névoa, éramos originalmente artistas itinerantes, vendendo ilusões agradáveis para os cinco sentidos. Mas a inquisição nos caçou e nos matou e por tivemos de aprender a iludir quem somos também. Hoje estamos por toda a parte. Esposas, cozinheiras, faxineiras, guerreiras e até nobres. Mas nossa tradição ainda vive. Nos reunimos em nosso coven e semeamos nossos rituais, nossa história e alegria de quem realmente somos. Somos nossas máscaras, mas nunca escravas delas. Hoje você também, é uma de nós, irmã. Bem vinda a névoa.
*Diferente de aprender a lutar como uma bárbara ou paladina, ser uma artista da névoa pareceu muito mais... Certo, para Angra. Transformava o som de suas palavras em fogo no coração dos que a ouviam, os fazendo mais fortes. Mas um dos melhores truques era a arte do disfarce. Tanto através da magia, quando de técnicas estéticas. Agatha Rockfeller nasceu deste último*

Angra dos cabelos de fogo
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- Vamos começar, irmãs...


*O primeiro passo era o "trabalho de atriz". Estudar a personagem que estava prestes a nascer. Como bruxa da névoa (lê-se barda), aprendeu a obter conhecimentos diversos das maneiras mais sutis. Coletou informações sobre familias, história local, comportamento dos residentes, cultura yudeniana e o tudo o mais que pudesse, processo que lhe consumiu certo tempo. Depois, solitária e longe da cidade, ensaiou*

*Aprendeu um novo jogo de corpo, pequenos tiques e imperfeições comportamentais, modo de andar e intenção de fala. Era talentosa, então em pouco tempo, a parte interna estava completa. Restava externa, ou melhor a estética. Usando o último presente de sua mestra (Agatha, era seu nome, por sinal), iniciou o processo de "figurino" . A natureza era impressionante, pois eram possível conseguir as cores mais diversas apenas com algumas folhas, terra e água.&

*Em pouco tempo, seu cabelo estava escurecido, as linhas de seu rosto afinadas e sua armadura ganhara um tom completamente escuro. Cabelos de Fogo desaparecera na névoa e quem surgira dela, fora Agatha Rockffeller


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*Agora era uma Yudeniana. Misturar-se como uma aliada, a ajudaria mais a obter informações sobre o lanceiro negro do que intrometer-se como uma estrangeira. Ao falar com o taverneiro inventou mais dois nomes: Espadachim vermelho e arqueiro branco. Nomes inventados, claro. Se o taverneiro contasse qualquer história sobre esses dois o ligando ao terceiro (o lanceiro) saberia que era mentira. Se ele apenas negasse ter ouvido falar dos outros dois, poderia acreditar na informação. *

*Seu temor, era que ele não soubesse nada sobre os três, apesar...*

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AGATHA ROCKFELLER
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- E então ?