Briga em Família


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Mensagem 18 Fev 2018, 23:16

Briga em Família

    Introdução: Reunião

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Alguns meses se passaram após a derrocada de Zairon e o desfecho da busca pela espada de sir Gorboduc ao seu dono, o povo de Prado Verde. Maryanne e Millyan haviam, juntas, superado os desafios impostos pela famigerada Catedral Invertida sob a cidade de Vectora e superado o cruel elfo de cabelos prateados. Entretanto, a humana e a elfa obtiveram cicatrizes marcantes. Experimentaram os horrores da morte de entes próximos, as adversidades de se misturar no submundo criminoso. Os problemas, as dores, as vivências todas serviram para fortalecer o laço de amizade das duas e endureceram seus corações para o mundo de aventuras.

Entretanto, nenhuma das duas quis ficar muito tempo parada. Ambas partiram em pequenas buscas para descobrir mais sobre si mesmas.

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Maryanne viajou para o sul de Valkaria instigada pelas informações contidas no livro encontrado na Catedral Invertida. Escrito na língua dos dragões, a espadachim pretensa barda descobriu o estudo meticuloso de um sacerdote da morte interessado nos rituais dos dragões negros sobre a necromancia. Todas suas informações eram técnicas de origem religiosa, com dogmas e rituais profanos, nada de útil aos objetivos de Maryanne. Entretanto, o sacerdote teve o cuidado de referenciar suas pesquisas e assim a espadachim viajou para o sul, encontrando uma antiga biblioteca na Mata dos Galhos Partidos, uma região pequena, mas infestada de plantas tóxicas, cobras e insetos venenosos, lobos, javalis e pequenos felinos. Maryanne encontrou o lugar e descobriu que era guardada por um guerreiro formidável, com o corpo tomado por escamas, dentes afiados e asas coriáceas. Após um inevitável combate e uma vitória sofrida, a garota vasculhou pelos livros em busca das referências do sacerdote da morte. Infelizmente, boa parte dos livros estava destruído pelo tempo, o que fez a espadachim questionar a motivação daquele guerreiro dracônico. Maryanne descobriu uma passagem na biblioteca que levava a um pântano fétido e pelas inscrições nas paredes, havia uma capela antiga com os livros mais importantes naquela região. Porém, ao chegar no lugar, Maryanne descobriu que os livros estavam todos arruinados, afundados nos juncos para sempre. Não tendo mais o que fazer, a espadachim voltou para casa sem maiores informações.

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Em contra partida, Millyan se envolveu em uma busca espiritual. Desejosa em conhecer os dons de Glórienn, responsável direta por ajudá-las na vitória contra Zairon, a elfa arqueira buscou o paradeiro de Tillis Redwood, o antigo sumo-sacerdote de Glórienn. Através de seu vasto conhecimento da natureza e do rastreio, buscou incessantemente por meses para encontrar algum dos raríssimos templos da deusa dos elfos no continente norte. Porém, o que vira foi a escassez dos próprios elfos. Isolados e cada vez mais raros nas cidades humanas, o povo de Glórienn minguava. Porém, durante uma noite estrelada, Millyan recebeu uma visão em sonhos de sua tão amada deusa. Vestia seus trajes verdes tradicionais com detalhes arabescos em formato de folhas prateadas. Seus cabelos púrpuras, seus olhos tristes. E havia a hedionda coleira de metal puxada por uma corrente infinita vinda do céu. Glórienn ajoelhou-se para sua filha e agradeceu em lágrimas pela fé. Ergueu-se, entretanto, com olhos suplicantes falando que os elfos não precisavam mais sofrer, pois haviam encontrado um pai protetor. Millyan acordou no dia seguinte sabendo aonde deveria ir. Vagou, então, pelo perigoso Império de Tauron, onde os minotauros poderiam escravizá-la somente por ser uma elfa. Através de conversas escusas na calada da noite em becos duvidosos, a arqueira acabou não encontrando o rastro de Tillis, mas histórias divergentes. Alguns diziam que ele fora morto nas Guerras Táuricas, lutando pela liberdade de seu povo. Mas outros diziam que ele se ajoelhou perante Kelskan, o sumo-sacerdote de Tauron. Apesar de não ter encontrado o que queria, Millyan regressou à Vila Élfica como uma legítima clériga de Glórienn.

