Celestiais em 3D&T


Na Cidade das Cidades, super-heróis, lutadores, robôs, vampiros e agentes secretos andam lado a lado — e a aventura nunca termina!

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Mensagem 25 Fev 2017, 13:41

Re: Celestiais em 3D&T

HISTÓRIA CELESTIAL

O PRINCÍPIO DOS TEMPOS

Para compreender a história do Éden, é preciso compreender não só a história da Terra como também as lendas de nossas origens. Embora na Terra seja importante conhecer fatos para se entender a história, aqui é preciso entender lendas... não há como explicar o sobrenatural, afinal de contas, embora possamos compreende-lo.

Não sabemos ao certo como era a Criação antes de nossa existência... sabemos apenas que os Celestiais surgiram após o surgimento da humanidade. É dito que, quando os humanos surgiram, as entidades das trevas e das luz passaram a clamar as almas humanas para si. Segundo os primeiros Príncipes, eles nasceram há muitos milhares de anos... nem eles sabem ao certo, pois naqueles tempos não havia necessidade em se contar o tempo... mas é provável que eles tenham mais de 100 mil anos de idade...

Os sete primeiros Celestiais foram os Príncipes originais. Eles acordaram nus, cada um em uma parte separada do Éden, e com vagas memórias de suas vidas humanas anteriores. Cada um deles conta que, um dia após vagarem pelo Éden, eles foram visitados pela primeira vez pelos Guardiões, os seres de luz que falam conosco em sonhos.

Cada Príncipe foi ensinado de um modo diferente pelos Guardiões, de acordo com sua futura missão, mas todos eles concordam que os Guardiões disseram que antes da humanidade adquirir consciência, a Criação se baseava apenas no equilíbrio natural. Trevas e luz apenas atuavam na forma de dia e noite e cada um a governava em seu devido momento. Quando a humanidade surgiu um novo elemento foi instituído na natureza: alma.

Segundo se acredita, os espíritos da escuridão foram reunidos pela força opressora das Trevas e sacrificados para criar o Inferno... em seguida, foram coletadas diversas almas humanas — não se sabe o número com certeza — as alterou e desfigurou, mudando seu passado e tornando-as os terrores sem nome chamados Grandes Lordes — os supostos governantes do Inferno. Não sabemos quantos Grandes Lordes existem, nem seus nomes... apenas sabemos que assim surgiram os demônios...

Mas os espíritos de luz, que chamamos Guardiões, também se reuniram. Não se sacrificaram, mas ofertaram seu poder. Os mais fracos morreram ao fazê-lo... os mais poderosos, que eram poucos, tornaram-se apenas fantasmas, só visíveis em nossos sonhos... mas o poder que doaram permitiu-lhes gerar o Éden... os Guardiões sobreviventes escolheram sete almas humanas e entregaram seu próprio poder a elas. Liderados por Metraton, os espíritos da Luz assumiram o papel de conselheiros destes novos seres.

Essas sete almas são os Príncipes. Os sete mais poderosos Celestiais.
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Mensagem 25 Fev 2017, 13:43

Re: Celestiais em 3D&T

OS SETE PRÍNCIPES

Hoje chamamos os Sete pelos nomes de Ariel, Fanuel, Gabriel, Lucibel, Miguel, Rafael e Raguel. Seus nomes originais eram diferentes, mas isso não importa... estes são os nomes deles na Hoste, a Corte Ocidental. Eles os ganharam devido ao contato com as tribos originais que formariam os Hebreus e cada um de seus nomes é um título que mostra a sua missão.

Quando renasceram no Éden os Príncipes ainda eram ignorantes quanto à sua missão e o grande poder que possuíam os fez esquecerem suas vidas como mortais. Como crianças sem resposta eles vagaram até serem visitados pelos Guardiões em sonhos. Cada Príncipe foi ensinado nos caminhos do Éden e na grande missão que eles teriam. Por fim, os Guardiões pediram que cada um deles fosse à Terra e vagasse até que escolhessem a missão que melhor lhes serviria.

Por muitos anos, cada um dos Sete Princípes andaram pela Terra, pelas áreas selvagens e por tribos primitivas, por pequenas vilas e por áreas remotas... até que Miguel, avisado pelos Guardiões, procurou os outros seis e os guiou de volta ao Éden. Pela primeira vez os Sete Príncipes se encontraram – na base da grande torre que hoje chamamos Sancta Turrim.

Lá, diante das almas de milhares de mortos que tinham alcançado o Éden, os Sete conversaram. Cada um deles contou o que viu e aprendeu, e cada um deles mostrou o poder que desenvolveu, contando que missão eles tinham escolhido.

Miguel, que reuniu os Sete, disse que ele iria liderar seus irmãos, que iria organizar os vários grupos de Celestiais que se formariam, e que desta forma poderiam agir em conjunto contra o Inferno. Ele enfatizou que o poder que possuíam devia ser distribuído para aqueles que necessitassem e mostrou suas habilidades nesta área, tendo criado a Palavra do Poder e fundando os Coroados.

A enérgica Ariel mostrou sua afinidade com o mundo natural, revelando que viajaria pelos cantos mais longínquos, usando seus talentos integrados à natureza intrínseca, sempre aprendendo mais, trazendo ajuda aos locais que visitasse e informando os Celestiais de suas descobertas. Ela criou a Palavra da Natureza como um reflexo de sua alma e fundou as Potências.

O sério e temperamental Raguel, por sua vez, disse que os elementos primordiais da Criação seriam seus domínios, que iria usá-los para trazer prosperidade aos povos merecedores e punição aos que desrespeitavam o que é natural. Ele criou as quatro Palavras dos Elementos e fundou os Vingadores.

Gabriel contou a respeito dos demônios que encontrou e enfrentou, de como eles eram perigosos e poderosos, e mostrou a velocidade e resistência marciais que criou para destruir as abominações infernais. Ele disse que treinaria os guerreiros que enfrentariam o Inferno, criando a Palavra da Guerra e fundando os Santos Guerreiros.

O pensativo e planejador Lucibel então revelou que sua missão seria proteger a humanidade. Enquanto Gabriel caçaria os demônios, Lucibel iria impedir que os demônios que escapassem pudessem prejudicar as pessoas. Ele criou a Palavra da Proteção e fundou os Protetores.

Rafael então revelou que não apenas os demônios ameaçavam a humanidade... que doenças, infecções e ferimentos impediam que muitos vivessem... ele demonstrou suas habilidades de cura e revelou que iria tratar para que os humanos vivessem vidas mais longas. Criou a Palavra da Vida e seus aprendizes passaram a serem chamados Santificados.

Por fim, Fanuel olhou seus irmãos e revelou que mesmo sob a liderança de Miguel, ainda podia haver injustiças e desentendimentos. Ele disse que iria cuidar para que não houvesse disputas entre os Celestiais e que cuidaria para que nenhum deles se corrompesse sem ser punido. Fanuel demonstrou conseguir ver as verdades ocultas e impor condenação aos criminosos, dando origem aos Magistrados.

A história do Éden começa a partir deste momento.
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Mensagem 26 Fev 2017, 16:47

Re: Celestiais em 3D&T

A REVOLTA DE LÚCIFER

Dezenas de milhares de anos se passaram... as guerras entre Éden e Inferno ocorriam constantemente, mas em pequena escala... era a Era Lendária em que erguiam-se cidades e civilizações que os historiadores humanos nem sequer sabem que existiram, embora alguns suspeitem... Tanto celestiais como infernais eram tratados como deuses pelas tribos mortais e respeitados como tal. As áreas selvagens eram território de bestas fantásticas, hoje extintas na Terra (mas sobrevivente em outros planos)... e os primeiros Horrores Além do Abismo começavam a surgir.

Foi então que ocorreu um dos eventos mais lamentáveis para o Éden... Príncipe Lucibel dos Protetores se deixou levar pelo orgulho e se viu como um senhor divino para os mortais. Sob suas ordens, os Protetores passaram a dominar vilas e tribos humanas, a interferir em suas vidas diretamente.

Fanuel chamou seu irmão e perguntou os motivos para agir contra os Mandamentos Celestiais. Lucibel explicou que ele tinha visto que, controlando os mortais, era mais fácil vencer o Inferno e impedir a corrupção. Seu orgulho o fez ver os mortais como um rebanho a ser subjugado para o próprio bem deles. Fanuel ordenou que Lucibel parasse com a loucura, mas Lucibel apenas saiu de sua presença.

Embora no início a dominação fosse benevolente, as revoltas começaram a aparecer e crescer. Algumas eram geradas pelo Inferno, mas outras eram motivadas por razões justas, pelo desejo natural do ser humano de controlar sua própria vida. Os humanos governados pelos Protetores começaram a buscar ajuda em outro lugar. E encontrou criaturas prontas a oferecerem tudo sem nada pedir em troca, exceto algo intangível, “alma”. Milhares foram condenados porque não podiam mais confiar nos celestiais e buscaram as Trevas por ajuda. Mas Lucibel se recusou a ver isso.