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    ***


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Os meses passaram e as duas aventureiras de amizade forjada na aventura se encontravam novamente em Valkaria, numa taverna conhecida por ambas. Uma filial da Pombo Perneta da Praça. Aqui o lugar é muito mais cheio que a filial em Vectora, mas com menos variedade racial e de profissão. Havia alguns goblins, halflings, anões e a maior parte, claro, de humanos. Além disso, nesta taverna todos pareciam coloridos demais, todos eram aventureiros.

Nota do Mestre:
Aqui nesta introdução vocês podem detalhar melhor esses 3 meses que se passaram de Altossol até Salizz. Podem fazer usar a criatividade e fazer invenções, desde que, claro, sejam coerentes e não abram brecha para muitos desdobramentos. E no final podem começar a interpretar e esquentar os motores para o início da aventura de fato.


Dados dos Personagens
Imagem - Maryanne I. Maedoc <> PV: 31/31 PA: 1 PE: 3/3 CA: 19 <> Condição: Normal
Imagem - Millyan Lorthtandar <> PV: 24/24 PA: 1 PM: 3/0 CA: 19/23 <> Flechas: 100 <> Canalizar Energia Positiva: 1/1 <> Condição: *Preparar magias
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Mensagem 19 Fev 2018, 11:43

Re: Briga em Família

Desde a ultima vez que nos viemos eu dediquei meu tempo aos estudos...foram semanas e semanas a procura de elfos antigos na Vila que pudessem me ajudar com livros e pergaminhos. Eu recebi a benção de Glórienn em uma noite, foi a experiencia mais excitante e amedrentadora que provei em minha vida, a medida que eu me aprofundava em meus estudos o nome de Tillins Redwood ficava mais evidente, ele era o sumo-sacerdote da deusa dos olhos tristes. Eu sabia que só seria realmente considerada uma clériga da ordem ao ser ordenada por um clérigo superior isso me fez entrar em uma busca que durou meses.

Viajei por vários lugares de Arton, busquei pela bordas do Mar Negro e o Reino Fronteira vestígios de templos a deusa ou qualquer rastros de clérigos remanescentes, mas foi em vão em uma dessas viagens eu conheci um arquipélago muito bonito, chamam de Khubar, eu lembro de ter ouvido o nome uma vez, mas nunca visitei. Foi lá qeu fiz essa tatuagem queria marcar minha pela para sempre como uma fiel, passei minha vida tentando me tornar uma clériga mas Glórienn nunca me ouviu até enfrentarmos Zairon, eu sabia que ela estava presente ali conosco e me ajudou a salvar sua vida.

Como em uma noite onde ela me visitou em um sonho, ela estava presa sob a corrente de Tauron , foi uma breve conversa mas eu sabia ali que ela me abençoava e me aceitava como um seguidora, mesmo não tendo sido exatamente o que eu esperava ali eu soube o que fazer, precisava ir até o Império dos Minotauros, eu sei foi um risco mas eu precisava. Lá eu descobri varias informações diferentes sobre Tillins e nenhuma me levou a algum lugar, vários becos sem saída me fizeram frustrar um pouco, acabei me hospedando por lá longe dos olhos dos soldados, fiz minhas preces matinais no dia seguinte e quando me preparava para voltar achei o diariod e Zairon...li novamente e me deixou triste...triste por saber que no final ele era apenas uma vitima como todos nós que fez péssimas escolhas e essas escolhas o levaram a morte. Se em algum momento depois do ataque ao nosso reino alguém tivesse segurando sua mão seu rumo seria outro, eu queria ter conhecido ele naquela época hoje ele poderia estar vivo , todos que ele matou poderia estar vivos e é por isso que eu te chamei aqui...


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-Zairon conta no diário sobre seu tempo como escravo em Ahlen, ele era propriedade de um nobre de lá chamado Astos Tivanor. Você deve saber que escravidão não é permitida no Reinado. Eu ia entregar isso a corte , mas eu sou apenas uma elfa e talvez não dariam ouvido principalmente relacionado a nobres...é a palavra de um elfo assassino contra a deles. Eu vou até Ahlen investigar, existem elfos escravos lá não conseguimos salvar aquelas escravas de Vectora eu sinto ter uma divida com elas...Você me acompanharia?
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Mensagem 19 Fev 2018, 16:29

Re: Briga em Família

Maryanne já se acostumava ao acordar com o sol forte do meio dia. Lentamente vestia sua camisola e perambulava pela casa até a sala onde almoçava com seu pai e sua mãe. Tinha uma cara de sono perpétua e sabia que ainda tiraria um cochilo depois do almoço. Acordaria no final da tarde onde se encontraria com amigos para mais uma noite na Baixa Vila de Lena. Essa era seu cotidiano após sua aventura em Vectora. Porém, no sétimo dia seguido dessa rotina, sua mãe pousou sua mão sobre a dela na hora do almoço.
Therese
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Querida... você não acha que devia descansar? Todo dia saindo, você acaba não descansando.

Seu pai observava. Maryanne sabia que ele concordava com ela.
Maryanne
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Ah, mãe, eu sei me cuidar.

Diante da recusa a conversar sobre isso, Aldred falou:
Aldred
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Então, se tens energia para desperdiçar em festinhas pode sair mais uma vez em aventuras, não achas?

Maryanne o olhou sem expressão, mas nada disse. Sua mãe sabia chegar melhor no cerne da questão.
Therese
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Você passou por um evento traumático, querida. O fato de não estar descansando quer dizer que não está pensando nisso. Está tentando esquecer o que passou e isso de nada ajuda a superar.

Maryanne encheu os olhos de lágrimas e chorou. Sua mãe a abraçou, seu pai continuou olhando-a distante.
Maryanne
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Não quero ser mais aventureira... não quero mais... eu acho que vou pra Gorendill mesmo...

Therese acariciava seus cabelos. Para ela, um alívio, pois um de seus filhos poderia levar uma vida pacata e quem sabe a Rainha Eterna deixasse de incomodá-la? Mas Aldred não parecia tão satisfeito.
Aldred
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Uma coisa que tu tens que aprender, tchê. Certas vivências nos mudam para sempre. Não há caminho de volta.

Disse e, tendo terminado saiu. Aldred gostava de viajar nos arredores descampados de Valkaria com Farrapo, seu irmão-cavalo (tio-cavalo de Maryanne). Maryanne ainda se aproveitou dos mimos da mãe que nutria esse desejo dela desistir de ser aventureira, mas...

Maryanne não saiu naquela noite, nem na seguinte, nem nas próximas noites. Dormia pela noite e de dia andava pela cidade, ia a concertos de bardos, visitava ateliês de pintores e a peças de teatro. De posse do tapete mágico, Maryanne voava durante a tarde até seu final, quando retornava para ler livros no teto de casa. Um dia decidiu ler livros no topo dos mais altos prédios de Valkaria e só não foi pra própria estátua porque era proibido...

Até que um dia, encontrou o livro do sacerdote da morte encontrado na Catedral Invertida. A língua dracônica era conhecida, graças às aulas com sua mãe, por isso foi fácil ler. Porém, nem bem terminou a primeira página e já sentiu a leve dor de cabeça. A menina estava ali novamente com seu vestidinho vermelho com detalhes em branco e dourado.
Rainha Eterna
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Eu estava contando as horas pra você ler isso, minha descendente. Acha que é legal ficar nas sombras observando você fazer bobagens dia após dias? Hunf...

Maryanne
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Hahaha, então você fica nas sombras quando não tá me incomodando? Bom saber... vou jogar isso aqui fora, então.

E ameaçou jogar o livro do sacerdote da morte pra fora do espaço do tapete. A Rainha emburrou-se, mas entristecida.
Rainha Eterna
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Você não faria isso comigo, não é?

Não precisava dizer nada, pois se Maryanne o fizesse estaria apenas adiando o retorno dela. Decidiu, por fim, usar sua presença para ajudá-la.
Maryanne
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Tô brincando, é claro. Ei, me ajuda a ler isso aqui. O homem parecia saber bem pouco sobre dragões, mas estava interessado em rituais necromânticos. O que não é estranho considerando que ele era um sacerdote de Leen.