O Éden então se uniu contra as ações do Príncipe da Proteção. Na Terra invadiram as vilas controladas e aprisionaram os Protetores, levando-os ao Éden. Lucibel revoltou-se contra essa atitude, iniciando ataques contra as outras Palavras e as almas no Éden. Vendo que Lucibel havia se corrompido, os demais celestiais reagiram e houve guerra no Éden.

A revolta durou anos, embora ninguém saiba o tempo exato, até que Lucibel foi encontrado e enfrentou Gabriel. Quando o Príncipe da Guerra estava prestes a destruir seu irmão rebelde, Fanuel o impediu dizendo que havia sido instruído pelos Guardiões sobre uma punição maior e mais justa para o revoltoso.

Lucibel e os Protetores foram julgados por Fanuel e o Conselho do Firmamento – composto por todos os Príncipes e Serafins. Quando Lucibel se mostrou arrogante demais para pensar nas consequências de seus próprios atos, Fanuel revelou uma punição nunca usada antes. Ele condenou os revoltosos a Decaírem e a permanecer na Terra, entre as próprias pessoas que eles prejudicaram e vivendo como elas, até que tenham se arrependido completamente e aprendido com seus erros. Fanuel também revelou que eles seriam vigiados e, se preciso, Obliterados caso se corrompessem ainda mais. Cada um dos condenados teve suas asas violentamente arrancadas e foram então atirados em diferentes pontos da Terra, nus e sós, para que refletissem sobre os caminhos que escolheram. Assim surgiram os Anjos Caídos. E a partir desta condenação Lucibel passou a ser chamado Lúcifer.

Nem todos os Protetores permaneceram ao lado de Lucibel, porém. Muitos lutaram ao lado das demais Palavras e foram poupados da condenação. Devido à queda de seu Príncipe, porém, esses celestiais tiveram de se unir às demais Palavras. Alguns poucos se recusaram, passando a viver reclusos no Éden, não se atrevendo a vir à Terra devido à ameaça representada pelos Caídos e não se revelando aos demais celestiais devido ao temor que inspiram.
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Mensagem 26 Fev 2017, 16:49

Re: Celestiais em 3D&T

A ERA ANTIGA

Historiadores Celestiais consideram a Queda dos Protetores como o marco do final da Era Lendária. O conflito durou anos e se arrastou pela Terra e pelo Éden, envolvendo tanto celestiais quanto almas puras e até mortais. Enquanto os recursos edênicos se voltavam para o conflito os Infernais, Horrores e outras ameaças à Humanidade ficaram livres de supervisão e prosperaram. E, embora nem todo infernal busque caos e destruição, é um fato de que tais elementos são parte intrínseca das Trevas. As grandes civilizações mergulharam em desordem e destruíram a si mesmas. Atlântida afundou no oceano, Corazim foi arrasada por Raguel, Meru corrompeu-se além de qualquer civilização e ruiu diante de uma guerra civil. Outros reinos também desapareceram. Foi o fim de uma era e a Humanidade regrediu, conhecimento misturando-se com superstição e analfabetismo ressurgindo enquanto a magia corroía as evidências de sua passagem.

E conforme esta Era ia chegando ao seu fim novas Palavras começaram a surgir. Seus fundadores eram novos Príncipes, que haviam sido eleitos pelos Guardiões para serem mais do que simples Celestiais. O primeiro da nova geração foi Raziel, que fundou os Artífices, um Clero baseado nas idéias e inovações humanas.

Os Artífices (atualmente mais conhecidos como Tecnoanjos) não foram os responsáveis pela evolução tecnológica e social humana, claro, mas com certeza eles ajudaram muito, disseminando conhecimentos e acompanhando o surgimento de novas civilizações. A Era Antiga trouxe grandes civilizações na Mesopotâmia, no oriente e no Egito – todas essas civilizações foram de grande importância.

Aliás, no Oriente, por volta desta época, os Juramentados se formaram, sob o comando de Bishamon, o segundo Celestial a se tornar Príncipe. Bishamon era um Santo Guerreiro, mas determinou que suas terras natais estariam sob sua proteção. Foi graças a isso que os Celestiais se dividiram em Cortes, pois os celestiais das terras de Bishamon se reuniram na Sublime Corte de Jade, sob seu comando.

O terceiro Celestial a tornar-se Príncipe foi Uriel, embora certos historiadores dizem que ele foi o segundo. Não temos certeza quanto a isso, só sabemos que Uriel se revelou aos outros Príncipes após Bishamon, mas não há como saber quando exatamente ele foi elevado. O Príncipe do Conhecimento foi o mais sábio de todos os Celestiais e seus aprendizes foram também chamados Sábios.