Rainha Eterna
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É Ragnar. Leen é um engodo de pessoas bobas e simplórias. Bom, ele realmente não sabe nada demais. Ele escreveu muita coisa mesmo.

Disse vendo as páginas movidas por Maryanne.
Maryanne
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Sim... nada de útil realmente. Mas veja, tem algumas referências. Ele fala toda hora de um tal de Balthazar Igmax. Nunca ouvi falar desse sujeito. Quem será?

A Rainha sorriu com aquela fagulha de curiosidade. Ela era uma dragoa dourada, amante da arte e do conhecimento e ver um de seus descendentes curiosos sobre a história das coisas a fazia feliz.
Rainha Eterna
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Ainda que eu duvide em alguns momentos, você tem mesmo meu sangue. Procure na biblioteca da sua mãe. Corra atrás disso que podemos descobrir mais coisas sobre nós mesmas.

E sumiu como uma imagem translúcida borrando até esvanecer no vento. Maryanne fez exatamente o que foi pedido. E foi assim que ela se viu no meio de um matagal apertado, cheio de espinhos e árvores retorcidas.

Estava na Mata dos Galhos Partidos, a sul de Deheon, seguindo as indicações de uma biblioteca perdida onde o tal Balthazar Igmax escreveu seus mais importantes livros antes de desaparecer em um vulcão em Khubar sob circunstâncias misteriosas. Sua mãe havia ficado feliz com o repentino interesse em seus livros, mas alegrou mais seu pai por saber que ela partiria em uma andança sozinha. E assim, lá estava ela. Sem ajuda da mágica da mãe, ou da carona do pai. Tudo que recebera deles foram dicas. Seu pai falou sobre algumas plantas que se queimadas ajudariam a expulsar mosquitos e sua mãe falou sobre alguns padrões mágicos intrincados. Apesar de tudo isso, Maryanne esqueceu quais eram as plantas e nunca encontrou nenhum desses padrões - ou os entendeu tudo errado.

No ambiente de biblioteca, no meio do mato, achou que poderia ser um templo de algum deus, embora não soubesse qual. E, para sua surpresa, foi encontrada por um guardião com escamas, presas e asas de dragão.

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Um adversário formidável com uma poderosa e enorme espada. Maryanne, entretanto, era uma experiente guerreira e espadachim e conseguiu vencê-lo a muito custo fazendo-o cair no fosso no meio de uma das salas, onde suas asas não o salvariam. Sorridente por essa vitória, a jovem espadachim teve sua primeira decepção ao perceber que não estava ali o que queria. Nenhum livro útil, todos caindo aos pedaços ou carcomidos.
Rainha Eterna
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Vá lá fora. Aqui, segue aqui.

Disse uma apressada menina correndo para o lado de fora, atravessando uma parede. Maryanne a seguiu pelo arco de pedra até um pântano mal cheiroso e encontrou ali um livro boiando em um dos juncos. Estava estragado, letras ilegíveis. Seguiu e foi descobrindo mais livros por aí, todos destruídos pelo tempo. Maryanne chutou um livro forte e acabou caindo numa poça de água fedida provocando a risada da Rainha Eterna.
Maryanne
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Isso, fica rindo aí, fedelha, nós viemos aqui inutilmente.

Maryanne saiu xingando em dracônico, mas a Rainha só falou depois de acabar todo o ar da risada.
Rainha Eterna
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Oh, sua bobinha, acha mesmo que essa viagem foi inútil? Hahahahahahaha...

E sumiu. A princípio, a raiva não deixou Maryanne entender aquelas palavras e seguiu para Valkaria em seguida.

Quando chegou em casa, encontrou seu pai mexendo nas correspondências. Ele fumava um charuto e usava seu chapéu característico.
Aldred
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Bah, só contas e pedidos de ajuda. Incrível. Ah, tchê, tem uma carta para você.

Maryanne pegou a carta e ergueu uma sobrancelha.
Maryanne
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Ei, pai, não quer nem saber como eu me saí?

Ele falava com o canto da boca, enquanto segurava o charuto no outro canto dos lábios.
Aldred
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Tenho certeza que se saíste bem... erm... conseguiu o que querias?

Maryanne o abraçou e beijou sua testa. Pegou o charuto dele e deu duas fumadas - não tragadas, pois não se traga charuto - e tossiu. Aldred franziu o cenho meio sem saber o que fazer com aquela brincadeira.
Maryanne
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Não consegui nada, mas gostei muito de viajar, ver os ermos, entrar em lugares desconhecidos... até enfrentei uma criatura meio draconiana, sabia? Foi perigoso, mas divertido. Nesse aspecto eu sou parecida com você.

Aldred sorriu e ambos voltaram para casa.

Maryanne abriu a carta e era um chamado de Millyan para se encontrarem! Ela sorriu emocionada, pois fazia muito tempo que não ouviu falar dela. No dia marcado, sabia que haveria alguma proposta de aventura. Sabia exatamente que sua amiga élfica não era do tipo de sair para a noitada. Era um convite para aventura.

E então, a encontrou na Pombo Perneta da Praça, uma filial de Valkaria. A abraçou emocionada, mas evitando o choro.
Maryanne
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Você está bem, Millyan! Ganhou uma corzinha... por onde andou?

E ouviu sua história atentamente, fazendo comentários aqui e ali, monossilábicos. Por fim o tão esperado convite.
Maryanne
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Mas é claro, garota. Vamos juntos nessa!

E brindou com sua caneca de cerveja.
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Mensagem 19 Fev 2018, 22:44

Re: Briga em Família

Era bom ver Maryanne sorrindo, ela conseguia retirar sempre alegria em aquele momento, mesmo quando estava a beira da morte ela não deixava de sorrir, essa era uma característica que eu admirava nela, seu bom humor. Eu sabia que ela não deveria ser assim o tempo todo,mas vê-la feliz me deixava bem eu só não sabias e eu era a mesma Millyandaranny que era quando retornamos de Vectora, todo esse tempo viajando vendo o mundo como ele realmente é e a realidade dos elfos hoje em dia, essa tipo de coisa muda a cabeça de muita gente, 180 anos,vivi por 180 anos e apenas agora me sentia madura de verdade e precisava usar minhas habilidades para ajudar as pessoas e retomar a hegemonia do povo elfo, Maryanne bebia acabei pedindo, mas acabei não tocando na bebida.


Imagem-Já fazem meses não é? Você parece bem Mary, o que tem feito?



Meus ouvidos estavam atentos a minha volta, era uma taverna de aventureiros ouvia as conversas mais próximas e tentava filtrá-las ,não era algo intencional simplesmente acontecia.O contra de ter sentidos apurados., olhava para a caneca de cerveja a minha frente o cheiro forte do álcool no ambiente, a musica minha memorai me levou novamente ao pombo perneta de Vectora, a displicência de Leonhard a benevolência de Seiber, a indiferença de Valvadis e a ranzinzice de Glong, não pensava nisso há muito tempo,mas aquele lugar trazia essas memorias...e por alguma razão a tristeza não era mais tão forte e eu sabia a razão, a tristeza de Glórienn, aquela angustia foi a pior que havia sentido, nada mais conseguiria me fazer sentir um sofrimento como aquele.


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Mensagem 19 Fev 2018, 23:10

Re: Briga em Família

Millyan dizia que estava bem, mas algo estava diferente. Maryanne não teve muito tempo para conhecê-la a fundo, apenas para saber que era uma elfa competente e orgulhosa, não muito de falar, mas quando falava dizia só coisas que realmente eram importantes. Porém, durante os eventos da Catedral Invertida, o sofrimento era constante e as duas viveram situações de tensão do início ao fim. Maryanne não gostava de lembrar daquilo, mas ver Millyan olhando a cerveja na caneca sem tocá-la a fez reviver tais memórias.
Maryanne
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Eu... eu... eu fiz um monte de coisa. No começo eu só queria curtição e diversão com meus amigos e depois cansei disso tudo e fiquei lendo por muito tempo vários livros, histórias e tal. Eu gosto de literatura e música, sabe. Tive alguns dias bem normais, mas depois eu viajei com o tapete para o sul do reino atrás de mais informações sobre o livro em dracônico que encontramos. Lembra dele? Então, acabou que a viagem me levou a lutar contra um guerreiro dracônico! Foi difícil, mas eu o venci com velocidade e esperteza. Mas acabou que não consegui mais informações sobre dragões nem nada parecido... embora essa viagem tenha me incentivado a voltar me aventurar. Fiquei muito feliz com sua carta me chamando. Temos que agitar juntas de novo, viu. E o você? O que fez nesses três meses?