Note que não estou dando datas – isso é irrelevante. O surgimento das três novas Palavras ocorreu muito antes do que a história humana consegue relatar – os humanos dizem que a cidade mais antiga se formou há 7000 anos, mas a verdade é que havia outras antes. Essas pequenas cidades foram os precursores das grandes civilizações do passado.
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Mensagem 27 Fev 2017, 17:49

Re: Celestiais em 3D&T

AS GRANDES CIVILIZAÇÕES

A partir de 4000 a.E.C., em locais como Egito, Mesopotâmia, Pérsia e no Oriente grandes reinos estavam se formando na Terra. Com os reinos, surgiam novas tecnologias, novos conhecimentos e novas religiões. Os Celestiais sempre estiveram preocupados com o desenvolvimento da humanidade e, infelizmente, os demônios e os Anjos Caídos também. Essas civilizações foram grandes campos de batalha entre Céu e Inferno. Enquanto isso os Anjos Caídos apenas ficavam à parte, vivendo entre os humanos e observando os eventos.

Sobre a Mesopotâmia irei falar adiante, pois esta região foi onde ocorreu a maior guerra que Éden, Inferno e Terra já presenciaram. Ao invés disso contarei a respeito de outras civilizações importantes.

O Egito, por exemplo. Uma civilização grandiosa, repleta de conhecimentos, mas mergulhada em caos. Os Celestiais e demônios mantinham-se ocultos no Egito, apenas observando e às vezes lutando entre si. Mas o Egito era uma terra que havia herdado vastos conhecimentos da caída Atlântida e os magos humanos dominavam este território, com poderes que lhes permitiam rivalizar com Arcanjos e Infernais poderosos. Apesar disso tivemos muitos aliados ali, assim como grandes inimigos aliados ao Inferno.

Os Hebreus, por outro lado, foram de grande importância para nós. Muitos Celestiais mantém pactos antigos com o povo hebreu e acompanhamos a evolução dos israelitas até os dias atuais. Os hebreus conheciam muitos segredos sobre o Éden e o Inferno, mesmo que este conhecimento fosse um tanto deturpado. Eles foram protegidos por nós, embora os infernais tenham tentado destruir nossa influência mais de uma vez. Infelizmente os antigos pactos entre Éden e o povo hebreu se perderam com o tempo e hoje apenas alguns rabinos cabalistas ainda parecem lembrar-se de nossa antiga aliança.

E os Persas! Como esquecê-los? A Pérsia era um dos maiores campos de batalha entre Infernais e Celestiais! Apesar das tentativas demoníacas, nós os mantivemos sempre nas sombras, impossibilitados de expandir sua influência perversa. Inclusive um mago chamado Zoroastro descobriu muitas verdades sobre a Guerra Pela Salvação e criou a religião Mazdeísta, contando a batalha entre Luz e Trevas, mas dando-lhes os respectivos nomes de Spenta Maineyu e Angra Maineyu. Zoroastro e a ordem de magos que passou a segui-lo foram grandes aliados do Éden, um dos pouquíssimos grupos de mortais que tinham acesso aos nossos segredos. Eles nos ajudaram a influenciar os governos persas ao longo das gerações de monarcas, impedindo que qualquer demônio pudesse controla-la por muito tempo.

Outros povos também estiveram sob influência infernal, como os Fenícios. O Inferno corrompeu a religião e as crenças fenícias a ponto de haverem sacrifícios de crianças em nome de supostos deuses que na verdade eram entidades infernais ou mesmo de Horreres Além. Vampiros proliferaram entre eles e nós os enfrentamos, mas foi uma luta pequena se comparada ao que ocorreu na Mesopotâmia.

Por fim, os gregos. Nem Éden nem Inferno se envolveram com os gregos em larga escala. Ambas as potências tinham influências na Grécia, mas nenhum dos dois chegou a ter real hegemonia. A Grécia foi uma civilização de conhecimento e desenvolvimento e tanto celestiais como infernais mais observavam ocultos do que agiam. No oriente, dinastias e civilizações também eram formadas – mas eu sinto muito, não tenho muita informação sobre as terras além da Pérsia. Não que eles não sejam importantes, mas sim porque me concentrei no ocidente. Apenas sei que entre 2000 e 2300 anos atrás surgiu a Palavra da Sombra no oriente, criada pelo quarto celestial a se tornar Príncipe, Si-ming. Mas os detalhes de sua ascensão me escapam.
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Mensagem 27 Fev 2017, 17:52

Re: Celestiais em 3D&T

A GUERRA DIVINA

O maior dos conflitos da Antiguidade foi travado nas sombras. Chamamos de “Primeira Guerra Divina” e ocorreu na Mesopotâmia, durando mais de 1500 anos. As origens da guerra estão nos povos sumérios que habitavam a Caldéia e criaram grandes cidades como Ur , Uruk, Nipur e Lagash. Como em outras civilizações, os sumérios atraíram as atenções de Éden e Inferno. Assim como foi no Egito e na Grécia, nós mais observávamos do que agíamos – e quando o fazíamos, era de forma oculta e longe das vistas mortais.

O problema é que com o tempo a influência infernal começou a crescer na área, em parte ajudados por vampiros. Ambos os lados começaram a agir com mais frequência, e nós fomos pegos de surpresa. Os demônios tinham grande presença entre os acádios e com a ajuda infernal o Império Acádio dominou os sumérios, abrindo caminho para os demônios nos expulsarem da Mesopotâmia.

Por dois séculos nós resistimos à presença demoníaca. Nosso conflito se refletiu nas revoltas que ocorriam na sociedade mortal e que causaram a queda daquele império. Isso apenas permitiu que o povo amorita estabelecesse sua hegemonia na região e as lutas seguiram-se entre mortais até que a Babilônia de Hamurábi ergueu-se sobre todas, conquistando da Assíria até a Caldéia, unificando os povos mesopotâmicos sob o império babilônico. A partir de então, houve apenas guerra entre infernais e celestiais.

A Guerra Divina se iniciou pequena. Os celestiais a princípio obtinham a dominância no Império Babilônico, vigiando-o contra a presença infernal, mas os demônios se mostraram mais espertos. Eles esperaram, criando seguidores e espalhando o infernalismo pela Babilônia, criando pragas e maldições. Assumindo nomes de divindades daquele povo, os infernais prosperaram sem que notássemos isso. Quando legiões de infernalistas começaram a dominar lentamente o Império, as violências começaram. Os servos do Inferno levaram a uma nova onda de rebeliões e conflitos internos. Estes conflitos apenas disfarçavam a verdadeira guerra, onde milhares de infernais e Celestiais combatiam entre si. Legiões de celestiais desciam à Terra, destruindo seitas inteiras de infernalistas. Os combates fizeram o Império Babilônico ruir – e permitiu o surgimento de um novo terror.

Os assírios, um povo do norte da Mesopotâmia, estavam sob o domínio de vampiros e demônios. Aproveitaram-se do caos que se instalava na Babilônia e dominaram cidades, escravizando suas populações. Sob o domínio infernal, a crueldade assíria apenas aumentou. Os conflitos entre Éden e Inferno, até então ocultos, tornaram-se verdadeiros banhos de sangue sob a luz do luar. As forças da Luz desciam para libertar as cidades dominadas, mas os exércitos de infernalistas e seus mestres demoníacos pareciam capazes de enfrentar qualquer oposição.

Entretanto o Éden prevaleceu. Dezenas, talvez centenas, de milhares de demônios e celestiais pereceram nos diversos conflitos, mas os Assírios caíram do poder em 612 a.E.C. Os babilônicos mais uma vez dominaram a Mesopotâmia, sob o comando de Nabucodonosor. Por um curto período de quase 50 anos houve paz – ou assim pareceu.

A verdade é que Nabucodonosor era um escravo infernal, um fantoche nas mãos de um ser muito poderoso. Ele aprisionou os hebreus na Babilônia, extraindo os segredos que eles possuíam sobre os celestiais, e permitiu que hordas infernais se ocultassem sob a proteção do Estado. Muitos celestiais não desconfiavam do que acontecia, com exceção de Uriel e seus discípulos. Os Príncipes tiveram horríveis pesadelos na noite em que Nabucodonosor morreu e os Guardiões sussurraram nos sonhos de todos os celestiais que um grande mal estava se formando na Terra.

Foi o Príncipe Miguel quem percebeu que um mal terrível do Inferno estava manifestado no mundo material. Legiões de demônios estavam surgindo novamente na Babilônia, tentando mais uma vez manipula-la. Sob a aparente prosperidade trazida por Nabucodonosor estavam Nodos Infernais e cultos infernalistas.

Para encerrar de uma vez por todas a guerra, Miguel usou sua influência entre os magos persas, fazendo com que o Império Persa dominasse a Babilônia em 539 a.E.C. Ocultos pela guerra mundana estavam os Celestiais destruindo os cultos infernais na área.