Disse, enquanto pedia a comida à atendente. Maryanne não dava muita bola para os clientes todos aventureiros do lugar, pois não precisava deles. Tinha o tapete, tinha Millyan e sentia-se cada vez mais apurada em suas técnicas. Lamentavelmente, não sentia que melhorava a técnica do alaúde.
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Mensagem 20 Fev 2018, 00:07

Re: Briga em Família

Imagem-Parece que nós duas fizemos uma viagem de busca sem sucesso.


Realmente esperava achar Tillins com algum sucesso,mesmoq eu apenas um paradeiro de algum templo ou grupo de clerigos, mas apenas encontrei becos sem saída,

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-Além do que já lhe contei , nada além disso. Eu estive em Tapista durante minha busca, havia boatos que os Tillins estava por lá havia se curvado a Kelskan, muitos elfos estão se curvando aos minotauros e se entregando a escravidão por conta da atitude de Glórienn, o sofrimento adoeceu a mente dela e ela não sabe mais o que está fazendo. Ela precisa ser salva, os elfos precisam acreditar nela como deusa protetora, ter a mesma dedicação que vocês tiveram com Valkaria...Mesmo depois do que ela fez ela foi liberta e seu posto retomado. Mas nós elfos somos soberbos demais para aceitar isso...


Olhei para Maryanne, e sorri, lembrei um pouco doo meu espirito rebelde quando mais jovem, quando conheci Zairon. Era normal esse tipo de conversa mas Mary não precisava ouvir aquilo.

Imagem-Eu sempre sonhei ser uma clériga, ams não tinha vocação passei um tempo num pequeno templo,mas não absorvi nada, meu esprito queria a liberdade das florestas, não os muros de um templo. Meu treinamento com arco também me tomava tempo demais, eu queria ser perfeita como todo elfo, eramos a raça perfeita e não aceitávamos menso que a perfeição. Durante nossa missão em Vectora eu percebi que nada disso importava, entenda Mary eu vivi 180 anos, muito mais do que você viveu, eu vi um império ruir, vi guerras iniciando e finalizando vi amigos meus humanos ficarem velhos e morrerem eu vi mais gente morrer do que você imagina...Mesmo assim era como se aquilo tudo fosse um pesadelo e eu simplesmente deletei da minha mente, é isso que os elfos fazem temos todo o tempo do mundo por isso não temos pressa em nada e simplesmente jogamos as coisas para o esquecimento, esquecimento é uma das maldições da imortalidade.


Peguei a caneca de cerveja e virei toda ela, eu não tinha vigor para beber então aquilo me pegou de um jeito inesperado, uma tontura leve e sorri.

Imagem-Aproveite todas as oportunidades que a vida lhe der Mary, abrace seus pais antes de sair de casa e diga quanto ama eles, mesmo que ele sejam rígidos em vários momento ou até mesmo frios eles não vão estar aqui para sempre, cada momento é especial e deve ser aproveitado como se fosse o ultimo. Elfos não fazem isso, passamos tanto tempo admirando a arte e nosso proprio ego que a verdadeira beleza, que são os momentos, deixamos passar...
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Mensagem 20 Fev 2018, 00:32

Re: Briga em Família

Maryanne bebericava o copo ouvindo Millyan. Ela realmente estava diferente, mais falante que o de costume como se sentisse a vontade para falar com ela. O reflexo desse tempo sozinha em peregrinação em busca de iluminação espiritual fez bem a ela, a deixou mais sábia. Mas também mais reticente e arrependida. Depois ela virou o copo da cerveja que não tocava até então. Sorria. Maryanne retribuiu o sorriso. Mas depois, mais palavras tristes.
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Eu não sou muito religiosa, nem entendo muito sobre os elfos, mas... o que você diz é importante. As vezes a gente valoriza alguma coisa ou alguém somente após perdê-lo.