Tudo deveria ter terminado, mas a guerra ainda duraria mais 200 anos. Misteriosamente, os magos persas e seus governantes foram sendo rapidamente corrompidos. Uriel convocou o Conselho do Firmamento e avisou que a criatura que veio à Terra no dia da morte de Nabucodonosor ainda estava lá, usando seus poderes para destruir as influências celestiais entre hebreus e persas. E revelou que a criatura era Leviatã, o Grande Lorde do Sangue, e que a morte de rei babilônico foi uma farsa, pois o demônio há muito habitava o corpo do ex-governante da Babilônia.

Os celestiais, na luta contra os demônios, incitaram diversas revoltas na Pérsia e em 330 a.E.C. ajudaram os macedônios a conquistar o Império Persa. Ao mesmo tempo, Uriel e Gabriel guiaram pessoalmente uma legião de Serafins e Arcanjos a um templo subterrâneo criado por magos corruptos onde finalmente confrontaram Leviatã e seus poderosos seguidores.

Enquanto os Arcanjos e Serafins confrontavam os arquimagos, vampiros anciões e demônios de alta casta que guardavam o templo, Uriel e Gabriel percorreram os corredores até uma câmara onde Inferno e Terra eram um. Os Príncipes sentiram-se enfraquecidos naquele local, onde Nabucodonosor os confrontou. O corpo morto do rei se partiu e cresceu, revelando a imensa forma draconiana de Leviatã.

A batalha que se seguiu provocou tremores e criou vastas cavernas nas profundezas da Terra. Mesmo enfraquecido Gabriel confrontou Leviatã enquanto Uriel apenas observava. O Grande Lorde de Sangue parecia ter vantagem até que Miguel se manifestou no local e usou sua Palavra para dar poder ao seu irmão. Agora equiparados, Gabriel e Leviatã continuaram a combater sob a terra até que a espada do Príncipe da Guerra decepou a cabeça do Grande Lorde.

Quando a poderosa alma de Leviatã escapou do corpo decapitado, pesadelos tomaram a mentes de todos os adormecidos nas Terras e em outros planos. Gabriel absorveu a alma do Grande Lorde, em um confronto mental que durou horas, mas finalmente a criatura estava morta. Os pesadelos que atormentaram a Criação devido à luta permaneceram por muitas semanas, mas a guerra que durou mais de 1500 anos finalmente havia terminado.
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Mensagem 04 Mar 2017, 15:53

Re: Celestiais em 3D&T

ROMA E A SEGUNDA GUERRA

Após a destruição de Leviatã as forças infernais tornaram-se muito mais sutis em seus atos, evitando qualquer demonstração direta de poder. Suas influências estendiam-se pelos domínios fenícios, por Cartago e por Roma. Conforme o Império Romano cresceu, os demônios prosperaram, mas não foram os únicos... Roma foi um paraíso para os infernais, os sanguessugas e os Horrores do Abismo, que proliferaram pelos seus recessos mais sombrios, reunindo seguidores e cultos.

A influência infernal começou a ser quebrada em Roma através de religiões orientais como o Mitraísmo, os Mistérios de Ísis e, principalmente, o Cristianismo. Os cristãos foram protegidos por Celestiais, especialmente por Rafael, e a isso deve-se a perseguição feita contra eles. Felizmente a religião prosperou, aos poucos conquistando o Império. Constantino finalmente a declarou oficial do Império e muitos dizem que o Imperador tinha visões inspiradas por Celestiais. A verdade é que Constantino era mitraísta, mas foi influenciado pela tradição de magos persas que serviam ao Éden, aceitando os conselhos deles e favorecendo o cristianismo, ideologia eleita pela Hoste, então Corte Celestial Romana (posteriormente a Corte Ocidental).

As crises sucessivas, a ascensão cristã e a fragmentação do império favoreceram muito os Celestiais. Enquanto Roma caía iniciou-se a Segunda Guerra Divina entre o Éden e o Inferno. Os Celestiais, liderados por Miguel e Rafael, invadiram Roma em massa, destruindo cultos infernais e demônios. Os Infernais, acostumados a séculos de poder em Roma, caíram facilmente. As invasões bárbaras, muitas vezes acompanhadas de ataques de lobisomens do norte, ajudaram a minar o Império. Sem Roma os infernais se dividiram e caíram.

A Segunda Guerra Divina não durou mais do que 100 anos, mas ao seu fim Roma era apenas uma ruína. As comunidades agrárias isoladas começaram a formar os futuros feudos e a Era das Trevas estava se iniciando. A leste ainda restava o Império Romano do Oriente, disputado tanto por infernais como Celestiais, mas na Europa nada mais da glória de Roma restava.
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Mensagem 04 Mar 2017, 15:55

Re: Celestiais em 3D&T

A ERA DAS TREVAS

A última batalha da Segunda Guerra não ocorreu na Terra, mas sim no Mundo dos Mortos. Os poderes desencadeados provocaram um grande choque nos mundos espirituais, fogos queimaram os reinos elementais e um grandes turbilhão de energia negativa devastou o Submundo. O Serafim Azrael, um dos pupilos de Uriel, peregrinava pelo Submundo nesta época e tomou parte na batalha em questão. Ao ver o caos que o conflito gerara entre as almas dos falecidos ele meditou profundamente e decidiu ajuda-los. Em menos de um século usou seu conhecimento sobre aquele plano e a energia negativa que o compunha para criar uma Palavra e ascendeu à condição de Príncipe da Morte.