Depois que voltei de Prado Verde eu tentei esquecer o que vivenciei na Catedral Invertida, na luta contra Zairon... mas minha mãe me disse que é melhor encarar a dor para poder superá-la. Evitá-la só prolonga o sofrimento. Acho que só depois de entender isso que eu consegui dormir em paz. E me deu ânimo pra continuar na estrada.

Eu ainda quero ser uma heroína, ser reconhecida, ajudar as pessoas... e melhorar minha técnica no alaúde, ahahahaha.

Sorriu lembrando que era uma pretensa barda, mas sua vocação de verdade estava na luta.
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Mensagem 20 Fev 2018, 12:54

Re: Briga em Família

Eu ouvia Maryanne com atenção, talvez aquele tempo separadas buscando as próprias respostas e participando das próprias aventuras foi algo bom para nós duas. Maryanne aprece ter aprendido e passado pelo luto da forma dela, sorri quando ela falou do alaude e peguei a jarra de cerveja enchendo nossas canecas.

Imagem-Você não é tão ruim assim com o alaúde, eu sempre acreditei que você fosse uma barda,mas ausência de magias e suas habilidades de combate te entregaram. Sobre ser heroína, herói é uma condição, é algo que não mede caráter de ninguém um homem mal pode ser o herói de seu grupo como um szaasita pode salvar uma vila inteira se tornando seu herói apenas para entregar eles a sacrifícios humanos logo depois. Seja apenas você mesma e faça o bem sem esperar essas coisas que as recompensas são melhores do que todos esses títulos que você busca.



Chamei a servente pedindo algo para comemos, Maryanne era forte provavelmente gostava de carne, pedi porco para ela e legumes para mim. Peguei o diário de Zairon e coloquei sobre a mesa na frente de Mary.


Imagem-Eu não sou muito boa com essas coisas de etiqueta nobre, enganar ou convencer as pessoas não é um dos meus talentos. O que você sabre sobre Ahlen e os nobres de lá?
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Mensagem 20 Fev 2018, 15:35

Re: Briga em Família

"Você não é tão ruim assim com o alaúde" foi o que ficou em sua cabeça, mesmo depois de Millyan continuar falando sobre outras coisas. Maryanne deu um sorriso amarelo, mas aceitou encher a caneca de cerveja de novo.

Millyan ainda colocou um livro sobre a mesa e Maryanne logo se lembrou do diário de Zairon.
Maryanne
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Eu consigo dar meu jeito...

Eu sei que é um reino onde a nobreza oprime e explora o povo. Onde todos se apunhalam pelas costas e não gostam de estrangeiros ou não-humanos, embora não sejam tão exagerados como os yudenianos. É um lugar difícil e mesmo assim, a escravidão é baixa até para eles... com certeza é ilegal.

Ela sorve mais alguns goles da cerveja.
Maryanne
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Mas o que faremos lá? O que faremos quando encontrarmos Astos Tivanor?

Disse um pouco antes da atendente deixar algumas costelas de porco e um prato de salada. Maryanne lambeu os lábios puxando uma das costelas pra si e um pouco do alface e tomate.
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Mensagem 20 Fev 2018, 21:08

Re: Briga em Família

Eu nunca fui de liderança, rebelde em algumas situações ou agia simplesmente por impulso, mas nunca de liderança, estar naquela posição era novidade para mim e me deixava desconfortável. Porém Mary precisava dr informações e eu era a única que as possuía, afinal a ideia era minha.

Imagem-O que você falou complica um pouco, primeiro precisaríamos reconhecer o terreno e descobrir quem é esse tal Astros, talvez conversando com os aldeões. Em seguida precisaríamos co seguir provas, documentos como essa carta de propriedade do Zairon, mas se conseguíssemos uma testemunha para delatar a coroa de Dehon seria excencial.


Era uma decisão complicada para se tomar, nos meter com nobres de Ahlen seria complicado mesmo com o sobrenome de Maryanne. Olhei em volta, também era arriscado chamar desconhecidos eles sempre teriam suas razões e nem sempre seriam nobres, teriam que agir sozinhas.

Imagem-Eu pensei em montar um novo grupo, caso necessitemos de intervenção, tudo pode acontecer e conseguir aliados locais seria um passo importante para não acabarmos nos tornando escravas também. Mas...hoje é tão difícil achar pessoas altruístas...
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