Os Psicopompos marcam o começo da Idade das Trevas para os Celestiais. Com os demônios vencidos durante a queda de Roma muitos Celestiais passaram a tentar influenciar a Igreja Católica Apostólica Romana para que ela unificasse as comunidades separadas e pudesse iniciar um renascimento da humanidade. A princípio isso parecia estar funcionando, apesar da lentidão do processo, mas depois notamos que estávamos terrivelmente errados.

Sem que percebêssemos, vampiros, demônios e outras criaturas infiltraram-se ou já estavam infiltrados na Igreja, manipulando-a e corrompendo-a para seus próprios fins. Descobrimos, para nosso espanto, que a corrupção permeava cada instituição daquela época e que o Inferno não estava apenas se reerguendo como estava fazendo de forma tão sutil que não conseguíamos impedir seu avanço.

A guerra aberta parecia não ser mais a solução. O Inferno estava enganando-nos, aumentando seu poder sem ser visto, corrompendo a fé a seu favor. Outros seres estavam, conscientemente ou não, ajudando este avanço infernal. Foi quando o Príncipe Gabriel resolveu escolher um novo povo para poder confrontar a Europa corrompida.

Gabriel procurou Muhammad, um habitante da cidade de Meca, e o elegeu seu profeta. Assim nasceu a fé islâmica, que reuniu tribos díspares e venceu os terríveis demônios que dominavam a Arábia e cresceu conquistando povos. O objetivo de Gabriel era usar o Islã como uma religião que inspirasse fé renovada e pudesse com o tempo expulsar a corrupção que tomava a Europa. Infelizmente os demônios descobriram isso e incitaram as cruzadas. Para piorar isso dividiu os Celestiais, pois muitos ainda tinham esperanças na Igreja Católica e buscavam purifica-la. A Hoste rachou em duas facções políticas antagônicas.

A pressão de Éden e Inferno sobre os mortais, bem como a proliferação de seres sobrenaturais, fez com que os mortais tomassem medidas drásticas e a Inquisição foi criada, começando um dos períodos mais terríveis da humanidade, em que mulheres e crianças eram torturadas e muitos seres inocentes foram destruídos nas fogueiras da Igreja.

Divididos e preocupados com a Terra, os Celestiais não estavam preparados para o que viria a seguir.
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Mensagem 16 Abr 2017, 11:22

Re: Celestiais em 3D&T

ORDENS CELESTIAIS

No Éden, Ordens são organizações de celestiais reunidos com um propósito comum. Há vários tipos de Ordens. A Hisma’il é uma organização ancestral fundada pelo próprio Príncipe Gabriel composta por celestiais que sacrificam sua liberdade para estarem sempre prontos a servir Gabriel, sem questionar e sem temer nada, nem a Obliteração. Os Vigias formam uma rede de vigilantes que combate os crimes mundanos da melhor forma que podem – normalmente ajudando a polícia indiretamente, mas atuando de forma mais direta quando necessário. Eles também provêm informações para qualquer celestial que necessite, graças a seus conhecimentos sobre as ruas. Já a Libertas Inc. (antiga Sociedade dos Financistas de Libertatis) é uma ordem fundada no século XIX com o propósito de promover o desenvolvimento do capitalismo de forma mais humanizada, a serviço do bem-estar geral. E o Asas Escarlates, contemporâneo à Libertas, entende que o capitalismo é naturalmente opressor e não pode ser reformado – a única solução é a evolução para um sistema melhor. Embora as duas organizações sejam ideologicamente opostas, não se veem como inimigas e evitam entrar em atrito.

HISMA’IL

A Hisma’il foi fundada ainda nos primórdios da Histórica Celestial. O Éden valoriza o livre-arbítrio, mas Jibril (ou Gabriel) precisava de soldados totalmente leais, capazes de sacrificar tudo pela causa celestial. Ele reuniu um grupo de voluntários e os treinou com fervor durante anos, aumentando seu poder enquanto tornava-os fanaticamente leais a ele.

A organização já teve outros nomes, mas desde a ascensão do Islã passou a ser conhecida oficialmente pelo seu nome árabe: Hisma’il. Está estruturada em uma rígida hierarquia de cinco patentes. Os Fida’i (“aqueles que se sacrificam”) são os recrutas. Ainda estão passando por testes e provações e muitos não conseguem seguir adiante. Os fida’i são os únicos que ainda podem pedir “dispensa”, sair da Ordem, a qualquer momento.

Os Rafiq compõe a principal patente da Ordem, os soldados plenos. Não podem pedir dispensa, mas são convidados a reforçar seus juramentos a cada dez anos. Se optarem por não fazê-lo, são afastados da Ordem.

Os Silsila são Arcanjos escolhidos para ocupar cargos de comando, liderando os rafiq ou treinando os fida’i, e reforçam seus juramentos a cada cinquenta anos. Os Du’at são Serafins que servem como conselheiros do Mestre, o próprio Jibril. Ambos devem reforçar seus juramentos a cada cem anos, em uma grande cerimônia onde Hisma’il de todas as patentes são admitidos.

Exigências: Devoção (Hisma’il).

VIGIAS

A Ordem dos Vigias foi implementada há séculos no Oriente Médio e espalhou-se pelo Velho Mundo, chegando às Américas e outras regiões no século XVIII ou XIX. Seus membros são celestiais que se infiltram em organizações judiciais, policiais e, às vezes, até mesmo máfias, passando a monitorar a ação de criminosos (humanos ou não). Estão divididos entre Observadores e Agentes. Os primeiros monitoram as ocorrências em uma comunidade enquanto os segundos (em menor número) são responsáveis por atuar ativamente, caçando e combatendo os males. Os Vigias são fundamentais para manter o Éden informado do que ocorre no submundo criminoso da Terra.

Exigências: Investigação.
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Mensagem 28 Mai 2017, 17:18

Re: Celestiais em 3D&T

Voltando à carga com mais um pouco da História Celestial.

A TERCEIRA GUERRA

O Inferno não havia esquecido sua derrota em Roma. Eles apenas usaram a Igreja, corrompe-la nunca foi o objetivo. Eles inspiraram a Inquisição e nos fizeram voltar nossos olhos para a Terra, mas isso foi o pior erro que poderíamos cometer.

Começou pequeno, e ninguém notou antes que fosse tarde demais, entretanto o Éden descobriu no início do século XIII que também estava sendo invadido. Foi na noite em que Prístina se viu sob o ataque de demônios e continuou por quase um século.

Os demônios não eram capazes de nos confrontar de igual para igual e usaram de estratégias traiçoeiras para nos atacar. A intenção deles não era nos destruir, mas nos distrair para que tirássemos a atenção do que ocorria na Terra e nos voltássemos para a defesa de nosso próprio mundo.

As batalhas traiçoeiras envolviam usar Anjos Caídos infiltrados para provocar destruição, seguida de pequenos ataques a vilas e cidades. Incêndios, devastação, ataques repentinos na calada da noite... e sempre que mostrávamos resistência, os infernais procuravam desaparecer. A princípio eles eram apenas incômodos, mas aos poucos conseguiram nos enfraquecer e lançaram um ataque muito maior.

Foi no ano de 1300 que a horda infernal lançou sua grande ofensiva. Milhares de demônios surgiram das áreas selvagens à noite, provocando destruição em Prístina. Os ataques eram extremamente rápidos, causavam muita destruição, mas cessavam rapidamente, antes que oposição organizada pudesse impedi-los. Os ataques seguintes foram a Meca, onde hordas surgiam das areias do deserto, também utilizando a mesma estratégia.

Estas incursões guerrilheiras continuaram até que Uriel descobriu a origem e o objetivo dos ataques. O Príncipe do Conhecimento encontrou portais entre o Inferno e o Éden, gerados por forças desconhecidas. Com o apoio de Azrael, os Anjos do Conhecimento e da Morte se reuniram para um grande ritual que selaria, para sempre, o Éden. A batalha final da guerra ocorreu em 1312, quando estes celestiais realizaram o ritual sob o ataque dos infernais. As demais Palavras formaram uma resistência suficientemente grande para que os demônios não conseguissem interromper o procedimento místico. Desta forma, impedimos que os ataques demoníacos prosseguissem.

Infelizmente, os demônios tinham conseguido o que queriam. Prístina, Meca e vilas próximas estavam em ruínas e tivemos de voltar nossa atenção à reconstrução. Na Terra, estava ocorrendo o Renascimento e os demônios teriam conseguido manter e aumentar sua corrupção não fosse o inesperado surgimento de um novo Clero.
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